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A importância dos campeonatos estaduais para o desenvolvimento da LBF

A importância dos campeonatos estaduais para o LBF
A torcida do Sampaio Corrêa Basquete sempre lota o ginásio em partidas da LBF | Foto: Paulo de Tarso Jr

Que a LBF é o principal campeonato de basquete feminino no Brasil, todo mundo já sabe. Mas você já pensou que a LBF não se faz sozinha? A competição dura seis meses (de março a agosto), mas o que as atletas fazem durante o restante do ano? Algumas conquistam espaço em times na Europa, mas a grande maioria procura se manter em atividade disputando os poucos campeonatos estaduais que tem no país.

A realidade é que o calendário de basquete feminino no Brasil é precário. Temos a disputa de um campeonato nacional (LBF), um internacional (Sul-Americano de clubes), onde apenas uma equipe brasileira disputa, e os campeonatos estaduais. Quando se trata deste último, o que mais se destaca no país é o Paulista e ele acaba sendo a principal vitrine para toda a temporada seguinte.

Na temporada 2020, o torneio contou com sete equipes, jogos competitivos e transmissão online das partidas. Acaba sendo o “refúgio” da maioria das atletas. Disputar o Paulista significa se manter em atividade, manter sua renda durante todo o ano e estar em evidência no mercado. Na disputa do campeonato, cada equipe inscreveu 11 atletas, com exceção do SESI/Araraquara, com 12 e do Apagebask/Guarulhos, com 15. Eram 82 jogadoras em quadra. Vocês conseguem imaginar a quantidade de atletas que teríamos em atividade se tivéssemos campeonatos competitivos em outros estados?

MÃO DUPLA

Assim como os campeonatos estaduais ajudam a LBF, mantendo as atletas em atividade durante todo o ano,  o sentido contrário também funciona: a LBF também tem um poder de ajudar os campeonatos estaduais. Sabe como? Levando jogos de alto nível para as cidades, crianças e adolescentes acabam sendo incentivadas a praticar o esporte.

“Sempre falo aqui que nossas atletas servem de inspiração para muitas meninas e esse é um dos legados que o Sampaio deixa para o estado do Maranhão. Elas incentivam muitas crianças e adolescentes a praticar basquete. Isso é um processo natural. Quando as meninas buscam o esporte, a tendência é que a gente consolide um campeonato maranhense mais forte no futuro e assim possam surgir atletas, como aconteceu com Iziane”, disse o presidente do Sampaio Corrêa Basquete, Murilo Dias.

Leitor, você consegue entender?

O movimento é cíclico. Uma situação leva a outra e, no final, o saldo tem tudo para ser positivo. Teremos mais atletas jogando e a possibilidade de mais estaduais competitivos. Com isso, pode surgir mais investimento, um campeonato nacional com mais equipes e até a criação de outros campeonatos paralelos, como acontece com o masculino.

É difícil? É. Mas o foco é dar um passo de cada vez.

 

 

 

Jéssica Maciel Ver tudo

Jornalista, trabalhando com cobertura de basquete feminino desde 2013. Amante de esportes!

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