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NBA e a Covid-19: até onde vai?

(ERIK S. LESSER / EFE)

Recentemente, no último dia 7 de janeiro, o ala-armador Seth Curry, do Philadelphia 76ers, recebeu seu resultado positivo do exame de coronavírus quando já estava no banco de reservas em Brooklyn, para a partida contra os Nets. O jogador imediatamente deixou o ginásio e se isolou, e os Sixers foram forçados a quarentenar em Nova Iorque para avaliar possíveis contaminações.

Um dia antes, os Sixers enfrentaram o Washington Wizards, mas a equipe da capital não foi colocada em observação e foi à quadra contra o Boston Celtics no dia 8. Um dia após o jogo, os Celtics tiveram que afastar Jayson Tatum, Jaylen Brown e outros cinco atletas por conta do protocolo de saúde e segurança, e os três jogos seguintes da equipe acabaram adiados por falta de jogadores: Miami Heat (10/01), Chicago Bulls (12/01) e Orlando Magic (13/01). A liga exige que os elencos tenham no mínimo oito jogadores disponíveis para a realização de uma partida. Até o momento, outros três confrontos também foram adiados pelo mesmo motivo: Dallas Mavericks x New Orleans Pelicans (11/01), Utah Jazz x Washington Wizards (13/01), e Atlanta Hawks x Phoenix Suns (13/01).

Em um artigo da ESPN, os jornalistas Brian Windhorst e Zach Lowe afirmaram que diversos jogadores já estão testando positivo para COVID pela segunda vez. Grande parte das franquias contam com pelo menos dez jogadores que já contraíram o vírus em certo ponto do último ano, e apesar de existir um período de imunidade adquirido após a infecção, a duração ainda é incerta. Fato é que os casos de reinfecção começaram, e são mais sinais de que a liga precisa, urgentemente, tomar alguma providência.

Após deixar claro que não tem planos de interromper a temporada, a NBA já começou a se movimentar para tentar minimizar danos. Alguns protocolos foram modificados em reunião na última terça-feira (12), segundo os insiders Adrian Wojnarowski e Shams Charania:

  • Uso obrigatório de máscaras no banco de reservas e vestiários. Haverá uma zona isolada para que jogadores possam esfriar após saírem de quadra e, enfim, vestirem as máscaras no banco.
  • Reuniões de vestiários limitadas à no máximo 10 minutos de duração.
  • Cumprimentos em quadra apenas com mãos fechadas ou cotovelos; abraços proibidos antes e depois dos jogos.
  • Jogadores e comissões devem ficar em casa e só sair para treinos e atividades essenciais; em viagens, está proibido sair do hotel ou interagir com quem não é do time. Não há mais lista de restaurantes aprovados.
  • Sessões de tratamento médico deverão respeitar distanciamento de 4 metros entre as macas.
  • Jogadores não podem chegar ao ginásio mais de três horas antes das partidas.
  • Os vôos de cada equipe deverão ter disposição de assentos planejada de forma similar aos seus bancos de reservas.
  • Qualquer pessoa que preste serviço ou frequente a casa dos jogadores deve ser testada pelo menos duas vezes por semana.

Inicialmente, as modificações de protocolos serão implementadas pelo menos durante as próximas duas semanas. Até aqui, já são seis jogos adiados em pouco menos de um mês de temporada, e a liga precisa ajustar seu funcionamento para que não tenha, mais uma vez, que pausar suas atividades. A G-League, a liga de desenvolvimento, anunciou que começará em fevereiro dentro de um novo sistema de bolha em Orlando, contando com 18 equipes. Contudo, repetir a dose de isolamento com as maiores estrelas da NBA parece além das capacidades da liga e extremamente improvável. Resta torcer para que tudo corra da melhor forma e, se possível, que continuemos tendo basquete de alto nível.

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