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Um novo tempo para o Dallas Wings

Arike Ogunbowale, maior pontuadora da temporada de 2020 da WNBA

O Dallas Wings ficou de fora dos playoffs da WNBA por pouco, em 2020, quando terminou na nona posição geral. Ter um plantel jovem e uma escassez de jogadoras pode ter dificultado a jornada da equipe texana, mas 2021 deve oferecer novas opções e, consequentemente, um novo resultado. Um olhar sobre a temporada passada pode explicar isso.

A equipe foi para a IMG Academy na Flórida sem Skylar Diggins-Smith, Azura Stevens e Glory Johnson, que foram trocadas com diferentes franquias durante a offseason. As jogadores mais experientes no elenco foram Astou Ndour e Kayla Thornton, cada uma com quatro anos como profissionais.

Com um grupo formado em sua maioria por jovens atletas, incluindo três estreantes, o técnico Brian Agler lutou para juntar as peças e obter uma seqüência de vitórias. Na verdade, os Wings tiveram apenas oito vitórias em 22 dos jogos que disputaram. As coisas não melhoraram quando o grupo perdeu Moriah Jefferson no início de agosto e Isabella Harrison no final do mesmo mês devido a lesões no joelho e tornozelo, respectivamente.

Satou Sabally, novata oriunda do time histórico da University of Oregon

Nesse cenário, um nome surgiu acima de todos os outros, não apenas no time, mas em todo o campeonato: Arike Ogunbowale. A atleta formada pela Notre Dame teve pontuação de dois dígitos em todas as partidas que disputou no ano e foi a primeira no geral em pontos, tanto no total quanto por partida, com média de 22.8 pts. Por causa disso e de suas performances arrasadoras, ela foi uma forte candidata ao prêmio MVP durante toda a temporada, que acabou sendo conquistado por A’ja Wilson.

Ogunbowale teve o apoio da rookie Satou Sabally na quadra, que terminou sua primeira temporada perto de um double-double: 13.9 pts e 7.8 reb. A jovem, que está acostumada a correr ao lado de grandes pontuadoras, já que se formou com Sabrina Ionescu na University of Oregon, provou ser uma das estrelas mais promissoras da WNBA.

Com um elenco muito jovem, incluindo Katie Lou Samuelson e Allisha Gray, não se poderia esperar que o Dallas Wings fosse longe demais na competição na última temporada, mesmo com a maioria das outras franquias sem jogadores extremamente importantes. No entanto, as coisas podem mudar em 2021.

Com a segunda escolha no Draft WNBA, o time do Texas pode conseguir Rennia Davis, que pode jogar tanto como armadora quanto mais embaixo do garrafão para completar seu elenco já muito talentoso. Mas uma mudança em especial deve fazer as coisas funcionarem ainda melhor: a recém-anunciada treinadora Vickie Johnson. Depois de atuar como assistente técnica do San Antonio Stars e do Las Vegas Aces, a ex-jogadora tem a experiência e o QI no basquete para moldar o grupo e iniciar uma nova era para o Dallas Wings.

Vickie Johnson, assistente técnica do Las Vegas Aces até a última temporada, agora está no comando do Dallas Wings

Como outras equipes que já experimentaram sucesso antes, o Wings está se reconstruindo e tentando encontrar sua própria marca. Com o que agora é uma boa mistura entre atletas jovens e experiente, 2021 pode ser o ano em que as conquistas vão começar a surgir.

Roberta Rodrigues Ver tudo

Jornalista especializada em basquete feminino.

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