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Notas e avaliações do Draft

Depois de mais de um ano chegou ao fim mais um ciclo do Draft, o primeiro do Basketball Scouting Brasil. Depois de tantos meses todas as artas estão na mesa, todos os rookies já tem seus times e em pouco tempo estarão em quadra. No último texto da classe de 2020 do Draft analisarei todas as 60 escolhas do Draft e os principais undrafteds. 

 

 

 

Atlanta Hawks

Hawks select C Onyeka Okongwu 6th overall - SportsTalkATL.com
Photo: Brian Rothmuller/Icon Sportswire


Escolhas: Onyeka Okongwu (#6), Skylar Mays (#50)

Onyeka Okongwu é um prospecto Top 5 da classe para mim, portanto o valor é ótimo na 6ª escolha geral do Draft, Onyeka traz muita versatilidade defensiva e proteção de aro em alto nível, ofensivamente pode ser um companheiro fenomenal de Pick & Roll com Trae Young. Mas a escolha tem seus problemas, Atlanta já tem John Collins e Clint Capela no elenco e Onyeka apesar de não ser um Center alto, definitivamente não é um PF, logo a situação é complicada. Mesmo assim pelo valor e pela qualidade de Okongwu é uma escolha boa e ele pode muito bem acabar sendo melhor que Collins e Capela e isso nem ser algo relevante. 

Skylar Mays foi uma excelente escolha no final do Draft, um jogador que pode ser neutro defensivamente e traz bom playmaking secundário, é um bom arremessador, pode criar seu arremesso e pode atacar o aro com inteligência e controle do seu corpo, mesmo sem grande atletismo.

Nota: B 

 

 

Boston Celtics

WATCH: Celtics introductory presser for Aaron Nesmith, Payton Pritchard

Escolhas: Aaron Nesmith (#14), Payton Pritchard (#26), Yam Madar (#47)

Com a 14ª escolha geral o Boston Celtics selecionou Aaron Nesmith. Apesar de não estar nem perto de ser o novo Klay Thompson como alguns pensam, Nesmith é um grande shooter, não o que os 52% dos 3 pontos nessa temporada mostram, mas ainda um dos melhores dessa classe. Shooting em qualquer lugar é muito bem-vindo, em Boston é ainda mais, ele pode se beneficiar jogando a partir dos criadores que já estão no time, como Kemba Walker e Jayson Tatum, não tendo o peso de criar constantemente suas próprias oportunidades e sendo um Catch&Shooter puro. Com a perda de Gordon Hayward a equipe pode precisar da ajuda de Nemsith como uma adição na profundidade dos wings. Aaron sendo um wing no sistema de Brad Stevens idealmente teria algum handling ou passe, que ele não tem e ele não é o “plug & play” que se diz, mas os Celtics são um time que pode ser criativo no seu uso o bastante. Valor e fit não são os ideais aqui, mas não é uma escolha horrível.

Payton Pritchard na #26 é uma escolha que até agora não consigo compreender. Payton não é um prospecto ruim, muito pelo contrário, é um ótimo shooter, é um playamker secundário decente e um bom jogador no Pick & Roll, mas ao mesmo tempo é um defensor muito ruim, não é um jogador atlético, é um guard secundário undersized, tem problemas com contato e não possui grande criação própria. O maior problema é que ele foi escolhido antes de prospectos de funções similares e melhores como Malachi Flynn, Tyrell Terry, Grant Riller, Desmond Bane e Nico Mannion. E a diferença dele para jogadores que foram selecionados no fim do segundo round ou sequer foram draftados como Cassius Winston, Ty-Shon Alexander, Jalen Harris, Devon Dotson e  Sam Merrill com certeza não é tão relevante para você gastar uma escolha de primeira rodada ao invés de comprar uma escolha no final do Draft ou conseguir simplesmente assinar com eles como free agents.

Yam Madar era a melhor opção de Draft & Stash disponíevl na minha opinião, logo é uma escolha que faz sentido, os Celtics já tem muitos jogadores no elenco e vários jovens guards até, então deixar um jogador como Madar na Europa mais um ou dois anos se desenvolvendo num ambiente profissional e conseguindo muitos minutos faz sentido. Madar é um defensor intenso, um arremessador ainda pouco consistente mas com potencial, é rápido e tem upside como um playmaker secundário. Longe de ser um guard primário, mas há potencial como um complementar. É um prospecto melhor do que Pritchard para mim.

Nota: C 

 

 

Brooklyn Nets

Perry named MVP as U.S. U19 team captures gold | Local Sports |  timesenterprise.com

Escolhas: Reggie Perry (#57)

A única escolha dos Nets foi Reggie Perry em uma das últimas escolhas da noite. Reggie é um pivô forte, tamanho razoável, um arremesso em desenvolvimento e bom reboteiro. Ele tem que tomar decisões melhor, não tem mobilidade para se deslocar no perímetro e também tem problemas marcando no garrafão. Há potencial mas ainda existem muitos problemas no seu jogo.

Nota: C

 

 

Charlotte Hornets

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Escolhas: LaMelo Ball (#3), Vernon Carey Jr. (#32), Nick Richards (#42), Grant Riller (#56)

A principal escolha da noite para Charlotte foi sem dúvidas LaMelo Ball. James Wiseman era apontado como o principal alvo de Charlotte, mas considero Ball uma escolha bem melhor do que WIiseman seria para a equipe. Charlotte conseguiu uma das poucas opções de criação primária nesse Draft que é exatamente o que você procura quando está num rebuild, o ex-armador do Illawara Hawks injeta uma dose de talento enorme nesse time que fará bem a todos ao seu redor sendo um dos melhores passadores do mundo com altura de 6’7.

Vernon Carey e Nick Richards foram duas opções para tentar ajudar no problema com pivôs do time. Vernon uma opção mais ofensiva e Nick mais um protetor de aro, nenhum dos dois foram valores muito bons e ao selecionar Carey, os Hornets deixaram passar o que para mim é o 3º melhor pivô do Draft, Xavier Tillman.

Grant Riller é um forte candidato a steal do Draft, um talento Top 20 que sobrou em uma das últimas escolhas, um dos melhores scorers da classe, mesmo não sendo um prospecto jovem (já tem 23 anos) a maioria dos jogadores selecionados à frente de Riller nunca terão seu talento. Defensivamente Grant não é nada bom, mas na escolha 56 não deixa de ser um valor maravilhoso.

Nota: A

 

 

Chicago Bulls

Patrick Williams & Devon Dotson Make it Official | Chicago Bulls

Escolhas: Patrick Williams (#4), Marko Simonovic (#44), Devon Dotson (Undrafted)

Chicago selecionando Patrick Williams na escolha #4 foi a primeira grande surpresa já que o time era intensamente ligado a Deni Avdija ou playmakers como Killian Hayes e Tyrese Haliburtn. Patrick viu seu stock subir de forma muito rápida, saindo de uma escolha de final de loteria no mês de outubro para a 4ª escolha geral no Draft. Patrick oferece muito potencial como team defender, um jogador ativo nas linhas de passe, um excelente weak side rim protector e um jogador que continuamente se posiciona de forma correta. A defesa individual ainda tem problemas quanto ao deslocamento lateral, o inibindo de marcar wings e o colocando mais como um marcador das posições 4 e 5. Ofensivamente ele ainda é cru mas mostra pull up shooting, habilidade para operar o Pick & Roll e poder de infiltração com seu corpo largo e seu atletismo imponente. É importante saber que ele é um projeto a longo prazo, não deve ser um jogador que concorre a rookie of the year ou tem 25+ minutos logo de cara. Para os Bulls também é relevante saber que ele não é um SF, ele é um PF que pode jogar como um small ball 5, ele pode eventualmente vir a jogar na 3 também, mas precisa de alguns anos e mesmo assim não será a maneira correta de otimizá-lo, portanto, colocá-lo junto a Lauri Markkanen e Wendell Carter Jr. pode ser um problema.

Marko Simonovic não foi uma das minhas escolhas favoritas mas era um dos melhores Draft & Stashes disponíveis e se era isso que Chicago queria, faz sentido, Simonovic deve ficar pelo menos mais um ano no Mega Bemax antes de ir para os EUA, um clube que tem a tradição de produzir vários jogadores para a NBA como recentemente Nikola Jokic, Ivica Zubac e Timothe Luwawu-Cabarrot. Marko é um big inteligente de 6’11 e 21 anos, é um roller muito bom no PnR , tem um arremesso em desenvolvimento que pode fazê-lo um stretch big, é um bom reboteiro e tem algum potencial como drop big. Ele ainda precisa melhorar como protetor de aro e quanto a sua mobilidade pois ele não é nem adequado para jogar acima nem abaixo do nível do screen por enquanto.

Devon Dotoson, aquisição interessante como não draftado, defensor com potencial, bom slasher, um dos jogadores mais rápidos da clase e playmaker secundário ou terciário OK. Precisa melhorar muito ainda como shooter, mas com um backourt formado por Coby White e Zach Lavine sua presença defensiva pode ser necessária

Os Bulls não fizeram um Draft ruim mas não foi um grande draft também, eles passaram sua chance num criador de alto nível com Killian Hayes ou uma opção de two-way wing melhor com Isaac Okoro por exemplo. Mesmo assim conseguiram um prospecto bom em Patrick Williams, um draft and stash interessante em Simonovic e Devon Dotson como undrafted, três projetos de longo prazo.

Nota:

 

 

Cleveland Cavaliers

Cavaliers Sign 2020 NBA Draft Pick Isaac Okoro | Cleveland Cavaliers

Escolhas: Isaac Okoro (#5)

Cleveland só possuía uma escolha no Draft e fizeram um excelente trabalho com ela. Embora Okoro não fosse o melhor jogador disponível no vácuo para mim, ele era o melhor no contexto dos Cavs. Nos Drafts de 2018 e 2019 Cleveland focou em guards, com Collin Sexton, Darius Garland e Kevin Porter Jr., o time também tem bigs veteranos no elenco como Kevin Love e Andre Drummond, então faz todo o sentido irem atrás de um wing agora e Isaac Okoro foi uma ótima escolha. O ala de auburn pode ser o “wing stopper” da equipe para o futuro, vai chegar como um dos melhores playmakers do time e ainda é um slasher fantástico que não precisa da bola para impactar o jogo.

Uma escolha ótima e se a equipe conseguir desenvolver o seu arremesso, como mostrou-se capaz de fazer com outros num histórico recente, podemos estar falando de uma estrela.

Nota: A 

 

 

Dallas Mavericks

NBA Draft 2020 Josh Green ready for dirty work with perfect fit Dallas  Mavericks

Escolhas: Josh Green (#18), Tyrell Terry (#31), Tyler Bey (#36)

Josh Green para iniciar a noite já foi uma excelente escolha, um especialista defensivo que pode marcar guards e wings, coisa que claramente Dallas necessita, realmente um dos melhores prospectos defensivos de toda a classe, navega muito bem screens, se move lateralmente de forma excepcionalmente rápida e antecipa ações do seu homem. Ofensivamente tem seu atletismo e é basicamente isso, o arremesso é limitado, quase não usa a mão esquerda, é um finalizador pobre e não tem ferramentas de criação própria, o passe é bom e ele poderá ser usado como um lob threat no entanto, muito cru.

Tyrell Terry recebia muito buzz como uma escolha até de loteria mas na noite do Draft acabou escorregando para a segunda rodada. Tyrell cai numa situação em que pode ser otimizado, sendo usado como um off ball shooter e lentamente sendo introduzindo em uma função de playmaker secundário, sem ter a pressão que poderia ter sendo selecionado mais alto. Defensivamente não é o ideal ao lado do Luka, mas o ataque pode compensar. 

Terry vem como um substituto a função do Seth Curry que foi trocado na noite do Draft.

Tyler Bey é outro prospecto defensivo que pode não ter muito a oferecer além do atletismo no ataque. Pode se mover razoavelmente bem no perímetro, tem um atletismo especial que lhe faz um ótimo protetor de aro. Ofensivamente ele tem ótima explosão vertical e um arremesso do mid-range decente, mas é só, não passa bem, não tem nenhuma criação própria, toma decisões ruins e não é um bom arremessador de perímetro. É o tipo de jogador que ajudará os Mavs.

Nate Hinton foi um excelente undrafted free agent com o qual os Mavericks conseguiram assinar. É um ótimo team defender que tem potencial para ser levemente positivo on ball, um reboteiro incrível para o seu tamanho (quase 9 rebotes de média na sua temporada de sophomore com 6’5 de altura) e a esperança ofensiva é que o arremesso evolua, o que é uma perspectiva razoável. Ele é um forward no ataque e um jogador que marca guards e wings menores defensivamente, o que é um problema, mas se houver evolução no arremesso, Hinton com certeza conseguirá uma função na NBA e ele é ideal num sistema ofensivo heliocêntrico como o de Dallas.

Nota: A- 

 

 

Denver Nuggets

R.J. Hampton had a hilarious hat snafu following trade to Nuggets
Photo: Rick Rycroft

Escolhas: Zeke Nnaji (#22), RJ Hampton (#24), Markus Howard (Undrafted)

Denver teve duas escolhas no fim Top 25 e conseguiu sair com dois jogadores interessantes, mas de perfis diferentes. Eles também conseguiram um jogador interessante no mercado de UDFA

A escolha mais empolgante foi RJ Hampton. O armador era o melhor jogador disponível naquele ponto para mim. RJ é uma máquina atlética, absurdamente explosivo horizontalmente e verticalmente. O restante todo precisa ser polido, a defesa é muito fraca, o arremesso ainda muito inconsistente, o playmaking não é o ideal e ele precisa lidar melhor com o contato, mesmo assim, o seu teto é muito alto e se encaixa no padrão que o time tem tido nos últimos anos, um jogador de alto calibre saindo do High School que acaba caindo no Draft com problemas de lesão. Denver está numa posição em que já tem um core estabelecido e pode arriscar nesse tipo de aposta a longo prazo.

Nnaji é uma escolha que pode empolgar menos, mas há potencial. Zeke não era um Top 30 prospect para mim, então o valor não é dos melhores, mas se seu arremesso continuar se desenvolvendo (o que eu acredito que acontecerá), pode se tornar um big moderno, com boa mobilidade no perímetro e  espaça a quadra no ataque.

Markus Howard é um prospecto com vários problemas, super undersized com 5’11 de altura, defensor obviamente péssimo e falta de playmaking, por isso, é justo não gastar uma escolha nele, mas como undrafted, por que não?

Howard foi o melhor scorer da NCAA na temporada passada, um arremessador nuclear saindo do drible, em movimento, o que for. Esse é o skill de elite dele e não muito mais, mas às vezes, apostar em um único skill é a melhor opção. Provavelmente não estamos falando de um jogador de NBA, mas eu consigo enxergar o ex-armador de Marquette sendo um daqueles guards pequenos que passam anos dominando na G-League e eventualmente conseguem achar seu caminho para a liga.

Nota: B 

 

 

Detroit Pistons

National analysts grade the Pistons' selection of Killian Hayes

Escolhas: Killian Hayes (#7), Isaiah Stewart (#16), Saddiq Bey (#19), Saben Lee (#38)

O Detroit Pistons começou a noite muito bem selecionando o que é meu top prospect, Killian Hayes com a escolha #7. Killian traz playmaking de alto nível para um time incrivelmente desprovido de criação. Ele também é uma presença defensiva importante que deve ajudar todos ao seu redor em ambos os lados da quadra. Mesmo eu sendo um otimista quanto ao arremesso e a criação de vantagens de Hayes, ele pode ser sobrecarregado, sendo um dos jogadores mais jovens do Draft e sendo jogado numa função gigantesca logo de cara, mesmo assim foi uma das melhores escolhas do Draft sem dúvidas. Fora da quadra ele ainda tem uma relação pessoal com o outro grande building block da franquia, Sekou Doumbouya. 

Depois de uma das melhores picks da noite, os Pitons fizeram uma das piores ao selecionar Isaiah Stewart com uma escolha logo fora da loteria. Antes de passar para os seus problemas é interessante ressaltar que ele é amplamente conhecido como uma excelente presença de vestiário, é um jogador que vai estar com o motor 100% ligado a todo momento e ainda é muito novo, tem apenas 19 anos. Mas ele claramente não era um prospecto para ser selecionado tão alto. Sua impulsão é limitada, ele não tem um arremesso do perímetro (embora haja potencial), não consegue se mover o perímetro, não é um bom passador, não é um reboteiro de destaque, não tem ball handling e seu finishing no próximo nível é questionável. Em conclusão, o teto de Stewart é ser um backup center ou low-end starter e o valor disso na NBA atual é praticamente nulo.

Saddiq Bey foi um valor sólido, mas nada demais. Saddiq é um ótimo shooter de 6’8 e longo (envergadura de 6’11) e é um bom passador. O restante todo não é muito bom, a criação on ball é muito pequena, não é um jogador atlético, não consegue criar separação, é um team defender inconsistente, não consegue se mover com wings no perímetro e não tem a força para conter bigs. Em muitas jogadas, ele não conseguia criar separação na NCAA mas usava seu corpo largo para punir os oponentes no post, na NBA isso não vai funcionar. Embora não seja uma escolha ruim, existiam opções tão seguras quanto e com mais upside disponíveis, como Tyrese Maxey e opções de upside maior, mesmo com piso menor que dada a situação do time faziam mais sentido, como RJ Hampton e Jaden McDaniels.

Saben Lee foi uma escolha que gostei muito. Lee é claramente o prospecto menos badalado de Vanderbilt comparando ele é claro com Aaron Nesmith, mas ele foi muito importante até para o crescimento de Aaron e pode fazer algo parecido em Detroit. Saben é um dos jogadores mais rápidos do draft, por isso consegue chegar no garrafão basicamente quando quer, ele tem uma primeira passada ótima, absorve contato, é um bom atleta vertical, bom finalizador, usa bem o nível intermediário e é um playmaker secundário. O arremesso apesar de ter mostrado melhora nesse ano, ainda precisa ficar mais consistente e a mecânica dele pode ser mais rápida. Ele pode ser um complemento interessante ao Kilian, colocando a pressão no aro e implementando a velocidade que ele não traz de forma constante ainda, ele também deve abrir muitas chances para Saddiq Bey, de forma similar como fez com Nesmith, já que ambos são shooters com dificuldade de criação própria e Saben pode atrair dobras criando oportunidades para esse tipo de jogador. Defensivamente, Hayes o ajuda, já que ele pode pegar os guards maiores e wings menores e deixar para o armador de Vanderbilt os guards menores.

Nota: A- 

 

 

Golden State Warriors

Escolhas: James Wiseman (#2), Nico Mannion (#48), Justinian Jessup (#51)

Warriors welcome Wiseman, Mannion to family on devastating day
Photo: Ray Chavez/Bay Area News Group

Depois de meses e meses dos Warriors vazando informações que “amavam” cada um dos prospectos especulados na loteria, rumores de trocas e tudo mais, finalmente acabou o mistério, o Golden St. Warriors selecionou James Wiseman com a 2ª escolha do Draft, o que dizer? Não é minha escolha favorita.

Vamos falar sobre o conceito de draftar um pivô com uma escolha Top 2, para ele retornar esse tipo de valor ele tem que ser um dos três melhores jogadores pivôs da liga, ou seja, e para James, isso é altamente improvável. E o encaixe não é o melhor também. Ele é um pivô tradicional, faz screens, pega rebotes, protege o aro, consegue vários pontos de segunda chance, pega ponte-aéreas e pontua no Pick & Roll, isso tudo ele faz bem, porém, ele é um passador terrível, não tem um arremesso de longa distância, não consegue se mover no perímetro, tem problemas com inteligência e percepção se posicionando dos dois lados da quadra e “morde a isca” muito constantemente na defesa, pulado em fakes e fazendo faltas. De maneira geral, Wiseman é extremamente cru dos dois lados da quadra, é mais um corpo nesse moemento. O encaixe com Golden St.: a equipe de fato não tem um grande pivô, no elenco a equipe conta com Kevon Looney e Marquese Chriss principalmente, que são bigs com certeza úteis, mas nada perto de All NBAs, então faz todo sentido irem em Wiseman, não? Não é tão simples, o ex-pivô de Memphis é um drop big e a defesa dos Warriors durante toda a dinastia privilegiou coberturas acima do nível do screen, colocando jogadores de alta mobilidade nas posições 4 e 5, Wiseman não se encaixa nesse molde. Ofensivamente ele é um jogador que depende muito de pontuações a partir do PnR, o que GSW não usa muito, mesmo tendo sido usado mais nessa temporada, não é algo que o time tem como uma base do seu jogo, ele também não se encaixa no estilo de jogo que a equipe de São Francisco gosta de usar onde os 5 jogadores em quadra são ótimos passadores que fazem leituras constantemente corretas.

Sobre o pensamento “Quem irá marcar jogadores como Jokic e Anthony Davis?” A resposta para essa pergunta não é o rookie James Wiseman. Existem pouquíssimos jogadores no planeta que conseguem marcar esses pivôs, achar que um rookie fará isso não tem sentido, e enquanto essa é uma questão válida a pergunta “Quem irá marcar Paul George e Kawhi Leonard” também precisa ser pensada, até porque o time da Califórnia construiu múltiplos títulos nos últimos anos com suas closing lineups contendo apenas jogadores de perímetro com versatilidade.

Concluindo, James Wiseman irá produzir grandes stats, provavelmente um double double na temporada regular, mas preocupo-me com sua efetividade nos playoffs e o quanto ele faz sentido dentro do time.

Nico foi uma escolha que gostei muito, não só ele era um dos melhores jogadores disponíveis, como é um fit perfeito. Nico é um jogador especial passando e se realocando, assim que ele faz um passe está se movimentando por screens e se posicionando para receber a bola e arremessar e os Warriors são a equipe que mais faz uso desse tipo de estilo, com Curry sendo provavelmente o melhor da história executando esse tipo de jogada. Outro positivo é o seu uso como playmaker, o italiano não consegue ser um criador primário, como ficou claro em Arizona, mas num sistema de distribuição de ball hadling e criação mais igualitário como o do time, ele é colocado na sua melhor posição possível, onde tem os toques suficientes para usar seu playmaking aditivo mas não tem uma responsabilidade tão grande que o sobrecarrega. Escolha excelente.

Justinian Jessup não é um nome muito conhecido mas é alguém que eu gosto. Jessup é um Draft & Stash e um dos melhores shooters da classe com 6’7. Na sua carreira em Boise St. arremessou 41% dos três pontos em quase 800 tentativas e 83% dos lances livres (96% na última temporada), além do shooting ele não oferece muito, se move bem sem a bola e é um passador razoavelmente bom. Ele deve ter dificuldade com todo o resto, criação totalmente limitada, grandes dificuldades físicas, dificuldades defensivas por conta de força e velocidade lateral, dificilmente chega ao garrafão e tem dificuldades para finalizar lá. A esperança é que em alguns anos ele preencha uma função similar ao que Duncan Robinson faz em Miami, mas é necessário entender que Duncan é um jogador único e é difícil replicar o que ele faz.

Nota: C

 

 

 

Houston Rockets

2020 NBA Draft: Houston Rockets select Kenyon Martin Jr. with No. 52  overall pick - The Dream Shake
Photo: Cassy Athena

Escolhas: Kenyon Martin Jr. (#52), Mason Jones (Undrafted)

O filho da escolha #1 do pior Draft da história sendo escolhido num Draft amplamente considerado fraco é irônico. Kenyon Martin Jr., forward/big veio diretamente de IMG Acdemy para a NBA, é um jogador ridiculamente atlético, em especial verticalmente. O probelma é que além do atletismo ele não tem muito mais para oferecer na NBA, o arremesso existe mas não compro em um nível alto, não tem criação própria, não é constante em nada e tem tamanho de wing (6’7) sem ser um wing em termos de habilidade. Um projeto de muito longo prazo. Definitivamente não é minha escolha favorita, mas Houston pode ser um dos poucos lugares onde ele tem uma função pela forma única do time jogar.

Mason Jones já é um prospecto bem mais interessante. Jones foi um scorer muito impressionante em Arkansas, trabalha com controle de corpo, trocas de direção e velocidade muito bem, é um finalizador excelente, cava muitas faltas (seu FT rate foi d e0.668), cria seu próprio arremesso e tem um arremesso bom, por mais que inconsistente. Defensivamente ele deve ter valor negativo e não é um criador coletivo grande, mas o potencial como scorer pode compensar tudo. 

Nota: B+ 

 

 

Indiana Pacers

Cassius Stanley Selected No. 54 Pick In The Second-Round By The Indiana  Pacers | BlackSportsOnline

Escolhas: Cassius Stanley (#54)

A única escolha dos Pacers no Draft foi Cassiu Stanley, considerando que a pik já estava no fim do Draft é um valor OK. Cassius é um freshman “velho”, que já completou 21 anos e é muito cru. Ele é muito atlético, especialmente verticalmente, arremessa spot-ups de maneira razoável, tem potencial para ser neutro ou levemente positivo na defesa e é basicamente isso, tem quase o skill set de um big num corpo de wing. Existe uma chance de Cassius conseguir entrar numa rotação de NBA, mas não muito além disso.

Nota: C 

 

 

 

Los Angeles Clippers

Daniel Oturu Drafted by the Wolves, traded to the LA Clippers
Photo: Harrison Barden

Escolhas: Daniel Oturu (#33), Jay Scrubb (#55)

Os Clippers selecionaram pela primeira vez na noite no começo da segunda rodada quando haviam ainda muitos talentos disponíveis. Saíram da 33ª com Daniel Oturu.

O ex-pivô de Minnesota foi um jogador de alta produção no college, com médias de 20+ pontos, 11+ rebotes e 2.5 + tocos por partida além de um aproveitamento de 37% do perímetro. No entanto, grande parte do que funcionou para ele no college não funcionará na NBA. Ele será sim um bom reboteiro, vai conseguir pontos de segunda chance, vai ser um protetor de aro bom, tem potencial como um stetch 5 e consegue pontuar no garrafão. Mas, eu não acredito em grande parte do shooting de transferindo para a NBA, ele terá dificuldades marcando pivôs fortes no garrafão, não possui mobilidade no perímetro, não é um bom passador, não é um bom tomador de decisões e continuamente se posiciona de forma sem sentido defendendo o Pick & Roll. A esperança maior no seu jogo é que o arremesso caia, assim abrindo outras portas para ele, mas com Xavier Tillman no board, nenhum time deveria selecionar Daniel Oturu.

Jay Scrubb foi uma aposta de upside boa. Jay jogou em JUCO (Junior College) na última temporada e decidiu entrar no Draft. É claro que ele foi um jogador dominante contra esse nível de competição, mas é difícil dizer o que ele realmente traz para a NBA. É um jogador muito atlético, é rápido, explosivo e tem boa impulsão, tem um bom arremesso, pode finalizar bem e tem potencial defensivo, embora muitas vezes ele nem tentasse por conta do nível em que jogava e seja difícil ter uma avaliação precisa. Uma aposta válida de qualquer forma e um bom teste para o player development da equipe.

Nota: C 

 

 

Memphis Grizzlies

For the Grizzlies, draft night reinforces their “standard” - Grizzly Bear  Blues

Escolhas: Desmond Bane (#30), Xavier Tillman (#35), Killian Tillie (Undrafted)

Os Grizzlies tiveram um draft fantástico, extraindo valor altíssimo em cada uma das suas escolhas, preenchendo necessidades e conseguindo o que discutivelmente o melhor Undrafted de todos.

Com a escolha #30, o Memphis Grizzlies selecionou Desmond Bane; Desmond é o melhor shooter da classe, um playmaker secundário muito bom, um defensor neutro/levemente positivo, um bom tomador de decisões e de maneira geral, um excelente jogador. Bane com seu QI de basquete e seu arremesso com certeza consegue cavar uma função importante num time e é um shooter potente que a equipe precisa muito.

A próxima escolha do time foi Xavier Tillman Sr., o 3º melhor pivô da classe para mim. Um jogador novamente de extrema inteligência em ambos os lados da quadra, o melhor pivô passado a bola (inicialmente, o potencial de Okongwu pode ser maior), se posiciona e antecipa as ações ofensivas de maneira quase perfeita, pontua no mid-range, no post, no face up e tem até potencial arremessando do perímetro. Um big muito bom que pode ser confiado em situações de playoffs.

A aquisição de Killian Tillie foi perfeita para fechar a noite. Tillie caiu devido as lesões e pode realmente nunca se manter saudável, por isso não é um jogador totalmente seguro, mas se ele conseguir manter-se pelo menos minimamente saudável o valor que ele retorna é absurdo. Não só é o melhor big arremessando a bola, como é um dos melhores shooters entre todas as posições do Draft. É um passador muito inteligente, é móvel, tem ball handling, se posiciona muito bem em ambos os lados da quadra e mais uma vez, é um bom tomador de decisões. Pelo seu extenso histórico de lesões ele já não tem a mesma fluidez de antes, não consegue brigar com tanta intensidade no garrafão ou lidar com contato, mas de qualquer maneira, um jogador brilhante.

Nota: A+ 

 

 

Milwaukee Bucks

Syracuse Basketball: Blueprint on Louisville, Jordan Nwora struggles
Photo: Justin Casterline

Escolhas: Jordan Nwora (#45), Sam Merrill (#60)

Com apenas duas escolhas, no meio e no fim da segunda rodada Miluwakee fez um bom trabalho adicionando shooters ao elenco. Tanto Nwora quanto Merrill passaram dos 40% dos três pontos e dos 80% dos lances livres nessa temporada. Jordan Nwora é um forward de 6’7 que deve basicamente arremessar spot-ups na liga, ajudar pegando rebotes e tem o potencial para ser neutro defensivamente, pode ser um jogador de meio/fundo de rotação sólido. Merrill é um dos prospectos mais velhos da classe, completará 25 anos ainda na sua temporada de rookie, é mais velho que jogadores como Devin Booker, Ben Simmons e Kelly Oubre. Mesmo assim ele é um shooter fantástico, durante sua carreira em Utah St. arremessou 42% do perímetro com mais de 750 tentativas e 89% dos lances livres, ele também oferece playmaking secundário ou terciário. Existem grandes limitações físicas, especialmente em relação a força muito baixa e falta de atletismo geral na defesa.

Nota: B 

 

 

Miami Heat

Miami Heat: 3 Reasons why Precious Achiuwa can contribute right now

Escolhas: Precious Achiuwa (#20), Paul Eboua (Undrafted)

A única escolha da equipe da Flórida neste Draft foi Precious Achiuwa. Precious pode ser um complemento interessante para Miami, a maior parte do seu potencial está no lado defensivo, o big man da universidade de Memphis é altamente móvel, podendo se movimentar com jogadores no perímetro com muita facilidade, além de ser um protetor de aro bom e um reboteiro excelente apesar do tamanho pequeno para a posição. E ainda há muito potencial para melhora na parte mental, sendo mais preciso nas rotações e processando as ações mais rapidamente.

Ofensivamente ele é ainda mais cru, o lado positivo é o atletismo e a habilidade para correr a quadra com fluidez excelentes, mas ele é um finalizador ainda muito ruim, quando não estava enterrando na temporada o pivô finalizou apenas 56% ao redor do aro, o ball handling é praticamente inexistente, a lentidão no processamento do jogo é ainda maior no ataque, não é um bom passador e embora haja potencial para arremessar quando for deixado só no perímetro, ele não é um bom arremessador no momento.

O que Precious Achiuwa adiciona ao Heat é junto ao Bam uma opção para durante 48 minutos por partida o time ter um big versátil defensivamente que pode trocar constantemente na marcação.

Paul Eboua é um jogador bem similar a Precious,um small ball 5 extremamente atlético e cru. Eboua é realmente tem uma explosão vertical monstruosa, é muito forte e corre a quadra de forma fluida, é um bom reboteiro para o seu tamanho e tem potencial como arremessador. O lado negativo é que o camaronês é bem mais um atleta do que um jogador de basquete a esse ponto, toma péssimas decisões, é um arremessador streaky, comete muitos erros, perde leituras de passe, é provavelmente o pior jogador fazendo closeouts de toda a class, ball handling muito ruim e fell bem abaixo da média. Mais uma vez Miami pode abusar da sua vantagem de ter uma das melhores equipes de desenvolvimento da liga.

Nota: B- 

 

 

Minnesota Timberwolves

Escolhas: Anthony Edwards (#1), Leandro Bolmaro (#23), Jaden McDaniels (#28), Ashton Hagans (undrafted)

Anthony Edwards foi a 1ª escolha geral do Draft de 2020, o que era apontado como a escolha mais simples desde a loteria. Anthony não ocupa a posição das duas estrelas do time de Minneapolis, ao contrário do que eram as duas outras opções realísticas para a escolha #1, LaMelo Ball e James Wiseman, mas mesmo assim o fit não é perfeito. De um lado o ex-jogador de Georgia tem muito potencial como defensor e jogando como um scorer fora da bola, o que seria excelente para o time, mas é preciso saber que a palavra “potencial” está em destaque, Edwards é um defensor muito desatento e inconsistente, o que vai prejudicar ainda mais uma defesa já ruim dos T-Wolves, as ferramentas para ser um cutter sem a bola são absurdas, mas ele raramente executou esses cortes durante sua carreira até aqui. Toda a parte mental precisa de melhora, tomada de decisão, consistência, percepção defensiva e ofensiva, mas o potencial está ali.

Uma troca, como o time explorou até o último minuto provavelmente colocaria o time numa melhor posição, mas sem a troca, Anthony Edwards foi uma escolha sólida.

Leadro Bolmaro foi o primeiro Draft & Stash a sair no Draft, o armador do Barcelona oferecerá poder defensivo para um backourt que precisa muito disso. Também é um ótimo passador que será beneficiado por jogador como Russell, Edwards e Towns que são grandes armas de pontuar, o que é o maior problema do argentino, não ser uma ameaça significativa em nenhum nível para pontuar. Para atingir seu potencial Bolmaro precisa ou conseguir arremessar spot-ups num patamar ao menos mediano ou se tornar um finalizador melhor.

Jaden McDaniels, outra escolha que faz muito sentido na equipe. McDaniels é muito conhecido por seu potencial como shot maker ofensivo, mas ele tem um potencial tremendo como weak side rim protector e team defender que poderia ajudar muito Karl-Anthony Towns e a defesa de Pick & Roll toda dos Wolves. Ofensivamente ele não será obrigado a criar suas próprias oportunidades logo de cara e poderá ser um spot-up shooter apenas e lentamente começar a ter responsabilidades de criação maiores.

Ashton Hagans foi uma boa aquisição como guard defender no mercado de undrafteds, pode ser um playmaker secundário decente também, precisa melhorar como arremssador muito, mas num preço tão baixo foi uma ótima contratação.

Nota: A- 

 

 

New Orleans Pelicans

Kira Lewis Jr. selected No. 13 overall by New Orleans Pelicans in NBA draft

Escolhas: Kira Lewis Jr. (#13), Naji Marshall (Undrafted)

Kira Lewis foi uma escolha ousada de New Orleans e eu adorei. Kira é um jogador ridiculamente rápido, a facilidade que dele pontuar em contra-ataques e jogdas de semi-transição é enorme e isso combinado com a habilidade de Lonzo em passar nessas situações e o atletismo de Zion e Jaxson Hayes fazem um time bem assustador. Na meia-quadra ele ajuda a maximizar o jogo de Lonzo, ao contrário do que um pensamento raso de que Ball é um PG, Kira é um PG, logo eles não funcionam juntos diria, Kira tem a explosão horizontal e a habilidade de constantemente colocar pressão no aro que Lonzo não possui. Defensivamente é neutro, não deve ser colocado no POA, mas faz um trabalho sólido contra jogadores menos potentes e faz bem suas rotações. Ele ainda tem muita margem de evolução em termos de arremesso, finalização e desenvolvimento físico, por isso não deve ter uma minutagem grande em seus primeiros anos, mas no médio/longo prazo pode ser muito bom.

Naji Marshall assinou como undrafted com New Orleans. Naji era um Top 40 prospect para mim e um dos melhores jogadores não draftados. Um bom playmaker secundário ou terciário de 6’7 e 7’1 de envergadura, bom defensor com capacidade para marcar guards e wings e um ótimo slasher. O arremesso é o grande ponto de interrogação no seu jogo, o que não é o ideal num time que revolve em torno de um jogador como Zion Williamson, mas mesmo assim ele é um jogador talentoso que vem praticamente de graça.

Nota: A 

 

 

New York Knicks

NBA Draft: Obi Toppin wants to put New York Knicks 'back on the map'

Escolhas: Obi Toppin (#8), Immanuel Quickley (#25), Myles Powell (Undrafted)

Os Knicks tiveram um dos piores Drafts de todos. A começar pela escolha #8 que NY tinha, é entendível que com os principais criadores já escolhidos, não haveria um futuro Franchise Player disponível para eles, mas o trabalho de decisão deles a partir das suas opções não foi bom. Obi Toppin é um “name brand” mas não é um bom valor na 8ª escolha e o encaixe com o time é ruim. A começar pela defesa, a ideia que Mitchell Robinson pode esconder um pouco das deficiências de Obi quanto a proteção de aro é válida, Mitchell é um tremendo protetor de aro com ainda muito potencial de evolução, mas agora você tem dois jogadores com mobilidade péssima, que num cenário de Playoffs ou minutos finais de uma partida poderão ser facilmente expostos quando os times os forçarem no perímetro. Ofensivamente o encaixe é pior ainda, Toppin foi um jogador muito produtivo na quadra ofensiva no college, mas é necessário entender o esquema de Anthony Grant para o ataque de Dayton, Obi era colocado sempre numa situação de 1v1 próximo a cesta com shooters ao seu redor, assim, ele dominava com facilidade seu adversário sozinho e fazia de Dayton um dos ataques mais potentes do país, além disso, o pivô capitalizava constantemente em situações de transição com seu atletismo absurdo de quadra aberta. Entendendo a situação, vamos passar para o contexto dos Knicks, as jogadas em que ele é isolado no post necessitam de duas coisas que NY não tem, espaçamento, que é um claro problema, o time sendo o único que na última temporada não converteu 10 cestas de três pontos p/ jogo, além de eles também não possuírem um playmaker natural que conseguirá colocá-lo nesse tipo de situação de forma constante, inclusive inúmeras vezes Julius Randle atuava como uma espécie de epicentro de criação do time. Outro problema são que as jogadas de transição rápida em que Toppin costumava dominar na universidade não são o estilo de Tom Thibodeau, já que ele tradicionalmente é um técnico que preza por um ritmo mais baixo de jogo.

Immanuel Quickley foi uma escolha que pegou muitos de surpresa e o motivo não é tão difícil de entender, ele não estava perto de ser o melhor jogador disponível no board. Os Knicks estão intensamente ligados com jogadores de Kentucky por Kenny Payne, assistente técnico do time ter sido parte da comissão técnica da universidade por vários anos. O estilo de Quickley faz sentido com as necessidade do time, trazendo principalmente shooting, mas foi um valor caro em termos de draft capital a se pagar. Desmond Bane, Malachi Flynn, Theo Maledon estavam todos no board, preenchem funções similares e são prospectos mais interessantes.

Myles Powell foi trazido como um undrafted free agent, um scorer prolífico no college mas provavelmente não é um jogador de NBA. Aposta válida de qualquer maneira

Nota: D+ 

 

 

Oklahoma City Thunder

Theo Maledon scouting report: Best, worst destinations in 2020 NBA Draft -  DraftKings Nation
Photo: Herve Bellanger/Icon Sport

Escolhas: Aleksej Pokusevsi (#17), Theo Maledon (#34), Vit Krejci (#37)

É claro vendo o Draft de OKC como eles estão numa posição em que podem tomar riscos por conta das muitas escolhas que terão pelos próximos anos. O lado internacional também veio de forma clara.


Já de cara ficou cara que Sam Presti estava usando esse privilégio ao seu favor quando selecionou Aleksej Pokusevski com a 17ª escolha. O que para mim foi uma ótima escolha sem dúvidas, um verdadeiro playmaker de 7’, com skills de um wing/guard de verdade, pode operar o Pick & Roll ocasionalmente, liderar o contra-ataque, criar seu próprio arremesso, arremessar pull-ups etc. além disso tem potencial para ser um playmaker defensivo, com proteção de aro de alto nível e agressividade fora da bola. Mas é necessário entender que é uma escolha de alto risco, sua amostra de jogo é contra um nível de competição muito baixo e ele é o jogador mais jovem do Draft e é um projeto de longo prazo, que só passará a produzir significativamente em no mínimo três anos, o que afasta muitos GMs pressionados, que necessitam de resultados rápidos.

Theo Maledon, ótimo valor e fit legal. Theo deve ser um backup guard nos primeiros anos, liderando a segunda unidade e crescendo fisicamente, desenvolvendo o arremesso para eventualmente se tornar um titular, num cenário em que o time não depende constantemente da sua criação de vantagens, podendo dividir essa responsabilidade com Shai e possivelmente Pokusevski. O francês é um jogador de QI de basquete muito alto, passador criativo que opera o Pick & Roll muito bem. 

Vit Krejci foi uma escolha inesperada, principalmente pois Krejci teve uma lesão no joelho em setembro que o tirará de toda a temporada. Em termos de seu jogo em si, foi mais uma aposta em um criador grande, o jogador do Zaragoza é um playmaker de 6’8 que pode atacar o aro e tem potencial defensivo. Seu arremesso precisa se tornar mais constante, a defesa ainda precisa de mais disciplina e ele precisa ser um scorer mais constante de maneira geral. Pode ser que Krejci nunca jogue na NBA, mas seu potencial é alto, aposta boa para um time que está na posição de fazer essas apotsas.

Nota: A- 

 

 

Orlando Magic

Orlando Magic Sign Rookie Cole Anthony | Orlando Magic

Escolhas: Cole Anthony (#16)

Orlando fez um ótimo trabalho. Cole Anthony foi a única escolha do time e uma escolha que me agrada muito. O time passou vários anos enchendo seu frontcourt de jogadores e agora foi bem com uma adição no backourt. Cole-Markelle é uma dupla que se complementa muito bem ofensivamente, sendo a maior dificuldade de Cole colocar pressão de forma constante no aro, o que Fultz faz com muita facilidade e a maior dificuldade de Fultz sendo arremessar pull ups de forma eficiente e constante, o que é a maior facilidade de Anthony.

O ex-armador de UNC nunca deverá ser uma superestrela, mas é um passo na direção certa.

Nota: A 

 

 

Philadelphia 76ers

2020 NBA Draft Grades Roundup: How experts feel about the Sixers draft  picks - Liberty Ballers

Escolhas: Tyrese Maxey (#21), Isaiah Joe (#49), Paul Reed (#58)

Daryl Morey fez um trabalho absolutamente fantástico no seu primeiro Draft com Philly.

Começando pelo o que pode ser o maior steal do Draft com Tyrese Maxey na 21ª escolha, Maxey é claramente um prospecto Top 10 para mim, com bom playmaking secundário, um dos melhores guard finishers da classe, bom arremesso, excelente jogo intermediário e ótima defesa, Maxey é um legítimo Two-Way 3 Level-Scorer. Ele também é colocado numa boa situação com o time nos dois lados da quadra, pois ele não tem que assumir as responsabilidades de ser o criador principal já que Simmons já está lá para isso e ele pode atuar como um criador secundário ou no máximo um criador primário contra as segundas unidades. É necessário falar sobre o shooting, suas porcentagens em Kentucky foram ruins do perímetro (29%) mas assumir que ele é um mau arremessador é um tremendo engano, ele é no mínimo um shooter acima da média, seus números do lance livre, seu arremesso no mid-range, seu toque e todo seu histórico no High School comprovam isso.

Isaiah Joe era alguém que recebia muitos rumores de uma promessa dos 76ers na escolha 21 ou na 34 mas isso acabou não acontecendo, com Maxey sendo a escolha da primeira rodada e a 34 sendo envolvida numa troca com OKC, mesmo assim os Sixers conseguiram Joe na 49ª escolha geral. Isaiah não só é um excelente valor, como é um fit excepcional. O guard de Arkansas é um dos melhores arremessadores da classe, teve um volume altíssimo 11.7 tentativas do perímetro per 40 em sua última temporada em Arkansas, 89% FT  e é outro caso em que a porcentagem dos 3 pontos na temporada (34%) deve ser ignorada, sendo muito mais um reflexo de contexto e amostra reduzida do que da sua real habilidade como arremessador. Ele ainda tem potencial de criação própria mas isso deve precisar de alguns anos para se desenvolver. Defensivamente ele é um ótimo team defender, boa antecipação e percepção. Muito do seu potencial vem a partir do ganho de massa, a falta de força física é um limitador grande da sua efetividade em ambos os lados da quadra, mas caso ele consiga resolver esse problema, estamos falando de um jogador que retorna valor pelo menos próximo de loteria.

Paul Reed pode não ser um home run como as duas primeiras escolhas foram, mas é um bom valor na antepenúltima escolha do Draft que traz upside defensivo e em alguns anos tem a chance de ser um bom contribuinte para algum time, ofensivamente ele provavelmente será negativo, mas a defesa é intrigante.

Nota: A+ 

 

 

Phoenix Suns

Phoenix Suns: Why 2020 draft pick Jalen Smith is the perfect fit - Testudo  Times

Escolhas: Jalen Smith (#10), Ty-Shon Alexander (Undrafted)

Phoenix está numa situação cômica para mim pois Ty-Shon Alexander, o jogador que a equipe assinou como undrafted era um jogador mais alto no meu board do que a escolha Top 10 do time, Jalen Smith.

Vamos começar pela escolha Top 10, Jalen Smith é um prospecto muito interessante, pode espaçar a quadra e proteger o aro na defesa. O que ele faz no ataque além de arremessar ainda é uma incógnita, ele não tem a força para enfrentar e finalizar pivôs de NBA no garrafão e não cria seu próprio arremesso. Defensivamente ele mais uma vez não tem o físico para marcar grande parte dos bigs da liga e não tem mobilidade para se mover no perímetro. Existe muito potencial, mas é necessário tempo e uma situação adequada para extrair seu melhor em ambos os lados da quadra. O valor da escolha não é nada bom para mim e o fit é questionável, pois uma dupla de bigs com Jalen Smith e Denadre Ayton não é o ideal, como um backup ele faz sentido, mas você não quer draftar um backup bog com uma escolha Top 10.

Ty-Shon Alexander por outro lado foi um grande achado da equipe de Arizona do mercado de undrafteds, sendo o melhor jogador não draftado junto com o agora pivô de Memphis, Killian Tillie. Ele é um protótipo de 3&D guard, excelente arremessador do perímetro, 40% dos 3 pontos e 86% dos lances livres na última temporada, com um playmaking secundário decente e habilidade para atacar closeouts e tomar decisões boas a partir dali. Defensivamente navega screens de maneira maravilhosa, é uma pulga na marcação individual e faz boas rotações, ele ainda precisa aprender a ser menos agressivo em certas situações, mas pode ser um contribuinte instantâneo dos dois lados da quadra.

Nota: C- 

 

 

Portland Trail Blazers 

Trail Blazers Land Washington State Guard CJ Elleby - Blazer's Edge
Photo: Brian Rothmuller

Escolhas: CJ Elleby (#46)

Vou ser breve aqui. CJ Elleby é um valor mediano no meio da segunda rodada, traz shooting, pode trazer defesa razoável e playmaking terciário para uma equipe de Portland que precisa de profundidade na ala. Escolha OK

Nota: C 

 

 

Sacramento Kings

2020 NBA Draft: Tyrese Haliburton already won draft night with his suit -  Sactown Royalty

Escolhas: Tyrese Haliburton (#12), Robert Woodard (#40), Jahmi’us Ramsey (#43)

Haliburton caiu em relação a sua projeção pré-draft, o que para mim, é algo positivo para seu desenvolvimento. A verdade é que Haliburton não é um armador principal e lead ball handler, ele é um guard secundário e o segundo ou terceiro ball handler do time, pois para ser um armador principal, é necessário mais do que passar bem a bola, é necessário ser uma ameaça pontuando no drible, ser um criador de vantagens potente e colocar pelo menos um pouco de pressão no aro e Haliburton não faz nada disso, o que ele faz é capitalizar a partir da criação de vantagens de outro criador, nesse caso De’Aron Fox é o seu complemento perfeito, sendo um dos jogadores mais rápidos do mundo e fazendo tudo isso que o armador de ex-jogador Iowa St. não faz. Ele também ajuda arremessando spot-ups e é um tremendo passador em transição, o que combina novamente com o estilo de Fox, mas é importante que Luke Walton entenda que o time tem que jogar num ritmo mais alto, Walton assumiu um Kings que era Top 3 em Pace na liga e na temporada passada deixou o time na metade de baixo da liga em PACE (19º).

Robert Woodard é um tipo de jogador que deve surgir cada vez mais na liga, um tipo de “3 & Rim Protection”. O forward de Mississippi St. é limitado ofensivamente, sua função deve ser basicamente arremessar parado no perímetro no ataque e nem isso ele faz num nível elite, sim ele arremessou 43% dos três pontos nessa temporada, mas foi em um volume muito baixo de apenas 2.3 tentativas por partida e a porcentagem pura é ilusória, o que os 62% de FT% e os 37% do perímetro na sua carreira toda na NCAA mostram. Defensivamente ele é um protetor de aro secundário bom, com potencial para ser neutro/levemente positivo marcando forwards no 1v1. Ele ainda pode fazer progressões mentais como team defender, especialmente processando as rotações de maneira mais rápida. Provavelmente nunca será um titular, mas pode ser um sólido 7º ou 8º homem na rotação

Jahmi’us Ramsey é uma escolha mais ao estilo boom or bust, mas no meio do 2º round vale muito a penas. Ofensivamente ele é um jogador rápido e de boa impulsão, arremessa spot-ups bem e tem upside como um pull up shooter, seu atletismo ainda lhe dá potencial como slasher. Defensivamente foi inconsistente e apresentou falhas de percepção, mas também teve flashes impressionantes on ball e considerando que ele é um freshman muito jovem, talvez seja melhor olhar para os acertos do que se prender aos erros. Seu problema é que ele é um wing de 6’4, que não é um bom passador, é inconsistente em todos os aspectos, não tem um bom ball handling, tem uma primeira passada só OK e pode não ser um arremessador bom o bastante para compensar todo o resto. Ele é um prospecto que demandará anos de desenvolvimento, mas o retorno pode valer muito a pena.

Nota: A 

 

 

San Antonio Spurs

Vassell, Polite guide FSU to win over Virginia - The Osceola
Photo: Mike Olivella

Escolhas: Devin Vassell (#11) e Tre Jones (#41)

San Antonio fez duas excelentes escolhas.

Devin Vassell na #11 era o melhor jogador disponível e um jogador que faz sentido na construção de elenco de San Antonio. Vassell pode ser um All Defensive wing por muito tempo, o nível de dominância em termos de antecipação, percepção e agressividade que ele exercia sobre os ataques na NCAA é raro de se ver, e isso quando ele tinha apenas 19 anos. Ofensivamente, ele deve ser um jogador mais off ball inicialmente, que faz a maior parte dos seus pontos em spot-ups, mas o potencial de criação própria está lá, com ele apresentando uma evolução enorme no quesito da sua temporada de freshman para a sua de sophomore em FSU. Ele também chega podendo contribuir com minutos relevantes na rotação, ao contrário de muitos dos rookies recentes dos Spurs.

Tre Jones é um guard primeiramente defensivo, foi eleito defensor do ano da SEC na última temporada, sua efetividade deve diminuir na NBA por conta de limitações físicas, mas mesmo assim será um jogador positivo defensivamente. Ofensivamente ele pode atuar como um playmaker secundário, mas precisa tornar seu arremesso do perímetro mais consistente. Tre pode continuar a linha de guards defensivos em San Antonio, com Derrick White e Dejounte Murray e deve ser um bom backup PG, mas daria preferência a wings que ainda estavam disponíveis ali, que em geral são apostas mais inteligentes especialmente num cenário como o que a equipe do Texas está.

Nota: A 

 

Toronto Raptors

2020 NBA Draft: Five sleepers who can crash the first round with a late  rise - CBSSports.com
Photo: Orlando Ramirez

Escolhas: Malachi Flynn (#29), Jalen Harris (#59)


Mais um Draft forte por parte de Toronto este ano.

Com a penúltima escolha da primeira rodada os Raptors selecionaram Malachi Flynn, valor excelente e bom encaixe. Malachi é um dos melhores jogadores operando o Pick & Roll de toda a classe, é um ótimo shooter, pode jogar com ou sem a bola nas suas mãos e por mais que tenha as suas limitações por conta do tamanho, é um defensor positivo. Seria um perfeito substituto para o caso de VanVleet deixar a franquia canadense, ele renovou com o time, mas mesmo assim será um bom contribuinte vindo do banco.

Jalen Harris foi outra aposta num guard de Toronto de bom valor. Jalen é um guard de 6’4, atlético, bom arremesso, defesa OK e sólido playmaking secundário com algum poder de criação própria. É bem possível que Jalen com a equipe de desenvolvimento da equipe se torne um bom jogador de rotação na NBA.

Nota: A 

 

 

Utah Jazz

Photo: Ray Carlin, Associated Press


Escolhas: Udoka Azuibuike (#27), Elijah Hughes (#39)

Udoka Azubuike divide opiniões entre um jogador de 1º round e um jogador não Top 60, eu estou no segundo grupo, especialmente para um time como o Jazz. Udoka é um grande corpo que pega rebotes, protege o aro e finaliza ao redor da cesta, em 1970 ele provavelmente seria uma escolha Top 5, mas não tanto em 2020. Ele traz esse valor de fato, mas muito dificilmente um jogador como ele vai poder ter mais de 10 minutos nos Playoffs e se você não poderá jogar um jogador mais de 10 minutos quando realmente importa não há motivo para selecioná-lo na primeira rodada. Sua função será situacional na NBA, jogando apenas em momentos em que a prioridade é controle das tabelas, há um valor nisso, mas não muito num time que já tem Rudy Gobert, se quisessem um pivô situacional faria mais sentido um jogador que espaça a quadra, ou é móvel ou é um bom passador, Udoka não é nada disso. O agravante: Xavier Tillman estava disponível.

Com a escolha de segunda rodada Utah optou por um wing em Elijah Hughes. Hughes é um bom shooter, tem algum upside de criação própria e pode ser neutro ou próximo a isso defensivamente, a defesa zona de Syracuse deixa essa área difícil de se precisar. Um jogador como Grant Riller seria bem mais interessante para Utah que necessita desesperadamente de criação on ball além de Donovan Mitchell, mas não foi uma escolha ruim.

Nota: C- 

 

 

Washington Wizards

Wizards draft pick Deni Avdija has basketball in his blood - The Washington  Post
Photo: Ariel Schalit/AP

Escolhas: Deni Avdija (#9), Cassius Winston (#53)

Deni foi um dos jogadores que surpreenderam ao escorregar da primeira para a segunda metade da loteria e Washington conseguiu achar um bom valor e um fit interessante no israelense. Não sendo selecionado num time do topo que estaria numa necessidade de criação maior como por exemplo Detroit, Deni consegue se encaixar na sua melhor função um cutter muito intenso sem a bola, podendo lentamente ir assumindo uma função de criação secundária ou terciária, sem ser forçado numa responsabilidade grande como playmaker logo de cara. Defensivamente, on ball pode ser complicado o encaixe ao lado da última escolha Top 10 do time, Rui Hachimura, os dois sendo forwards que não são muito adequados para marcar wings, Avdija não vai ser a solução para a defesa do time, mas pode ser uma pequena peça ajudando na comunicação e nas rotações defensivas.

Cassius Winston na 53 foi outro jogador que escorregou para as mãos dos Wizards de forma inesperada. Cassius é um dos melhores shooters da classe, opera muito bem o Pick & Roll e tem uma boa manipulação da defesa. O encaixe pode não ser o melhor, pelas limitações físicas e defensivas do de Winston, mas considerando a região do Draft em que foi escolhido a torcida de D.C. deveria ficar contente.

Nota: A-

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