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Análise James Wiseman

 

James Wiseman saiu do High School como um candidato claro a escolha #1, após 3 jogos em Memphis recebeu uma suspensão da NCAA e decidiu deixar a universidade e se preparar para o Draft. Mesmo assim Wiseman é amplamente considerado um dos melhores porspectos do Draft e uma possível escolha Top 3  

 

 

 

Dados Gerais:  

 

Universidade: Memphis

Nacionalidade: EUA

Idade: 31/03/2001 (19 anos)

Ano: Freshman

Posição: C

Altura: 7’1 (2,16)

Peso: 240 lbs (109 Kg)

Envergadura: 7’6 (2,29)

Stats: 19.7 Pts, 10.7 Reb, 0.3 Ast, 3 Blk, 0.3 Stl, 1 TO, 77% FG, 70% FT em 23 minutos.

Comparação: Mitchell Robinson/ Deandre Jordan/ Joel Embiid/ Hassan Whiteside

Projeção no Draft: Top 7

Melhores Fits: Hornets, Wizards, Kings. 

 

Like it or not, a major NCAA rule appears to have been broken in James  Wiseman case — but Memphis will fight - CBSSports.com

Atletismo/Físico: O principal motivo pelo qual Wiseman é considerado por muitos uma escolha Top 5 é seu corpo. Com 7’1 (2,16) e uma envergadura de 7’6 (2,29) o ex-jogador de Memphis é um ser humano gigantesco. Em toda sua carreira desde o High School até a sua curta carreira universitária, suas dimensões absurdas foram um dos grandes motivos para sua dominância, o tornando praticamente imparável nesses níveis. Ele também é muito rápido em linha reta e quadra aberta, fazendo um monstro em transição. James também detém uma impulsão muito grande que criam highlight dunks e blocks sensacionais, e o levam a ser um dos grandes reboteiros da classe.

É no entanto necessário conhecer sua fraquezas nessa área. Este atletismo insano que ele mostra em quadra aberta especialmente tem alguns problemas. Sua impulsão exige um tempo de “carregamento” um tanto quanto longo, o seu “segundo pulo” também é bem ruim. A sua mobilidade é questionável, ele pouco trocou com jogadores de perímetro em qualquer um dos níveis que jogou, mas quando trocou mostrou problemas de equilíbrio, agilidade lateral e até apresentou um certo descontrole.

Nota: A- 

 

 

Ataque Interno: O grande poder ofensivo de Wiseman vem exatamente da área pintada. E o principal fator para isso é o seu tamanho sobrenatural. Tanto na sua curta carreira universitária quanto no High School o que saltava aos olhos ao vê-lo era a dominância que ele exercia sobre os oponentes. Parece que assim que ele colocava o corpo no oponente ele já criava uma situação de vantagem, é bom lembrar que ele jogou contra um nível de competição muito baixo em 2, dos seus 3 jogos no college, e no único que ele jogou contra um time forte, foi contra Oregon que é um time undersized (tem apenas dois jogadores com mais de 6’8) e foi claramente seu pior jogo, mesmo assim sua dominância for expressiva em vários momentos e não pode ser inteiramente descartada. Seu toque para finalizar ao redor da cesta é muito bom também. Uma grande força sua é a capacidade absurda em transição. Mesmo sendo 7’1, Wiseman pode disparar de um lado a outro da quadra como um trem-bala e depois cravar a bola com imponência no aro adversário, jogando com um bom transition playmaker, em um sistema com ritmo alto, essa pode ser uma arma muito importante do seu jogo.

Nota: B+  

 

 

Shooting: Existe uma grande falta de informação sobre o arremesso do Wiseman. Muitos acham que ele é uma espécie de unicórnio, que arremessa muito bem, usa step backs e todo tipo de move para criar seu arremesso no perímetro, mas isso está longe de ser verdade. 

Combinando os jogos dele no seu último ano da EYBL com os da NCAA, temos um aproveitamento de 4-26 (15%) dos 3 pontos e 74-125 (59%) da linha de lances livres em 23 jogos. Ou seja, ele converteu basicamente uma bola de 3 a cada 6 jogos com péssimo aproveitamento.

Agora esclarecido que ele está muito longe de ser um Karl Anthony-Towns ou um Kristaps Porzingis, existem pontos positivos.

Sua mecânica é bem alta, e sem grandes problemas, arremessou melhor na pequena amostra do college da linha de lance livre do que previamente, convertendo 70% das suas tentativas, o que pode significar que há sim um arco de desenvolvimento para se acreditar.

O maior problema é como ele pretende usar esse arremesso, se ele usar em volume controlado e apenas em situações favoráveis, pode ser uma arma num futuro relativamente próximo, mas se lances como esses:

Continuarem a ser forçados por ele, ele terá muito mais prejuízos por conta do arremesso, do que benefícios.

Nota: C

 

 

 

Playmaking/Handling: Não é nada especial. Tem o controle de bola suficiente para eventualmente correr em linha reta no contra-ataque, mas não confiaria essa função para ele de forma constante, especialmente nos primeiros anos da sua carreira. Não tem o pacote de moves nem o controle de bola para bater oponentes no drible ou criar separação na meia-quadra. O potencial que existe é, majoritariamente, em transição, liderando a investida com a bola nas suas mãos, mas ainda há muito a melhorar.

Passando, chega a ser desastroso muitas vezes. Perde leituras de passe constantemente, não é um short roll passer, perde muito em passando em movimento, não busca o passe e tenta forçar jogadas individuais muito frequentemente. Pode forçar passes que não existem e cometer turnovers. Os flashes de sucesso passando bem são raros. Somando EYBL e NCAA, James teve 14 assistências e 41 turnovers em 23 jogos (0.34 Ast/TO Ratio)

Nota: D+

 

 

Defesa: Essa também é uma área contraditória do seu jogo. Sendo tão grande e com uma impulsão tão absurda, é fácil entender os 3 tocos por jogo e 13.6% BLK% que ele teve em Memphis e sua habilidade para atrapalhar arremessos na área pintada mesmo quando isso não vai para as estatísticas.

Porém, ao mesmo tempo ele apresenta problemas enormes com timing, é muito comum vê-lo “mordendo a isca” em fakes dos oponentes e se perdendo na jogada, já que sua recuperação no segundo salto é bem ruim, ou então fazendo faltas.

A falta de agilidade lateral e equilíbrio são prejudiciais quando exposto a trocas no perímetro, ele é mais adequado para um sistema de drop coverage do que sistemas de trocas intensas.

A percepção e a inteligência para fazer as rotações dentro e fora é falha. Muitas vezes demora para se posicionar ou perceber jogadas.

Wiseman na parte dos rebotes é sem dúvidas um monstro, o melhor da classe.Ele teve quase 19 rebotes per 40 nos seus 3 jogos universitários, com 26.5% DREB% e 21.8% OREB%. Seu trabalho fazendo o box out e alcançando bolas disputadas e primoroso.

A defesa dele ainda é uma incógnita em certo sentido, as ferramentas físicas de elite estão lá, mas ele ainda precisa trabalhar a parte mental do jogo para se tornar um defensor efetivo.

Nota: B+

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