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Opinião: Chegou a hora de aprender com o futebol

Foto: Matheus Marques / LBF

Toda vez que a gente fala sobre basquete e menciona o futebol de alguma forma, a desconfiança é sempre enorme. Seja por causa de um clube aventureiro na modalidade ou até mesmo por péssimas gestões.

Porém, acredito que chegou o momento do baquete nacional aprender algo com o futebol e esse aprendizado pode transformar nossa modalidade a médio e longo prazo.

Mas que aprendizado seria esse?

“Desde o ano passado, todos os 20 participantes da Série A do Brasileiro precisarão se enquadrar no Licenciamento de Clubes da Confederação Brasileira de Futebol e, por obrigação, manter um time de futebol feminino – adulto e de base”, segundo matéria publicada no GE.

Esse movimento da CBF quer dizer que o futebol feminino está estruturado e é uma potência mundial? Não, mas o primeiro passo para isso foi dado.

Vamos trazer essa ótica para o basquete…

Imagina um Flamengo, Franca ou Minas ter uma equipe feminina hoje em dia. O quanto não chamaria a atenção para a Liga de Basquete Feminino (LBF) e daria oportunidades para jovens garotas?

Além disso, precisamos ter em mente que montar uma equipe feminina de basquete é muito mais barato do que uma equipe de futebol feminino. Atualmente, uma folha salarial de 70 mil/mês seria o suficiente para montar um time competitivo na LBF e esse mesmo valor não manteria um time de futebol.

Mas a questão não é somente o dinheiro e sim, criar uma oportunidade que jovens talentos não saiam do Brasil só porque não tem um time para jogar. O Brasil produz boas jogadoras, mas infelizmente a gente perde essas meninas para os Estados Unidos e Europa. E em sua maioria, elas não vão para grandes programas e muito menos tem espaço no time titular da equipe.

Será que se a gente tivesse uma competição nacional com 18-20 clubes no ano todo, elas sairiam do país? Acredito que a maioria dessas meninas continuariam por aqui.

Sei que esse passo não é tão simples de se dar, mas deveria estar no radar da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e até mesmo da Liga Nacional de Basquete (LNB).

Arrisco a dizer, que até seria uma boa forma de aproximar as duas entidades.

O que precisamos para agora, é que o nosso basquete feminino comece a se fortalecer e pense no futuro da modalidade.

Por mais que a gente ame ver a Érika de Souza, Clarissa dos Santos, Rapha Monteiro e muitas outras jogando por aqui, quantas jovens atletas estão realmente ganhando espaço no Brasil? Quais serão os novos rostos que veremos na LBF ou seleção brasileira?

Essas respostas ainda não temos, mas não precisamos esperar a corda apertar no nosso pescoço para começar a pensar em um futuro da modalidade.

Felipe Souza Ver tudo

Sou o criador do site HSBasketballBR, Blog do Souza e fui co-criador do Live College BR. Fui o primeiro brasileiro a escrever sobre high school para um site americano, o D1Vision. Trabalhei para a Liga Super Basketball como repórter e assessor de imprensa. Também escrevi para os blogs como Jumper Brasil e TimeOut Brasil, tive textos publicados pelo Bala Na Cesta. Trabalho de Scout nas horas vagas e acredito que o estudo diário do basquete, me faz um profissional melhor.

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