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Apostas para 20-21: Washington Wizards busca a magia

Vem aí a segunda temporada seguida completamente fora do padrão na NBA. Fazer previsões normalmente já é difícil e nesse cenário é mais arriscado ainda. Nos últimos dias antes da abertura da temporada 2020-2021, o Blog do Souza traz as apostas para o ano. A ideia não é necessariamente acertar o que vai acontecer nos próximos meses, mas sim apontar times, jogadores e situações que vale a pena ficar de olho. Mas é claro que se a gente cravar alguma coisa, vamos querer o crédito.

Oportunidades são cavalos selvagens – se você não as agarra assim que surgem, elas passam. O velho ditado cai como uma luva para a equipe do Washington Wizards nesta temporada.

O contrato de cinco anos do técnico Scott Brooks encerra-se em 2021, e não sabemos se o ex-jogador de 55 anos renovará, pendurará a gravata ou se aceitará o convite de algum time mais perto de sua família – sua esposa, Sherry, e a filha Lexi, vivem na Califórnia.

O encerramento do ciclo do técnico é o deadline para que seu pupilo, Russell Westbrook, redima-se depois de uma temporada decepcionante no Houston Rockets. Apesar de ter tido uma média de 27,25 pontos em 57 partidas, a química com James Harden não aconteceu de fato e o resultado disso foi o fraco desempenho na bolha de Orlando. Na série que eliminou o Rockets dos playoffs vimos um Westbrook sem habilidade, desanimado e nervoso, o que culminou com uma discussão que ultrapassou as quatro linhas: ele e William Rondo, irmão de Rajon, trocaram ofensas durante a partida.

O vínculo emocional entre Brooks e Russ vem desde a época do aclamado Oklahoma City Thunder, que logrou chegar às finais de 2012, caindo frente ao Miami Heat. O afeto entre os dois é fruto de uma relação de confiança e que até envolve as respectivas famílias. Em resumo: Scott Brooks pode de novo ser o mentor que dará calma e ótimos resultados a Westbrook. E para isso, eles têm apenas um ano.

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Scott Brooks e Russell Westbrook: mentor e pupilo. Foto: Bleacher Report.

Westbrook chegou ao Wizards através de uma troca que levou John Wall aos Rockets, dando mais harmonia e baixando as possibilidades de tensão no vestiário. Wall, em 2018, xingou o técnico Brooks durante um treino. Apesar das desculpas, a situação sempre era tensa na equipe. E essa paz adquirida em 2020 ajudou a um craque das quadras: Bradley Beal. Durante a confusão ocorrida no treinamento, muitos jogadores ficaram contra Wall, e Beal dirigiu-se aos executivos do time que assistiam o treino e disse: “há sete anos que venho lidando com isso!”

Sem Wall e com um time relativamente jovem, com uma cozinha com Davis Bertans (uma boa aquisição vinda do San Antonio Spurs e com o DNA de Gregg Popovich de trabalho em equipe), Rui Hachimura, o brasileiro Raul Neto e o astro do draft deste ano, Deni Avdija, Beal é a esperança de cestas para o Wizards. Se Brooks repetir o mesmo esquema técnico do OKC, Russ será a opção secundária de pontos.

A simpática franquia do Wizards tem, nessa temporada, a grande chance de até disputar a primeira rodada de playoffs. Isso dependerá da química entre Beal e Russ, além do suporte das novas aquisições e do jovem elenco da franquia.

Sem John Wall, Bradley Beal terá novas opções como complementos de seus pontos. Foto: El Perimetro.

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