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Power Ranking – Temporada de 2020 da WNBA

Falta muito pouco para a ação na “Bolha” da WNBA começar. No dia 25 de julho, as equipes, que estão concentradas na IMG Academy, em Bradenton, no estado da Flórida, entram em quadra para uma temporada icônica, em meio a uma pandemia global e disputas sociais nos Estados Unidos.

Devido às turbulências ao redor do retorno aos esportes, algumas atletas decidiram por não atuar este ano e outras foram liberadas por questões de saúde. No total, a WNBA perde 16 nomes que estariam em quadra caso o cenário fosse diferente. Tudo isso faz com que alguns times que poderiam ser favoritos não estejam tão no topo de uma disputa pelo título.

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Esse é o caso, por exemplo, do Washington Mystics (atual campeão) e Connecticut Sun (atual vice-campeão). Ambas as franquias perderam nomes essenciais para os jogos. Por outro lado, equipes que tiveram certa dificuldade em 2019 agora estão com seus elencos completos, além de contar com novas contratações que potencializaram suas chances, como o Seattle Storm e o Phoenix Mercury.

O Power Ranking abaixo foi realizado tendo em mente todas as alterações que aconteceram na offseason e números do ano anterior, além de escolhas do draft e valor individual de atletas. Confira abaixo:

#1 – Seattle Storm

Se em 2019, sem Sue Bird e Breanna Stewart, o Seattle Storm conseguiu chegar até a segunda rodada dos playoffs, imagina com o time completo, enfrentando franquias que estão desfalcadas. A única ausência será a do técnico Dan Hughes, que teve liberação médica, e apesar de seu know-how ser imbatível, o interino Gary Kloppenburg, junto à assistente técnica Noelle Quinn, são nomes de qualidade e vão ao encontro do talento em quadra.

#2 – Phoenix Mercury

Com um Big Three composto por Diana Taurasi, Brittney Griner e Skylar Diggins-Smith, não tem como discutir que o Phoenix Mercury entra com chances de título, principalmente tendo como suporte Bria Hartley e Brianna Turner. Jessica Breland (fora por questões médicas) certamente vai fazer falta, o que coloca o time abaixo do Seattle Storm na disputa pelo título.

#3 – Los Angeles Sparks

Derek Fisher tem um baita de um time em suas mãos, com Candace Parker, Nneka Ogwumike, Seimone Augustus e Chelsea Gray. O time, porém, perde a bi-campeã Kristi Toliver na armação, que decidiu ficar de fora da temporada por motivos pessoais. Também pesa bastante a ausência de Chiney Ogwumike, por questões médicas.

#4 – Chicago Sky

Com apenas Jantel Lavener de fora, devido a uma lesão, o Chicago Sky tem tudo para se manter no topo e avançar para os playoffs novamente, chegando ainda mais longe. Courtney Vandersloot e Allie Quigley estão saudáveis e são nomes que garantem sucesso. Stefanie Dolson, Azurá Stevens, Sydney Colson, Cheyenne Park e Gabby Williams também trazem peso para o elenco comandado pelo talentosíssimo James Wade.

#5 – Minnesota Lynx

O grande Minnesota Lynx segue sem Maya Moore, que optou novamente por não jogar a temporada da WNBA por motivos pessoais, e ainda perdeu Seimone Augustus para o Los Angeles Sparks. Dos grandes nomes do reinado de títulos, resta apenas Sylvia Fowles. Porém, seu suporte não é nem um pouco fraco. A nova geração do Lynx conta com a brasileira Damiris Dantas, Napheesa Collier (Rookie of the Year, 2019) e Rachel Banham. Ainda por cima,  Shenise Johnson e Karima Christmas-Kelly são grandes suportes que podem ajudar Cheryl Reeves levar seu elenco a mais um playoff.

#6 – New York Liberty

O hype sobre Sabrina Ionescu, primeira escolha do draft de 2020 e um dos maiores nomes do basquete universitário, pode levantar dúvidas quanto à posição do New York Liberty neste power ranking. Porém, quando observado por completo, o elenco tem sete, de um total de 12 jogadoras, como novatas. A atleta mais experiente é Layshia Clarendon (sete anos de experiência). Asia Durr e Rebecca Allen optaram por não jogar essa temporada e são nomes que fazem enorme diferença nesse elenco.

Imagem: Amber Matsumoto / Yahoo Sports

#7 – Connecticut Sun

Como o vice-campeão pode, de maneira tão repentina, sequer estar entre os que devem alcançar uma vaga nos playoffs? Apenas cinco jogadoras que estavam naquele elenco vão jogar esse ano. Jonquel Jones optou por ficar de fora da temporada e Natasha Hiedeman testou positivo para COVID-19. DeWanna Bonner foi uma das contratações da pré-temporada, porém não vai ter muito suporte dentro de quadra, e Briann January, que também chegou esse ano, não pode sair de sua casa, no Arizona, devido à pandemia. 

#8 – Las Vegas Aces

A equipe comandada por Bill Laimbeer sofreu duas grandes perdas: Liz Cambage, que optou por não jogar essa temporada devido à pandemia, e Kelsey Plum, que passou por uma cirurgia no tornozelo nos últimos meses. É importante ressaltar a aquisição de Angel McCoughtry, super veterana que atuou no Atlanta Dream até 2018 e pode elevar o jogo do Aces, além de Danielle Robinson, que estava com o Minnesota Lynx e é sempre um elemento surpresa. Las Vegas ainda tem Kayla McBride, A’ja Wilson, Dearica Hamby e Alex Bentley, mas são muitos os ajustes e adaptações que devem ser feitos.

Imagem: Winsidr

#9 – Washington Mystics

O atual campeão da WNBA foi o que mais perdeu jogadoras para o começo dessa temporada. Natasha Cloud (motivos pessoais) e LaToya Sanders (saúde) optaram por não atuar em 2020, enquanto Tina Charles recebeu licença médica. O time ainda teve o caso complicado de Elena Delle Donne que, mesmo com o sistema imunológico permanentemente comprometido devido à doença crônica de Lyme, não recebeu autorização do corpo médico da liga e teve seu salário ameaçado caso escolhesse não atuar. Mike Thibault e a franquia apoiaram sua decisão e vão prosseguir com seu pagamento, mas a MVP não vai para a Flórida. Apesar dos ajustes feitos por Thibault, o Washington Mystics está longe de ser a força que foi em 2019 e os nomes que podem fazer a diferença em quadra dão Leilani Mitchell, Essence Carson e Aerial Powers.

#10 – Indiana Fever

O Indiana Fever passa por tempos difíceis. A franquia, que não vê muito sucesso desde os tempos de Tamika Catchings vem passando por reformulações e hoje conta com três jogadoras que são a força do time: Candice Dupree, Natalie Anchonwa e Erica Wheeler. Com exceção de Dupree, nenhuma atleta no elenco tem mais de cinco anos de experiência na liga, o que faz grande diferença quando se tem pelo caminho potentes Seattle Storm, Phoenix Mercury e Los Angeles Sparks, por exemplo.

#11 – Dallas Wings

O técnico Brian Agler tem em suas mãos um grande projeto que pode ter resultados incríveis no futuro, mas no momento ainda é muito cedo para sonhar com os playoffs. Alguns nomes que saltam aos olhos são Moriah Jefferson, Astou Ndour e Katie Lou Samuelson.

#12 – Atlanta Dream

Não diferente da temporada passada, as chances de o Atlanta Dream atingir sucesso são mínimas. Suas principais jogadoras, Tiffany Hayes e Renee Montgomerry optaram por não atuar este ano. Apesar de Glory Johnson, Courtney Williams e Elizabeth Williams serem relevantes, ainda não é o suficiente para competir de maneira equilibrada.

E você? Concorda com esse Power Ranking ou tem sugestões?

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Roberta Rodrigues Ver tudo

Jornalista especializada em basquete feminino.

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