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#NossoBasquete

Público tem crescido a cada edição do NBB – Foto: LNB

Se você acompanha basquete já deve ter se deparado com essa hashtag ou ao menos escutou falar sobre NBB, certo? Mas por quê #NossoBasquete ou Novo Basquete Brasil? É sobre isso que iremos falar.

O NBB foi criado em 2008 com o objetivo de popularizar o basquete e alcançar o público, principalmente após a séria crise na modalidade em virtude da não classificação da Seleção Brasileira Masculina para duas edições seguidas dos Jogos Olímpicos (2000 e 2004). Antes do NBB, a competição teve dois nomes: Taça Brasil (de 1965 a 1989) e Campeonato Nacional de Basquete (de 1990 a 2007).

Aproveitando-se de um momento em que a NBA alcançava maior ascensão no país, decidiram se inspirar no modelo da liga norte-americana e criaram o NBB com a chancela da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) e a administração pela LNB (Liga Nacional de Basquete).

O modelo de gestão é descentralizado, pois os clubes são os responsáveis pelas decisões tomadas pela LNB, mas no tocante às regras, ao contrário da NBA, o NBB segue as orientações da FIBA.

O NBB tem, atualmente, 16 equipes de vários estados do país – Foto: Esportelandia

Atualmente a liga conta com 16 times que se enfrentam em dois turnos (ida e volta). Os quatro primeiros classificados vão direto para as quartas-de-final,do quinto ao décimo segundo colocado decidem entre si as outras quatro vagas nas oitavas-de-final.

A partir da temporada 18/19, entre os turnos da temporada regular acontece a Copa Super 8, torneio em que o campeão garante vaga para a Champions League Américas. Os confrontos são únicos onde os mandantes são os times que tiverem melhor campanha. O enfrentamento acontece conforme cruzamento olímpico: 1°x 8°, 2°x 7° e assim sucessivamente, semelhante ao modelo da liga americana em que o melhor colocado enfrenta o pior.

Os playoffs começam ao fim da temporada regular e segue o modelo de enfrentamento da Copa Super 8, as fases eliminatórias a partir das quartas-de-final são todas em jogos melhor de 5, parecido com NBA, diferente apenas em que a série na liga norte-americana pode chegar a 7 jogos. Os dois primeiros colocados também garantem vaga na Champions League Américas, já do terceiro ao quinto, se classificam para a Liga Sul-Americana.

O investimento feito no NBB aliado ao movimento do #NossoBasquete vem dando bons resultados. Além do Brasil ter retornado aos Jogos Olímpicos na edição de 2012 (e 2016), o sucesso da liga tem chamado os torcedores e amantes da modalidade para a valorização da competição nacional.

Os maiores vencedores da competição são Flamengo (6), Brasília (3), seguidos por Bauru e Paulistano com um título. O investimento para manutenção na competição é em sua maioria das equipes participantes, por isso a importância de reforçar a valorização e apoio do basquete nacional para que possamos voltar a era de ouro do Brasil no basquete. Nomes como Bruno Caboclo, Cristiano Felício, Didi Louzada e Raul Neto que tem filiação na NBA passaram pelo NBB primeiramente. Alguns outros atletas como Alex Garcia, Leandrinho, Varejão, entre tantos outros que vestiram a camisa da seleção, também foram presentes do #NossoBasquete. Sabemos que basquete gringo é bom, mas o NBB é nosso!

Texto: Carol Naej e Patrícia Rodrigues

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NBA das Mina

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