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A pressa é a inimiga da perfeição na prevenção da Covid-19 no Rio de Janeiro

Foto: Diego Maranhão/ Brand /FBERJ

O ano de 2020 não tem sido fácil para ninguém, a pandemia do coronavírus já matou mais de 1 milhão de pessoas em todo mundo e mais de 143 mil no Brasil. Em meio a esse caos em que estamos vivendo, alguns esportes decidiram retornar as suas competições. Definindo protocolos e formas de como manter a segurança para a retorno dos jogos.

Entre os campeonatos que voltaram nesse período, estão os campeonatos estaduais de basquete. Um deles é a competição organizada pela FBERJ no Rio de Janeiro..

A Federação que conseguiu duplicar o número de participantes, que está transmitindo todos os jogos pelo YouTube e fez uma parceria importante com o Hospital Geral do Ingá (HGI) para o trabalho de prevenção da Covid-19, parece estar pecando no último quesito após o inicio do campeonato.

Antes do estadual começar, a organização até seguiu protocolos de testagens rígidos para todos os envolvidos. O que na verdade é o mínimo que se pode fazer (já que ela precisa garantir a segurança de todos para realizar o torneio), mas parece que essa rigidez ficou de lado após a bola subir.

Calma, vamos explicar!

Na última sexta (25), os jogadores e staff técnico das equipes fizeram a última testagem antes do inicio do estadual e os resultados só saíram na segunda na parte da manhã.

Porém, o que nos chama a atenção são casos como do jogador Rubens Martinelli do Clube Desportivo Atitude. O atleta que trabalha como médico na linha de frente do combate do coronavírus, pode ter trabalhado no período entre a testagem e o resultado do exame. O que preocupa a todos em relação a segurança do campeonato.

Quando questionado sobre a situação do jogador, a assessoria emitiu a nota abaixo:

“O Dr. Rubens é referência no SUS no combate à covid-19 e, portanto, não pôde parar de trabalhar, que por sua vez, é realizado seguindo todos os protocolos de segurança, além da utilização de EPI. E que fique registrado: o atleta participou de todos os testes oficias da Federação e testou negativo em todos eles. Reforçamos que o Dr. Rubens é um médico extremamente competente que sabe de suas funções e implicações da doença, a qual tem visto de perto desde o começo da pandemia. Nunca colocaria em risco a vida de seus amigos, companheiros de time, adversários e funcionários do campeonato. Por fim, o atleta se encontra a disposição da Federação, e de quem mais quiser, para realizar outros testes.”

Conforme podemos ver, essa nota foi infeliz do começo ao fim.

Ninguém acredita que o Rubens quer infectar alguém e muito menos, foi questionado a competência dele como médico. Mas é inegável que não pode ser dito que “[Ele] nunca colocaria em risco a vida de seus amigos”, pois não está sendo feito testes deste sexta. Então, ninguém pode comprovar que ele não tenha sido infectado nos últimos dias, sem ter feito exames.

Porém, esse não é o questionamento central e sim, a rigidez nos protocolos de segurança nessa semana que está sendo realizado a competição. O caso do Rubens chama a atenção por ser um profissional que está na linha de frente, mas se fosse uma outra pessoa?

Vamos pensar em um cenário: imagine que o roupeiro do Club Municipal seja infectado após pegar um ônibus no dia anterior do jogo da equipe tijucana contra o Flamengo. Quem garante que ele não possa contaminar os atletas do Municipal no dia partida? Ninguém, sem testagem é impossível. Você pode trocar o “roupeiro” pelo “jogador”, que ainda assim o resultado será o mesmo.

Por fim, é ótimo que os campeonatos de basquete retornem no país. Mas a segurança precisa ser rígida do começo ao fim e a organização não pode “dar chance ao azar”.

Felipe Souza Ver tudo

Sou o criador do site HSBasketballBR, Blog do Souza e fui co-criador do Live College BR. Fui o primeiro brasileiro a escrever sobre high school para um site americano, o D1Vision. Trabalhei para a Liga Super Basketball como repórter e assessor de imprensa. Também escrevi para os blogs como Jumper Brasil e TimeOut Brasil, tive textos publicados pelo Bala Na Cesta. Trabalho de Scout nas horas vagas e acredito que o estudo diário do basquete, me faz um profissional melhor.

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