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17 anos depois: o quarto anel e o legado de um dos maiores

LeBron ao lado de Rob Pelinka com o troféu e seu prêmio de MVP das finais na comemoração do título dos Lakers. Foto: Divulgação / NBA Brasil

Com a primeira escolha do Draft de 2003, o Cleveland Cavaliers selecionou o astro do High School: LeBron James. LeBron já residia em Ohio, cresceu em Akron(a 50 quilômetros de Cleveland) e nas quadras da Irish State já mostrava que entraria na NBA para fazer história.

No dia onze de outubro de 2020, DEZESSETE anos depois, LeBron ganhou seu quarto título na carreira. Quebrou e estabeleceu mais recordes. Tornou-se o único jogador da história a ganhar o prêmio de MVP das finais por três times diferentes, e o terceiro jogador a ser campeão por três times diferentes (Danny Green, companheiro de Lakers, chegou junto com ele nessa; Robert Horry e John Salley vieram antes).

Assim como aconteceu na final, o que o King fez no seu décimo sétimo ano de liga como um todo foi esplêndido e recordista. A parceria com Anthony Davis já era certeza de show e foi isso que o Lakers entregou nessa temporada. LeBron liderou a liga em assistências pela primeira vez na carreira (média de 10.5 por jogo), se tornou o terceiro maior pontuador da história na temporada regular e deu um passo atrás para ver a superestrela de Anthony Davis emergir. Tudo isso sendo um grande líder dentro das quadras para os Lakers e principalmente fora delas (disso, falaremos daqui a pouco).

Então, os Lakers prometeram um espetáculo e não decepcionaram. Terminaram como líderes do Oeste e a segunda melhor campanha da liga. Poucos times se mostraram aptos a parar o Lakers. Um dos recordes que provam isso: quando os Lakers abriram o último quarto na frente do placar, tiveram um recorde de 57-0. Foi o primeiro time da história a não ceder essa liderança no quarto período. O time entrou sendo favorito nos playoffs e entregou tudo aquilo que se esperava. Vitórias por 4×1 em todas as séries no Oeste, se tornando campeão da conferência pela trigésima segunda vez na história. Na sequência, final contra o azarão Miami Heat.

LeBron conhece Miami de perto, após desembarcar na Flórida em 2010 movido pelos fracassos em Cleveland e a falta de um time competitivo. Em Miami foram quatro anos jogando ao lado de D-Wade e Chris Bosh, onde o King conquistou seus dois primeiros títulos na carreira e ganhou dois prêmios de MVP da temporada regular e finais. O astro deixou claro antes da série o respeito que tinha por Spoelstra, seu técnico no Heat que agora seria seu adversário.

Column: James Carries Heat & NBA To New Levels – CBS Miami
LeBron segurando o troféu Larry O’Brien e o seu MVP das finais em 2013. Foto de: Andrew D. Bernstein/NBAE via Getty Images

Além do fator Heat x Lebron, a final foi marcada como uma possível homenagem para Kobe Bryant. A morte do ex-astro e um dos maiores Lakers de todos os tempos em janeiro fez com que o título se tornasse uma homenagem para ele. E assim aconteceu: os Lakers foram campeões e deixaram claro que o décimo sétimo título da franquia foi em homenagem a ele.

Tudo isso em um ano extremamente diferente, devido à pandemia da Covid-19 e a consequente situação da bolha na Disney. O que LeBron fez em quadra foi marcante, afinal ter médias na final de 30 pontos, 12 rebotes e 8 assistências aos 35 anos não é para qualquer um.

Mas sem dúvida nenhuma o legado que ele deixa do lado de fora dela é ainda mais especial e inesquecível.

Em um ano marcado pela exposição da violência policial sofrida pelos negros nos Estados Unidos, LeBron e uma série de outras estrelas fizeram a liga falar por aqueles que não possuem voz. Ver um atleta do calibre dele e logicamente todos os outros da NBA ajoelharem durante o hino americano é impressionante e um pouco chocante. Porém, o King fez e vem dando voz aos esquecidos durante toda sua trajetória. LeBron é presidente de um fundo de arrecadação que busca dar voz a criadores que foram destratados e ignorados. O próprio homenageou a mãe, dando nome de Springhill ao fundo, mesmo nome do conjunto habitacional onde morou com sua mãe durante a infância. Há dois anos o astro criou a “I Promise School”, garantindo o aprendizado das crianças. O resultado foi entregue, os alunos tiveram resultados esplêndidos e nas palavras de LeBron, ele quer mostrar a defasagem de investimento no ensino nas escolas americanas provando isso com o desempenho dos alunos de sua escola. O detalhe é que a escola de James é PÚBLICA.

LeBron James on kneeling protest during national anthem: 'I hope we made  Kap proud' | Fox News
Lebron se ajoelhando durante o hino ao lado de Anthony Davis e Quinn Cook, todos com a camiseta “Black Lives Matter”. Foto de: Mike Ehrmann/AP

LeBron é muito mais que um dos maiores jogadores da história. A sua figura e o exemplo aliado com o legado que ele deixa para as próximas gerações é gigante. Ele planta no presente para colher muitos frutos no futuro. LeBron James é gigante, não só para o basquete, mas para a comunidade afro-americana como um todo.

E por último, um vídeo pra aquecer o coração. LeBron falando com sua mãe após o título.

Eduardo Moreira Ver tudo

Tenho 16 anos e sou apaixonado em basquete. quero compartilhar a visão e meu mínimo conhecimento com todos

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