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Os pivôs dos anos 70

Quando se pensa no passado da saudosa posição de pivô na NBA alguns nomes óbvios aparecem na mente. Kareem Abdul-Jabbar, Wilt Chamberlain, Bill Walton. Mas, a posição era mais do que isso na década escondida da NBA, os anos 70. 

Antes da linha dos 3 pontos. Antes de Magic Johnson, Larry Bird e Michael Jordan afastarem o jogo da área pintada. Antes de jogos ao vivo todas as noites a NBA era dominada pelos gigantes do garrafão. 

Hora de lembrar de alguns desses grandões que fizeram parte da história da liga.

Dan Issel

O Cavalo, conhecido assim por sua durabilidade, Issel ficou de fora de 24 partidas nos seus 15 anos de carreira. Ele marcou presença tanto na maluca ABA, com o Kentucky Colonels, quanto na NBA, com o Denver Nuggets.

Issel fugia do protótipo de pivô da época. Com apenas 2,06m de altura, ele não tinha força para brigar no garrafão. A maioria de seus pontos vieram da meia distância, aproveitando que seus marcadores não costumavam sair tanto de perto do aro. 

Bob McAdoo

McAdoo passeou pela NBA. Em seus 21 anos de carreira, entre 1972 e 1993, ele jogou por sete times. Entre foi novato do ano, foi MVP e venceu dia títulos. 

McAdoo foi um pontuador nato. Somente Chamberlain tem mais temporadas com médias de 30 pontos e 10 rebotes. Com um arremesso feio demais, ele colocava a bola quase na nuca, mas efetivo, McAdoo se transformou após múltiplas lesões. No Los Angeles Lakers, ele virou um ótimo reserva, trazendo pontos do banco de reservas. 

Depois da NBA, ele finalizou sua carreira aos 42 anos de idade, na Itália. 

Bob Lanier

Lanier foi estável. Essa foi a maior marca de sua carreira. Durante os 14 anos de NBA, 1970-84, ele foi garantia de 20 pontos e 10 rebotes por jogo. 

Com um gancho e arremessos de meia distância efetivos, Lanier era ameaça na quadra inteira. E não existia um rebote que ele acreditasse não ser seu. 

Infelizmente, com toda essa qualidade, ele nunca esteve nas Finais da NBA. A liga saiu perdendo. 

Artis Gilmore

Ao contrário de Lorelai Gilmore, Artis era intimidante. Com 2,18m de altura ele intimidava até o maior dos jogadores. 

Mas não era só seu tamanho, a qualidade do basquete também colocava medo. Na carreira, ele teve médias de 18,8 pontos, em 59,9% FG, 12,3 rebotes e 2,4 tocos por jogo. 

Segundo o genial Hubie Brown, o A-Train foi um dos três jogadores mais fortes a jogar NA ABA/NBA. Os outros dois são Shaquille O’Neal e Wilt Chamberlain. 

Walt Bellamy

Bellamy chegou chegando. Sua primeira temporada foi com médias de 31,6 pontos e 19 rebotes por jogo. Imagina chegar na vida profissional assim, com números de membro do hall da fama. 

Outro fato impressionante é que Walt tem o recorde de partidas em uma temporada. Em 1968-69 ele foi trocado do New York Knicks para o Detroit Pistons. Com agenda de jogos diferentes, o pivô acabou participando de 88 partidas na temporada. 

Dave Cowens 

Cowens é sinônimo de Boston Celtics. Desde que chegou na cidade ganhou a adoração dos torcedores da Cidade dos Feijões. 

Com os Celtics, Cowens foi MVP e participou de dois títulos. Em 1974, comemorando o título, Cowens acabou dormindo no banco de um parque. Merecido, depois de quatro garrafas de champanhe. 

Wes Unseld

Sabem a fama de passes depois do rebote de Kevin Love? Unseld fez antes. E melhor. Mesmo tendo somente 2m de altura, ele aterrorizava os garrafões da NBA. 

Ele usava sua força descomunal, principalmente nas pernas, para tirar jogadores mais altos da zona de conforto e tirar vantagem de sua habilidade. 

Quão bem ele usava sua força? Tirando uma temporada, ele sempre teve 10 ou mais rebotes por jogo, tirando em uma temporada, na sua carreira.

Elvin Hayes

O Big E foi o primeiro novato a ser cestinha da temporada da NBA. Para impressionar, na sua próxima temporada, ele foi o primeiro jogador além de Bill Russell ou Chamberlain a ser o líder de rebotes na temporada. 

Em 1977-78, ao lado de Unseld no Washington Bullets, Big E foi campeão da NBA. Durável, ele jogou em, pelo menos, 80 partidas nas suas últimas 16 temporadas. 

Nate Thurmond

Nate era a cara do atleta dos anos 70. Nessa época, o cara já chegava nos profissionais com cara de velho. Mas, apesar da calvície precoce, Thurmond era extremamente forte. Olha a foto!

Um dos poucos jogadores na história a ter médias de 20 pontos e 20 rebotes, ele dominava o garrafão. Infelizmente, não foi até suas últimas temporadas que a NBA começou a marcar tocos nas estatísticas. Nate certamente teria números impressionantes ali também. 

Moses Malone

Se vocês querem aprender a pegar rebotes ofensivos escutem Moses Malone. Ele era tão bom na tábua ofensiva que costumava forçar um erro para conseguir uma posição melhor para pontuar. Tão bom nisso que inspirou Shaquille O’Neal a imitá-lo. 

Um dos primeiros a pular do Ensino Médio para os profissionais, Mo transformou isso numa carreira de 21 anos de sucesso. 

A história da NBA é cheia de nomes como os acima. Nomes que, mesmo conhecidos, ficam de fora das conversas do dia-a-dia. Cada vez mais é importante lembrar das pessoas que construíram o caminho para a liga ser o que é hoje, um sucesso global.

Rubens Borges Ver tudo

Rubens Borges entrou no jornalismo esportivo em 2005, no BasketBrasil. Tempos depois, se juntou ao Blog Squad do site da NBA no Brasil. Entre os dois trabalhos, ele iniciou o blog e Twitter do Hit the Glass. Nas quadras, jogou em times como o Petrópole Tênis Clube e PUCRS.

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