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WNBA pega fogo antes mesmo de começar

A WNBA, principal liga de basquete feminino do planeta, já começou a se movimentar. Se janeiro foi o mês das renovações, como as de Diana Taurasi com o Mercury, Nneka Ogwunike com o Sparks, Liz Cambage com o Aces e Sue Bird com o Storm, o mês de fevereiro, quando as equipes podem, finalmente, ir ao mercado, virou a liga de cabeça para baixo.

A janela tinha acabado de ser aberta quando uma bomba explodiu na cabeça dos fãs de basquete feminino de todo o mundo: Candace Parker , ícone dos Sparks e uma das melhores jogadoras da história da modalidade havia acertado a sua ida para o Chicago Sky, time da sua terra natal, Illinois.

Rosto da equipe de Los Angeles, ao lado de Nneka, a ex-campeã da WNBA e duas vezes MVP da competição protagonizou uma das principais transferências, via free agency, da história da liga. Depois de 12 anos, 385 jogos e 6.577 pontos pela equipe da cidade dos anjos, Candace volta pra casa, para o estado onde nasceu, para estar perto da sua família e para ser a estrela que Chicago, time que teve a sexta melhor campanha da última temporada, precisa para sonhar com voos maiores.

Foto: Julio Aguilar/Getty Images
Quem chega e quem sai no Los Angeles Sparks:

Infelizmente, para os torcedores dos Sparks, Candace Parker não foi a única baixa importante para o time da cidade dos anjos. Além dela, as faíscas de LA ainda perderam outra peça importante: Chelsea Gray, que assinou com o Aces, time de melhor campanha da última temporada.

Mas nem tudo são lástimas para os fãs dos Sparks. Se alguém vai embora, outra pessoa vem para o seu lugar. E a diretoria da equipe de LA não demorou para se reforçar. Erica Wheeler, ex Indiana, e Amanda Zahui, ex Liberty, se juntaram ao time três vezes campeão. Apesar da queda de nível técnico, as contratações dos Sparks estão longe de serem ruins. Wheeler, que teve passagem pelo basquete nacional, quando defendeu as cores do Sampaio Corrêa, teve médias de 10 pontos e 5 assistências na última temporada, enquanto Zahui, que foi a segunda escolha do draft de 2015, teve quase um duplo-duplo de média, com 9 pontos e 8,5 rebotes.

Atual campeão, Seattle perde peças importantes:

Ainda no lado oeste dos EUA, outro time que também esteve nas manchetes dessa free agency foi o Seattle Storm, atual campeão da competição. Com contratações e perdas relevantes, o Storm, que renovou com Sue Bird, viu Alysha Clark e Natasha Howard se juntarem ao Washington Mystics e New York Liberty, respectivamente. Para compensar a saída de Howard e Clark, Seattle foi atrás de Candice Dupree, sete vezes all star e quinta maior pontuadora da história da liga e Katie Lou Samuelson, quarta escolha do draft de de 2019. Outra perda importante para o time verde amarelo foi a aposentadoria de Crystal Langhorne. Langhorne, que estava há sete temporadas em Seattle, continuará na franquia, mas, agora, como diretora de Envolvimento da Comunidade.

Foto: Leila Navidi/Star Tribune via AP

Porém, não foram só as jogadoras que trocaram de equipes. Houve uma equipe, o Aces, que está muito perto de trocar de dono. O time finalista da última temporada, que pertencia ao MGM International Resorts, recebeu, ontem, 12 de fevereiro, a autorização da WNBA para ser vendida ao empresário Mark Davis, dono do Las Vegas Raiders, time da NFL.

Por fim, Tina Charles, que havia sido trocada com o Mystics, na última temporada, renovou com as campeãs de 2019. Charles, que não jogou em 2020 por problemas médicos, poderá, enfim, estrear na equipe de Washington D.C, onde atuará ao lado da duas vezes MVP, Elenna Delle Donne.

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