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A série mais marcante da primeira rodada

Denver Nuggets star Jamal Murray
Foto por: Kevin C. Cox/Getty Images

Todo playoff tem uma série de destaque logo na primeira rodada, onde se olha o eliminado e fica um gostinho de que claramente ele poderia ter ido mais longe. A de 2020 é Denver Nuggets x Utah Jazz.

Não por causa do coletivo dos times, que são fantásticos, mas sim pelas grandes atuações individuais de Murray e Mitchell. Falando um pouco sobre os coletivos, durante a temporada regular ambos as equipes brigaram para se provar como o time número 4 da Conferência Oeste ao lado dos times de Los Angeles e do Houston Rockets.

Denver foi o terceiro colocado e parecia finalmente se consagrar como um candidato ao título. Os Nuggets são aqueles que sempre são esquecidos, um time jovem sem muita atenção da mídia cujo franchise-player é um estrangeiro sem um exímio físico de atleta. Já o Utah Jazz foi o time apontado pela mídia para brigar por esse top-4.

Com Donovan Mitchell ganhando o apoio de Bojan Bogdanovic e Mike Conley, parecia que o Jazz realmente ia decolar na parte ofensiva da quadra, já que no lado defensivo Rudy Gobert já cumpria o seu papel. Eles chegaram à bolha em quarto na conferência, mas perderam alguns jogos e acabaram em sexto, em uma possível tentativa de fugir do Houston Rockets na primeira rodada. O small ball de D’Antoni tornou Rudy Gobert e sua defesa completamente inútil na temporada regular e nos playoffs dos últimos dois anos.

Pelas atuações dos Nuggets na bolha, com o novato Michael Porter Jr se mostrando um pontuador puro e Nikola Jokic com mais confiança na bola de 3, muitos acharam que seria uma série talvez fácil para Denver. Utah sentiu a ausência de Bogdanovic que está machucado e Mike Conley não estava nem perto de jogar seu melhor basquete, mas o time de Salt Lake City, ou melhor, a jovem estrela de Salt Lake City, quis mostrar que todos estavam errados.

Gordon Monson: Donovan Mitchell wants doubters to throw shade at him and the Utah Jazz
Donovan Mitchell enterrando no jogo 4 entre Denver Nuggets x Utah Jazz. FOTO: AP Photo/Ashley Landis, Pool

Denver começou a série com uma vitória na prorrogação mesmo com uma perfomance magistral de Donovan Mitchell. O ala-armador de Utah anotou 57 pontos tendo a maior pontuação de um jovem com menos de 22 anos desde os 63 pontos de Michael Jordan contra o Boston Celtics em 1986. Além de se tornar o terceiro maior pontuador em um único jogo de playoff. Muitos acharam que seria um grande balde de água fria no jogador, o que iria desmotivar a equipe e Denver levaria a série. O que aconteceu foi o contrário, Utah deu a volta por cima e ganhou três jogos seguidos. Quin Snyder soube usar muito bem sua equipe nos pontos fracos de Denver: explorou o pick and roll de Gobert e Mitchell em cima de Jokic que nem de longe é um ótimo defensor, se aproveitou da defesa fraca e da leitura de jogo de novato do Michael Porter Jr. Com tudo isso alinhado a Mike Conley reencontrando o seu basquete e Mitchell imparável, o Jazz parecia pronto para acabar com a série no jogo 5. Porém, surge o segundo nome dos playoffs (e dessa série): Jamal Murray.

O canadense no jogo 4 fez 50 pontos e assim como Mitchell no jogo 1 perdeu a partida. Porém, deu a volta por cima e foi fantástico novamente diante da possível eliminação de sua equipe. Foram 42 pontos sem nenhum turnover e com 65% de aproveitamento de quadra no jogo 5. No jogo 6 foram 50 pontos novamente com absurdos 70% de aproveitamento e 75% na linha dos três pontos. Assim como Denver não achou muitas respostas para o pick and roll de Mitchell-Gobert, Utah não parece ter achado resposta para Jamal Murray que cresceu muito nos momentos decisivos da série. Além de toda a perfomance, no jogo 6 Jamal Murray deu uma entrevista pós-jogo maravilhosa e emocionado, mostrando para os espectadores o que realmente importa.

Durante a série, Mitchell e Murray se tornaram junto com Michael Jordan e Allen Iverson como únicos jogadores a marcarem 50 pontos em múltiplos jogos em uma série de playoffs. Mostrando que os jovens estão prontos para darem um passo à frente e assumirem a responsabilidade.

No jogo 7 uma atuação bem diferente entre os dois times. No estilo mais antigo, Jokic e Gobert assumiram a liderança de seus times com o pivô sérvio anotando 30 pontos e 14 rebotes mostrando porque é talvez o melhor da liga na posição. Atuações rasas de Murray e Mitchell, mesmo com Mitchell colocando Utah novamente no jogo no início do terceiro quarto, faltou finalizar. Por falar em final, o desse jogo foi incrível.

Com a vitória por 80 a 78, Denver agora encara os Clippers.

Mesmo com a derrota, as atuações de Donovan Mitchell não vão ser esquecidas, Jazz pecou com ele em alguns momentos e o ala-armador viu a liderança de dois jogos ir embora fazendo com que ele volte para casa mais cedo. Mitchell mostrou um crescimento gigante para o Jazz, sem medo de ser agressivo ou de chamar o jogo pra ele mesmo quando a situação apertava. Uma pena que o time não o acompanhou na maioria das vezes.

Os playoffs certamente esperam por ele no ano que vem. Já Murray vai ter mais um tempinho para mostrar até onde vai toda essa inspiração.

Eduardo Moreira Ver tudo

Tenho 16 anos e sou apaixonado em basquete. quero compartilhar a visão e meu mínimo conhecimento com todos

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