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Análise Obi Toppin

 

 

O vencedor do prêmio Naismith de jogador do ano do College, Obi Toppin é um dos prospectos que mais polariza discussões sobre o Draft. De um lado há quem vê o big de Dayton como uma futura estrela, pela sua dominância ofensiva no College e atletismo, há quem diga que ele não deveria sequer ser uma escolha de loteria, questionando sua idade já avançada para um prospecto, sua defesa e a transição do seu jogo para o próximo nível. 

 

 

 

Universidade: Dayton

Nacionalidade: EUA

Posição: PF/C

Idade: 04/03/1998 (22 anos)

Ano: Sophomore

Altura: 6’9 (2,06)

Peso: 220lbs (100 Kg)

Envergadura: 7’2 (2,18)

Projeção no Draft: Top 10

Comparação: John Collins/ Kenyon Martin/ Anthony Bennett

Melhores Fits: Suns, Warriors

Stats: 20 Pts, 7.5 Reb, 2.2 Ast, 1.2 Blk, 1 Stl, 63% FG, 39% 3PT, 70% FT. 

 

 

Obi Toppin Named A-10 Co-Player Of The Week - University of Dayton Athletics

 

Função projetada: 

Chão: Um big que vem da 2ª unidade para pontuar. O arremesso fica estagnado, limitando-se a poucas tentativas no mid-range e talvez uma tentativa p/ jogo do perímetro, tudo sempre quando está livre e equilibrado. Sua maneira de pontuar é principalmente como um lob threat e em transição. A defesa o torna praticamente insustentável nos Playoffs e seus minutos caem ainda mais na pós-temporada.

Teto: O arremesso se desenvolve ainda mais, se tornando um verdadeiro stretch big. Próximo ao aro ele também faz muitos pontos, no post, completando ponte-aéreas e atacando em transição. Faz bons passes é um passador bom relativo a sua posição, mas pela falta de criação de vantagens no 1v1 ele provavelmente não tem funções de criação muito grandes mesmo no teto. Sua função ofensiva é principalmente de um ‘play finisher’ e scorer que coloca pelo faz 20+ Pts por jogo.

Defensivamente ele continua ser uma vulnerabilidade defensiva significativa, mas pode fazer melhorar marginais. 

 

 

 

Atletismo/Físico: Enterradas dignas de Slam Dunk Contests no meio dos jogos são as marcas registradas de Obi. Não à toa liderou a NCAA em enterradas nesta temporada e foi o 2º jogador com mais enterradas numa temporada desde que começaram a ser contabilizadas pelo Barttovik, com 107 (atrás apenas de Udoka Azubuike em 2018, que teve 122). 

Seu atletismo em quadra aberta é realmente insano, tem velocidade acima da média em linha reta, pode saltar a partir de um ou dois pés e tem um alcance vertical com o salto impressionante.

Mas exitem problemas: demora um tempo muito, muito longo para sair do chão, troca de direção péssima, centro de gravidade alto demais, baixa flexibilidade movimentando o quadril e agilidade lateral muito ruim. Seu tamanho é positivo para a posição 4 e a força foi boa o suficiente para dominar na Atlantic 10, pode melhorar um pouco mais para o nível da NBA dado seu estilo de jogo, porém, o ganho de massa pode fazer da mobilidade lateral ainda mais desastrosa.

Nota: B+ 

 

 

 

Ataque Interno: Obi ser considerado um prospecto de tão alto nível ao ponto de ser uma possível escolha Top 5 é por causa de seu trabalho atacando o aro. Uma máquina em transição,assim foi como ele conseguiu grande parte dos seus pontos, capitalizando no contra-ataque. Na meia-quadra, quase todo o jogo de Dayton se baseava em jogar a partir da gravidade gerada pela pressão no aro do Obi, sendo um lob threat muito explosivo, conseguindo atacar em espaços curtos, mas especialmente no post. Uma grande parte do playbook do time envolvia dar a bola no low post para ele e com a força, Toppin conseguia se aproximar da cesta e com moves até simples tinha espaço para finalizar, seu finishing de elite ajuda muito, pois ele não precisava de uma grande situação de vantagem para girar e finalizar com seu excelente toque ao redor do aro, com ambas as mãos inclusive. Seus números no post up são muito impressionantes: 1.016 pontos p/ posse (87%tile). Ao redor do aro como um todo, também são ótimos números, 69% de aproveitamento, o que fala muito sobre sua finalização.

O PnR é uma das poucas situações que seus números não foram muito bons nessa temporada (0.975 PPP, 47%tile) e isso pode ser um tanto quanto preocupante. Obi obviamente não vai estar num sistema em que a base do ataque do seu time é servi-lo no post toda jogada, isso simplesmente não vai acontecer na NBA. As situações de transição continuam funcionando mas isso não vai acontecer da mesma forma também. A situação que mais se transfere e ele vai ser colocado constantemente na liga é sendo o roller em PnRs e ele não ser um destaque nisso não é um sinal bom. Porém, ele tem os elementos todos a sua disposição para ser uma arma nesse tipo de situação, mesmo que não tenha tido números tão bons no College, então pode não ser uma preocupação tão grande.

Outro fator a se preocupar é que ele tem criação própria muito limitada. Embora ele tenha convertido 167 cestas ao redor do aro na temporada, apenas 52 delas foram não assistidas. Para comparar, Onyeka Okongwu que é considerado um rim runner center puro teve 58, e isso com Onyeka jogando menos jogos e menos minutos por partida que ele.

Por último, resta o questionamento sobre a maneira com que ele criava essas vantagens. Obi jogou na Atlantic 10, que está longe de ser a conferência mais forte da NCAA e muitas vezes dependia de virar suas costas para o oponente e ir o empurrando na força para dentro do garrafão. Claro, ele dominou seus adversários todas as vezes, mas na NBA é difícil acreditar que ele terá o mesmo sucesso.

Nota: B+ 

 

 

 

 

 

Shooting: O big de Dayton teve uma grande evolução do seu ano de freshman para seu ano de sophomore arremessando a bola. Ele foi de um jogador que praticamente não arremessava para um jogador que tentou quase três bolas de 3 por jogo. A maior parte de seus arremessos do perímetro foram estáticos e bem próximo a linha, mas eles caíram numa boa porcentagem (39%) e foram suficientes para pelo menos atrair a marcação com a ameaça do arremesso. Ele também tentou 103 bolas de 2 longas e converteu 46 o que gera um aproveitamento de 45%, um bom número, mas de novo, o volume não é muito alto.

Sua projeção parece bem clara, ele vai poder arremessar em PnPops e se a defesa lhe deixar aberto ele pode converter do perímetro. Arremessar em movimento não parece uma expectativa realista, mas se conseguir adicionar isso ao seu arsenal, mesmo que apenas da meia distância, será muito importante.

Nota: B 

 

 

 

 

Playmaking/Handling: Toppin é um bom passador. Sendo o epicentro do ataque de Dayton, ele era colocado em situações de dobra tendo que encontrar um passe para fora frequentemente. E ele executou bem. Ele demora um tempo longo para processar a quadra e ele não vai fazer live drible passes, mas é inteligente, com tempo para enxergar tudo ele geralmente faz os passes certos e tem até alguns flashes que impressionam passando do post, em transição e no short roll.

O ball handling já não é bom. Sim ele consegue levar a bola numa boa velocidade em linha reta, mas só isso para um jogador que tem como sua grande carta ser um 4 ofensivamente versátil, deixa a desejar. Ele tem muita dificuldade em criar qualquer vantagem driblando a bola, não é alguém que você quer atacando com a batida de bola contra uma defesa montada. Ele parece ao ponto de perder o controle muitas vezes (e às vezes realmente perde), em situações de tráfego não recomendaria que ele driblasse.

Resumindo sua criação: ele pode se sair bem em diversas situações de passe, porém ele não pode ser um foco de criação do seu time e não pode ter nenhum tipo de responsabilidade de criação de vantagens no drible.

Nota: B- 

 

 

 

Defesa: É um desastre. E um desastre de várias maneiras.

Vamos começar pela sua agilidade lateral, é quebrada. Ele se move muito lentamente, os pés são muito “pesados” e os problemas com o centro de gravidade muito alto e a falta de equilíbrio o prejudicam aqui também. O trabalho de pés não é bom no perímetro e não faz um bom trabalho em closeouts (e muitas vezes nem faz o closeout quando deveria).

No garrafão ele teve sempre a força para conter os bigs adversários e para a NBA ele deve ter a força necessária para a maior parte dos PFs, mas precisa ganhar mais força para marcar os maiores PFs e grande parte dos Centers. Protegendo o aro ele tem um péssimo tempo de reação, não tem instintos naturais de proteção de aro e ser um ‘load leaper’ (demora muito para sai do chão no salto) acaba atrasando ainda mais seu tempo para agir ao tentar contestar arremessos e dar tocos.

Como team defender ele peca em muitos aspectos também. Muitas vezes ele está com a atenção apenas no seu homem e ele não vê o que acontece no restante da quadra, resultando em erros ou atrasos nas rotações e erros na ajuda quando ele deveria preencher uma linha, ele não preenche.

Em relação aos rebotes ele não faz um trabalho bom, não se posiciona de maneira particularmente inteligente, não é o jogador mais energético e novamente, demora para sair do chão. 

No geral não há uma situação na qual ele pode ser colocado e não ser uma vulnerabilidade 

defensiva grande. Como um 4, ele pode ser facilmente exposto no perímetro, como um 5 o time sofre muito com a falta de proteção de aro, pois embora ele sirva bem como um protetor de aro secundário, ele não tem o que é necessário para ser um bom primário.

E não existem indicadores para se acreditar que isso vai mudar, ele pode até melhorar um pouco, mas acreditar que ele vai se tornar um bom defensor não é algo realístico. Ele não mostra o nível de esforço na defesa para acreditar em um trabalho muito extensivo de melhora e a idade já avançada para um prospecto não contribui.

Nota: D

Via: @w_a_morris / Twitter

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