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Os 3 principais impactos da lesão de Markelle Fultz

Markelle Fultz em um jogo do Orlando Magic
Fultz quando podia dançar “Stay in the light” – Photo by Fernando Medina/NBAE via Getty Images

Markelle Fultz vinha sendo uma das gratas surpresas nesse início de temporada do surpreendente Orlando Magic. Mantendo seu sistema defensivo que esmaga os adversários e os leva a um estilo de jogo estagnado e físico, o time da Flórida conseguiu esse ano sair de um sistema ofensivo quase nulo para um minimamente eficiente (e simples). Mas qual era o impacto de Fultz nessas áreas?

1 – DEFESA

Detentor de um dos piores Defensive Rating do time, o armador tinha um papel um pouco ingrato defensivamente que leva a esse número. Ele era responsável por pressionar os armadores adversários e dificultar a volta da bola para esses jogadores. Isso tem um papel fundamental no sistema defensivo do Orlando, que gosta de obrigar jogadores de apoio a decidirem em condição de um-contra-um, principalmente se o defensor é Aaron Gordon ou Michael Carter-Willians.

2 – TRANSIÇÕES

O Magic é um time que precisou acelerar um pouco suas transições ofensivas nesta temporada para poder criar um pouco mais de espaço para finalizações mais eficientes, o que nos leva a importância FUNDAMENTAL do armador. Responsável por um Pace superior a média do seu time, Fultz tinha mais de 14% das suas finalizações nessa situação, gerando 1 ponto por posse assim. Some isso a um aproveitamento surreal de 66% nas bolas de transição dentro da área restrita e o time de Orlando vai sentir muita falta do seu armador.

3 – ATAQUE

Aqui é provavelmente o momento do jogo onde Fultz vai fazer mais falta. Lembra quando foi dito que o ataque do Magic saiu de um ostracismo onde cada ataque na temporada passada era um parto de ouriço? Muito da melhora está ligada a melhora do jogo do armador. Além das transições, Fultz comanda o jogo de pick do Orlando com Vucevic, conseguindo encontrar o pivô diversas vezes, tanto no pop quanto no roll. Essa agressividade também abre muito espaço para os arremessos de Terence Ross e Evan Fournier, além dos cortes sem bola em direção a cesta de Aaron Gordon.

Além desses fatores, o fator psicológico também terá um papel importante em como o Magic irá se adaptar, como vão alterar sua rotação e suprir esses problemas. Essa lesão é triste para o garoto, para a equipe e para quem gosta de basquete.

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NBA

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Vitor Hugo Sarvas Ver tudo

Analista de desempenho desde 2014, acredita que a ciência e a prática podem e devem andar juntas. Escrever faz parte da maneira de divulgação científica e mostrar como de fato ambos se completam.

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