Ir para conteúdo

Apostas para 20-21: O “estado da União” do New York Knicks

Vem aí a segunda temporada seguida completamente fora do padrão na NBA. Fazer previsões normalmente já é difícil e nesse cenário é mais arriscado ainda. Nos últimos dias antes da abertura da temporada 2020-2021, o Blog do Souza traz as apostas para o ano. A ideia não é necessariamente acertar o que vai acontecer nos próximos meses, mas sim apontar times, jogadores e situações que vale a pena ficar de olho. Mas é claro que se a gente cravar alguma coisa, vamos querer o crédito.

O New York Knicks tem uma história vitoriosa. Não, é sério. Para de rir. Por… por favor para de rir e segue lendo o texto. Em um passado distante, mas constante, os Knicks eram um time que dava medo em todo mundo. Ir para o Madison Square Garden era entrar em uma casa de dor onde dificilmente você sairia com a vitória.

Isso valia para os anos 70, quando os Knicks venceram seus dois títulos. Um pouco menos para os anos 80. Voltou a valer nos anos 90, quando Patrick Ewing, John Starks, Anthony Mason e Charles Oakley colocavam medo nas outras franquias da liga. Mas, em algum momento, algo deu errado. E continuou dando errado.

Os Bons Tempos Voaram
Os bons tempos se foram

No início dos anos 2000 a coisa mudou. Knicks pararam de vencer. O time começou a “andar na lama”. Ou seja, nunca ia para frente, nada do que fazia dava certo. A ideia era sempre tentar conseguir uma estrela, e ela nunca chegava. 

Em 2010, os Knicks tiveram a chance de contratar LeBron James como agente livre. E aí veio o erro que comprometeu os próximos anos. Recebendo a negativa de James, o time não ficou quieto com o dinheiro e ofereceu um contrato máximo ao ala-pivô Amar’e Stoudemire. Apesar de um bom jogador, Stoudemire tinha, no máximo, dois anos de carreira, assombrado por diversas lesões nos joelhos.

E foi o que aconteceu. Dois anos e deu. Os últimos anos de Stoudemire nos Knicks foram de atrapalhar o time. Quando ficou de fora por lesão, os Knicks venceram 54 partidas na temporada. Quando jogou, o time teve aproveitamento de, mais ou menos, 30% de vitórias.

Depois de Stoudemire, os Knicks mantiveram o erro de esperar uma estrela. Enquanto isso, acumularam derrotas, tanto na temporada quanto no draft. Desde 1985, quando foi para a primeira escolha na loteria, que o time não sobe no sorteio. 

E, foi mais ou menos assim que chegamos na temporada 2020-2021 da NBA. Bem resumido, não quero fazer nenhum torcedor dos Knicks chorar. E o que podemos esperar dessa temporada? 

A parte boa: os executivos dos Knicks evitaram jogar um caminhão de dinheiro em cima de algum jogador por anos, esperando algo impossível. Esse time está longe de um título. Um jogador não mudaria a situação, por enquanto. Caso algo mude, tudo parece pronto para atacar em 2022-23, quanto a franquia tem menos de US$23 milhões em salários, no momento.

O time também tem alguns jovens que podem trazer qualidade no futuro. Frank Ntilikina, Kevin Knox, RJ Barrett, Mitchell Robinson e Obi Toppin têm 22 anos de idade, ou menos. E aí acabam as boas notícias.

O grande problema do New York está no comando técnico. Tom Thibodeau não é um treinador ruim, mas é ultrapassado. E não ama muito os jovens. Foi uma contratação estranha para um time que deveria dar tempo de quadra para jogadores em início de carreira, seja para desenvolver seus talentos ou valor para futuras trocas. Buscaram alguém que não é conhecido por isso.

Além disso, o time ainda não conseguiu adicionar jovens de qualidade ao elenco. Toppin parece ser o único que chegou neste ano. Immanuel Quickley é uma aposta que pode tanto dar certo quanto errado, no ambiente dos Knicks a segunda opção é a mais provável.

A parte pior, os dois jogadores que parecem ser o futuro dos Knicks não mostraram arremessos bons em uma NBA que, cada vez mais, depende de chutes. Knox e Barrett convertem, mais ou menos, 40% de seus chutes de quadra, nada bom para dois jogadores de perímetro. Além disso, Knox, e o novato Toppin, parecem destinados a entrarem na lista de maus meninos (ei! Estamos perto do Natal, afinal) de Thibs com seus lapsos defensivos.

Se minha aposta é ver os dois ali em cima com problemas, alguém deve cair nas graças de Thibs. A temporada 2020-21 pode ser a melhor chance para Ntilikina mostrar a qualidade que parece ter em alguns momentos de sua curta carreira. Como é um excelente defensor, já tem essa vantagem quando o comandante da equipe ama esse lado da quadra. Agora é mostrar a que veio no ataque. 

E é isso que a torcida dos Knicks pode esperar. Uma temporada de poucas vitórias, o último lugar no Leste, quiçá na temporada, e torcer pela primeira escolha no draft de 2021. Mais do mesmo. Afinal, Zion Williamson não vai entrar por aquela porta.

Rubens Borges Ver tudo

Rubens Borges entrou no jornalismo esportivo em 2005, no BasketBrasil. Tempos depois, se juntou ao Blog Squad do site da NBA no Brasil. Entre os dois trabalhos, ele iniciou o blog e Twitter do Hit the Glass. Nas quadras, jogou em times como o Petrópole Tênis Clube e PUCRS.

6 comentários em “Apostas para 20-21: O “estado da União” do New York Knicks Deixe um comentário

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: