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10 anos depois: O que aconteceu com os Lakers desde a última final

Kobe Bryant vs. Boston
Kobe comemorando seu quinto título. Foto de: (Noah Graham/Getty Images)

Dez anos depois, os Los Angeles Lakers estão de volta à final da NBA. Durante essa década de ausência da franquia, muita coisa ocorreu em L.A. Hora então de fazer uma retrospectiva do caminho dos Lakers até a trigésima segunda final do time.

Em 2009-2010, a franquia era liderada por Kobe Bryant, junto com Pau Gasol. Naquele ano, eles foram os primeiros colocados da Conferência Oeste. Na primeira rodada, eliminaram o jovem time do Oklahoma City Thunder e depois atropelaram o Utah Jazz. Na final de conferência ganharam em seis jogos do Phoenix Suns, que tinha um Steve Nash mais velho. Já na grande final aconteceu o segundo encontro em três anos com o Boston de Pierce, Garnett, Rondo e Ray Allen. Diferente de 2008, os Lakers foram campeões em sete jogos e Kobe se tornou pentacampeão, ganhando seu segundo MVP de finais.

No ano seguinte, o último de Phil Jackson com a equipe, os Lakers conseguiram uma boa colocação no Oeste (segunda posição). Mas acabaram varridos na segunda rodada pelos Mavericks, que seriam os campeões naquele ano. Na temporada seguinte, o time terminou na terceira colocação na fase regular e acabou sofrendo outra derrota na semifinal do Oeste, para o ainda jovem time do Thunder, que foi à decisão com Miami. A partir daqui pode-se dizer que foi só ladeira abaixo.

Em 2012-13, os Lakers tentaram montar um supertime, assim como o Heat em 2011, acrescentando Dwight Howard e Steve Nash à base que tinha Kobe e Gasol. Porém, o time não correspondeu às expectativas e, com muita batalha de egos no vestiário, eles se arrastaram pela temporada quase toda. Aliás, na busca ferrenha pelas últimas vagas nos playoffs, Kobe estava com uma minutagem absurda e, no jogo 80 da temporada regular, rompeu o tendão de Aquiles. Sétima colocação e varrida nas mãos do Spurs naquele ano.

Kobe Bryant sofre lesão e será operado - Jornal O Globo
Kobe caído no chão levando a mão ao tornozelo.  Foto: Mark J. Terrill / AP

Após uma offseason barulhenta entre Phil Jackson e Kobe, Howard deixou os Lakers e foi para Houston. Sem Kobe e Nash, que estavam machucados, os Lakers tiveram uma campanha pífia, terminando em décimo quarto na Conferência Oeste. Com a sétima escolha no draft de 2014, os Lakers selecionaram Julius Randle, começando o processo de reformulação. (Apenas uma pequena observação: Nikola Jokic foi selecionado na quadragésima primeira escolha daquele mesmo draft…)

Em 2014-15, Nash anunciou a aposentadoria e Kobe estava de volta às quadras. No primeiro jogo da temporada regular, Randle se machucou e perdeu a temporada inteira. Meses depois foi a vez de Kobe, que em janeiro machucou o ombro e perdeu o restante dos jogos. O resultado foi novamente a décima quarta campanha do Oeste, mas dessa vez o sofrimento foi recompensado com a segunda escolha no draft.

Video: Watch D'Angelo Russell get introduce as Lakers draft pick – Daily  News
D’Angelo Russell foi a segunda escolha do Draft de 2015 pelos Lakers. Foto de: Kathy Willens AP

Um ponto a ser considerado é que enquanto os Lakers começavam a reformulação e viam sua estrela declinar com lesões, a outra franquia da cidade emergia. Os Clippers montaram a fantástica Lob City, com Chris Paul, Blake Griffin, DeAndre Jordan e Jamal Crawford, e se mantiveram nas cabeças do Oeste por seis temporadas, tendo mais de 50 vitórias em cinco delas. Os Lakers começaram a perder o brilho de Los Angeles para o primo “feio” e não podiam fazer muita coisa a respeito.

Na temporada seguinte, a mesma situação. Com muitos jovens, os Lakers tiveram a pior campanha da liga, porém com um fantástico último jogo. Era a despedida de Kobe do basquete no Staples Center e na última partida da sua carreira foram 60 pontos para conduzir o time à vitória sobre o Utah Jazz. Foi uma noite especial na época e uma memória de aquecer o coração com o que aconteceu anos depois.

Depois da aposentadoria de Kobe, os Lakers se reformularam de vez e tiveram altas escolhas no draft. Em 2016, Brandon Ingram foi o selecionado com a segunda escolha. Em 2017, Lonzo Ball foi o nome da vez – também com a segunda escolha – e parecia que a franquia tinha um caminho definido para voltar às glórias, mesmo que ainda fosse demorar mais um pouquinho. Só que Ball não atingiu as gigantes expectativas postas em cima dele, embora os Lakers tenham melhorado a campanha, chegando a 35 vitórias em 2017-18, depois de uma sequência de quatro temporadas em que o melhor resultado foram 27.

Lakers Select Lonzo Ball With No. 2 Overall Pick In NBA Draft – CBS Los  Angeles
Lonzo Ball, segunda escolha de 2017. Foto de: Mike Stobe |  Getty Images

Na temporada passada (2018-19), a luz no fim do túnel apareceu. LeBron James escolheu vestir Purple & Gold e carregar o legado de Kobe. LeBron, no entanto, esteve em quadra por apenas 55 jogos na temporada, limitado depois de machucar a virilha. Antes da lesão, o time parecia ter começado a encaminhar a vaga aos playoffs após seis anos de ausência, mas não deu certo.

Antes do início da atual temporada, a pedido de LeBron James, o Lakers foi com tudo em busca de Anthony Davis e trouxe a superestrela para jogar ao lado do King. Na troca, foram envolvidos Brandon Ingram, Josh Hart, Lonzo Ball e três escolhas de primeira rodada, quase tudo que a franquia acumulou de talento jovem nos anos anteriores e o que ainda estaria por vir.

Lakers start season with LeBron, AD already sharing a bond - ABC News
Lebron e AD na Offseason. Foto de: (AP Photo/Ringo H.W. Chiu)

A combinação deu muito certo. LeBron mudou de função e deu um passo atrás para Anthony Davis emergir e juntos eles garantiram o primeiro lugar da Conferência Oeste. Mas também foi um ano difícil para a Laker Nation. Em 26 de janeiro de 2020, logo após LeBron James passar Kobe Bryant e se tornar o terceiro maior pontuador da história da liga, o ex-jogador e estrela de L.A faleceu em um acidente de helicóptero. A morte de Kobe gerou um profundo impacto na liga e principalmente nos Lakers, e o próprio LeBron busca homenagear Kobe com o título deste ano.

De volta à final após dez anos, os Lakers marcaram um encontro com a história. Vencendo, empatam com os Celtics em títulos (17 no total). O obstáculo entre o time e o topo da lista de vencedores da NBA, curiosamente, é a franquia encabeçada por uma figura super importante para a equipe: Pat Riley, técnico do famoso time do Showtime da década de 80. De lá para cá, os torcedores dos Lakers foram tão agraciados por nomes como Phil Jackson, Shaquille O’Neal e Kobe Bryant que o período de seca não só de finais, mas de aparições em playoffs, mais duro do que o normal. Resta saber se esse é só o começo de mais um time histórico de uma franquia que andou em segundo plano, mas ainda é uma das que mais têm história para contar.

 

Eduardo Moreira Ver tudo

Tenho 16 anos e sou apaixonado em basquete. quero compartilhar a visão e meu mínimo conhecimento com todos

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