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All Rookie Teams

Diferentemente da maioria dos meus textos, esse será sobre os jogadores que já foram draftados, e fizeram suas temporadas de estreia neste ano, os All Rookie Teams. Lembrando que os times são baseados totalmente nas suas atuações na temporada 2019-2020 até o dia 11 de março (paralisação da NBA) e não tem nenhuma influência dos seus potenciais futuros ou projeções. 

 

ALL NBA 1st Team

Zion leva a melhor sobre Morant e Pelicans vencem Grizzlies

  

 

 

Ja Morant, Memphis Grizzlies

Na Tabela #29 – Ja Morant, a ascensão do Jazz e os candidatos ao MIP | |  HTE Sports

Este é o mais fácil de todoas as escolhas É indiscutível Ja que está no All Rookie 1st Team, e para mim, também deveria ser o novato do ano unânime.

Chegando com muitas expectativas de uma temporada histórica em Murray St., Ja não só as atendeu, como as superou. Na sua primeira temporada teve médias de: 17.6 pontos, 6.9 assistências, 3.5 rebotes e 0.9 roubos arremessando 49% FG e 37% dos 3 pontos.

 Com as previsões de Vegas para os Grizzlies de apenas 27 vitórias, o time liderado por Morant estava a caminho dos 40 jogos vencidos quando a liga foi paralisada

E isso prova que ele não é como muitos rookies que vemos todos os anos que colocam bons stats mas estão nos piores times da liga, sem terem nenhum real impacto em vitórias. Não só o time de Ja foi bom, como foi bom muito por sua conta. Assumindo a liderança dentro e fora de quadra do time e o guiando a uma posição de classificação aos playoffs em uma conferência Oeste absurdamente competitiva.

 

 

Brandon Clarke, Memphis Grizzlies

Brandon Clarke medical update | Memphis Grizzlies

O segundo jogador de Memphis no 1st Team. Tudo sobre como Memphis superou as expectativas e foi um overachiver se encaixa na história de Clarke também. Só os 12 pontos, 5.8 rebotes, 1.4 assistências, 0.8 tocos e 0.5 roubos já são números muito bons para um rookie, mas a eficiência é ainda mais impressionante, Brandon foi  Top 10 em TS% de toda a liga com 67%, e o 2º entre todos os rookies (perdendo apenas para o Jaxson Hayes, que tentou quase a metade dos seus arremesso).Também foi Top 10 da liga em EFG%, 2º dos rookies perdendo para o mesmo, com 65.8%.

Seu impacto foi imenso dos dois lados da quadra, sendo Top 5 rookies em Def rating e Top 10 em Offensive rating. Na defesa sua inteligência e entendimento das rotações merece muito destaque e juntamente com seu atletismo absurdo fazem dele uma força  defensiva muito grande. No ataque ele impressionou não só pelo trabalho na área pintada, que já era esperado dele de certa forma, como arremessou muito bem. Inclusive se tornou o únicojogador desde 1996 a arremessar pelo menos 60% FG, 40% 3PT e 78% dos lances livres, jogando ao menos 25 jogos e tentado pelo menos uma bola de 3 p/ jogo. Nos seus 3 anos no College, Clarke havia feito apenas 4 bolas de 3 pontos, nos seus primeiros 50 jogos na liga até aqui, ele já fez mais de 4 vezes esse número (21).

 

 

Kendrick Nunn, Miami Heat 

Kia Performance Awards | Kendrick Nunn's Top Plays from January | NBA.com

Kendrick foi uma das grande surpresas dessa temporada. Foi undrafted em 2018, e nesse ano conseguiu sua chance com o time da Flórida. Nos seus primeiros 5 jogos fez mais pontos que qualquer outro jogador não draftado na história. Acabando esses jogos iniciais com média de 22.8 pontos, arremessando quase 50% da linha de 3 pontos. 

É claro que esses números surreais não se mantiveram, mas mesmo assim teve na temporada 15.6 pontos, 3.4 assistências, 0.8 roubos arremessando 44% de quadra e 36% dos 3 pontos.Ele também ficou como o 3º maior cestinha do Heat com 970 pontos marcados em toda a temporada.

Ele se mostrou um scorer de altíssimo nível, capaz de pontuar nos 3 níveis da defesa e até apresentou algum playmaking, que não é sua grande característica, mas suas 3.4 assistências por jogo são a 4ª melhor marca entre os novatos.

 

 

Zion Williamson, New Orleans Pelicans

Zion Williamson is clearly becoming the next great NBA star

Sim, Zion jogou apenas 19 jogos na temporada e você pode pensar que por isso, ele deveria ser totalmente descartado da concorrência a qualquer prêmio, mas nesses 19 jogos ele conseguiu sim ser um dos 5 rookies mais impactantes da temporada.

São 23.6 pontos, 6.8 rebotes, 2.2 assistências e 0.8 roubos por jogo, com 64% de TS%. Números históricos para um rookie, mesmo considerando ser uma amostra reduzida. E se você ainda não se convenceu do impacto que Williamson gerou, isso pode ajudar: os Pelicans sem Zion tiveram uma campanha de 17-28 (38%) e com Zion 11-8 (58%)

O ex-jogador de Duke teve um impacto imediato quando voltou da sua lesão, mostrou-se um jogador versátil jogando em diferentes funções, até como um small ball . Um jogador técnico, e não só recorreu ao bully ball como única arma, como muitos apontavam que seria. 

Infelizmente não pudemos ver ele numa temporada inteira saudável, porém, o pouco que vimos mostra uma futura estrela na liga.

 

 

Tyler Herro, Miami Heat 

Donovan Mitchell on Tyler Herro After Heat Win vs. Jazz: 'He Kicked My Ass'  | Bleacher Report | Latest News, Videos and Highlights

A 13ª escolha do Draft já chegou sendo um dos melhores shooters não só entre rookies, como um dos melhores shooters de toda a liga. Como rookie seus números arremessado são históricos. Desde 1996 apenas Tyler Herro e Stephen Curry tiveram pelo menos 12 pontos,  e 2 bolas de 3 pontos por jogo com 39% de aproveitamento nelas. E ele foi absolutamente essencial taticamente para o Heat, proporcionando o espaçamento necessário para que os dois principais jogadores do time, Jimmy Butler e Bam Adebayo, que são tipicamente arremessadores ruins, e precisam de shooters como Herro para jogarem o seu máximo. Ele também fez parte de um dos melhores bancos de toda a liga que foi parte muito grande do sucesso do time.

Sua defesa é de fato péssima, 112 de Defensive rating e -1.3 DBPM, e não existe uma “desculpa” para isso realmente, mas dentro da sua função e da maneira com que o time o utilizou, ele trouxe valor suficiente para estar entre os 5 melhores novatos da temporada para mim.

 

 

 

All NBA 2nd Team 

Why Warriors rookie Eric Paschall wanted big game against Hornets | NBCS  Bay Area

 

 

 

Eric Paschall, Warriors

Jumper Brasil - Draymond Green: “Eric Paschall ainda realmente não sabe  como jogar na NBA”

Paschall não só se vale da sua produção mas também pelo protagonismo que assumiu dentro dos Warriors.

Sim, o GSW foi um dos piores times da liga, e chegaram a jogar com um quase um elenco de G-League após sucessivas lesões dos principais jogadores do time. Mas no meio de toda essa situação caótica, Paschall foi um ponto brilhante no time.

Já começou sua carreira com o pé na porta. Em novembro fazendo médias de 18.1 pontos, 5.8 rebotes e 1.5 assistências, e surgindo até precocemente, como um candidato a novato do ano. É claro que isso não se sustentou, e ele teve uma redução na sua produção ao longo do ano, mas foi o suficiente para ficar no Top 5 em pontos entre os rookies com 14 pontos, também ficou no Top 5 em rebotes com 4.6 e FG% com 50% (entre jogadores que jogaram pelo menos 15 min de média e jogaram pelo menos 25 jogos).

E com toda essa produção pode até parecer estranho ele aparecer apenas no 2º time, e eu mesmo esperava incluí-lo no meu 1º time antes de pensar mais profundamente. Mas o fato de ter jogado num time tão ruim, e sem nenhum comprometimento necessariamente com o compromisso de vencer deteriora o seu valor, além de que o time teve uma produção muito melhor sem ele em quadra.

Com ele em quadra, o Offensive Rating cai 11.0, o time adversário faz 6.2 pts a mais p/ 100 posses. Além de seu VORP ser negativo (-0.3), e no pior time da liga, teve o pior Defensive Rating de todo o elenco com 117 (entre os que jogaram pelo menos 10 partidas), o que só prova sua inconsistência na defesa.

 

 

Terence Davis, Toronto Raptors

Terence Davis had the ultimate 'Ball Don't Lie' moment vs. the 76ers

Se você for simplesmente pesquisar os stats básicos do Terence, não vai se impressionar, 7.7 pontos, 3.4 rebotes e 1.7 assistências, números bem modestos, mas o valor que ele trouxe consistentemente para o time e a eficiência são incríveis.

Entre os rookies que jogaram pelo menos 10 minutos por jogo e 30 jogos, ele foi o 1º em Offensive Rating com 112.3, 2º em Defensive Rating com 112.3 e 1º em Net Rating com +10.0, com uma vantagem gigantesca para o 2º (Grant Williams) de 2.4.

Em adição nenhum outro rookie teve um +/- melhor que ele de +225, a diferença é grande para o 2º, coincidentemente, Grant WIlliams, com 75 a menos (150).

Sua eficiência também é notável, entre os mesmos, foi o 4º em EFG e TS com 57.5% e 59.8% respectivamente. As porcentagens de  46% FG, 40% 3PT e 87% FT também sustentam isso.

Sua capacidade para ganhar espaço dentro de um time tão forte como o de Toronto e se destacar é muito impressionante, ele foi muito importante para o sucesso da 2ª unidade do time e deve ter uma importância tão grande quanto no restante da temporada na bolha em Orlando e nos Playoffs, o que é raríssimo para um novato, especialmente para um undrafted.

 

 

P.J. Washington, Charlotte Hornets

A much-needed All-Star break awaits PJ Washington and the Hornets rookie is  eager for a mental, physical reset – The Athletic

O forward de Charlotte foi realmente uma surpresa nessa temporada para mim. Num time que tinha tudo para dar errado e era amplamente considerado o pior da liga, a equipe e ele podem até ser considerados overachievers na temporada (mesmo o time não tendo sido bom, foi melhor que o esperado).

P.J. surpreendeu com sua versatilidade como um jogador de 6’8 muito longo com um arremesso confiável, na verdade foi o 8º rookie com mais bolas de 3 feitas na temporada (86), o que é impressionante já que esse número já é mais do que o dobro de toda a sua carreira em Kentucky (38). Ele também mostrou uma grande melhora na defesa durante a temporada, ainda permanece inconsistente, mas já é possível notar um bom desenvolvimento desde a sua entrada na liga.

Sua produtividade foi alta, com 12.2 pontos, 5.4 rebotes, 2.1 assistências, 0.9 roubos e 0.8 tocos, e veio acompanhada de eficiência, o que num time ruim como são os Hornets poderia ser um problema, foram 46% FG e 37% 3PT, o lance livre foi uma área mais fraca com 65%, que na verdade é um problema desde o college.

  

Coby White, Chicago Bulls 

Coby White and Zach LaVine combine for 65 points as Bulls take down Wizards  | Chicago Bulls

 Coby foi uma das escolha complicada. Assim como muitos outros jogadores do Bulls, ele teve muitos altos e baixos, e no fim, os altos dele foram tão altos que o fizeram entrar no time para mim. Em meio a um caótico time comandado por Jim Boylen, o ex-armador de North Carolina teve que lutar muito para conseguir ter sucesso, num time naturalmente cheio de lineups mal estruturadas e sem sentido, muitas vezes White foi colocado em situações ruins, sem nenhuma facilitador em quadra e peças como Zach Lavine que não se encaixam bem com seu jogo, e isso pode explicar parcialmente sua ineficiência de apenas 39% nos arremessos quadra, tendo que criar basicamente todos os seus arremessos por conta própria e com o time sendo disfuncional como é, tendo que forçar muitas bolas.

Mas seu valor como scorer vindo do banco e sendo um dos poucos jogadores que podem criar no drible e que trazem o mínimo de criação coletiva, o armador foi o 4º jogador do time com mais assistências com 2.7 p/ jogo.

Mas ainda não entrei no seu principal ponto: Scoring.

Houveram muitas fases ruins durante a temporada, e inconsistência pode até ser considerada “normal” para jogadores tão jovens, e como eu disse, os pontos altos é que fazem ele estar aqui. Nos últimos 9 jogos antes da paralisação da liga por conta da pandemia do Covid-19, Coby White estava tendo médias absurdas de 26.1 pontos, 4.4 assistências, 4.2 rebotes e 0.9 roubos, arremessando 48% FG, 42% 3PT e 90% da linha de lance livre, basicamente dando 3 vitórias ao time de Chicago durante essa sequência, e bem no último jogo deixando Boylen sem nenhuma opção a não ser dá-lo seu primeiro start da carreira na vitória contra os Cavaliers. E quem sabe? Se não houvesse a interrupção da temporada, ele poderia ter feito até uma late run para o 1º time.

Suas médias para a temporada foram de 13.2 Pts, 3.5 Reb, 2.7 Ast, 0.8 Stl, 39% FG, 35% 3PT, 79% FT . Ele foi Top 3 entre os rookies com mais pontos totais na temporada (859) e o rookie com mais cestas de 3 na temporada (133).

 

 

Rui Hachimura, Washington Wizards

Rui Hachimura's Hometown Newspaper Took Out a Full-Page Ad in the  Washington Post | Washingtonian (DC)

Esta foi com certeza a escolha mais difícil, a 5ª vaga do 2º time. Isso porque existem muitas opções, RJ Barrett, Michael Porter Jr, Matisse Thybulle etc. mas optei por Rui por uma soma de protagonismo, impacto e produtividade.

Com 13.4 pontos e 6 rebotes, o japonês foi o 3º maior cestinha do time e 2º maior reboteiro do time da capital americana.

Ele se mostrou muito habilidoso como um slasher e operando no nível intermediário, assim trazendo grande parte do seu valor, inclusive foram do garrafão e do mid-range que vieram 74.2% dos seus pontos, quase ¾. Ele ainda não pode ser considerado um 3 level scorer pois o 3º nível falta para ele, arremessando apenas 27% do perímetro em um volume limitado, o que é a sua grande falha ofensiva hoje. Mesmo assim ele ainda teve um Offensive Rating Top 5 entre os novatos de 109.5, e um Offensive Win Share de 1.3.

A defesa é o motivo pelo qual ele não é um lock para um dos times, ele teve o pior Defensive Rating entre todos os primeiro anistas (que jogaram pelo menos 10 jogos), com 117.6. E você pode justificar esse fato pelo time dos Wizards ter uma defesa absolutamente terrível, mas a verdade é que Hachimura foi um dos motivos pelos quais a defesa de Washington foi como foi, na verdade, o time era ainda pior defensivamente com ele em quadra, sofrendo 3.8 pontos p/ 100 posses a mais com ele jogando.

 

 

Menções Honrosas:

RJ Barrett (Knicks), Matisse Thybulle (76ers), Luguentz Dort (Thunder), Michael Porter Jr, (Nuggets), Cam Reddish (Hawks), De’Andre Hunter (Hawks), Darius Garland (Cavaliers).

 

 

 

 

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