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Oscar da Silva fala sobre Draft da NBA, FIBA, basquete universitário e bioquímica

Um dos nomes que se destacaram nos últimos anos em campeonatos da FIBA e também do basquete universitário, foi o do ala-pivô Oscar da Silva. O jogador nascido em Munique e filho do ex-pugilista baiano Valdemar, é um dos prospectos que vem chamando de scouts americanos.

Vale lembrar que Oscar tinha o interesse de defender o Brasil, mas os alemães não abriram mão dele e explicaram ter um plano de carreira do jogador para seu aproveitamento nas seleções sub-21.

Com a resposta negativa alemã, a família de Oscar também preferiu não estremecer relações com os europeus, que aproveitam o jogador na base e onde ele foi bem recebido desde as categorias inferiores.

Sempre bom ressaltar, que o regulamento da Federação Internacional de Basquete diz que o atleta decide sua nacionalidade ao defender uma seleção depois de completar os 17 anos.

Pela seleção alemã, Oscar jogou a Copa do Mundo sub-19 e teve médias de 10.3 pontos, 4 rebotes e 2 assistências por jogo.

Veja alguns lances do Oscar na competição:

Conhecido por ser um jogador que sabe usar a sua força fisica para pontuar perto da cesta e por possuir um bom QI para ler defesas adversárias, Oscar vem também se destacando pela Universidade de Stanford no basquete universitário. Na última temporada, ele teve médias de 15.7 pontos, 6.4 rebotes e 1.5 assistências em 31 jogos pela universidade. Com esses números, o ala-pivô terminou 2020 tendo a sua melhor fase pelo basquete universitário.

Além de ser um ótimo jogador, Oscar também se destaca fora das quadras. O alemão fala seis idiomas fluentes (inglês, alemão, português, espanhol, francês e língua latina) e está se formando em bioquímica.

Para falarmos um pouco sobre a sua história no basquete e também fora dele, o Blog do Souza teve a oportunidade de entrevistar o atleta recentemente e você confere o papo completo a seguir.

Blog do Souza – Fale para as pessoas que ainda não te conhecem, quando seu amor pelo basquete começou?

Oscar da Silva – Meu amor pelo jogo sempre esteve lá. Descobri o basquete aos 8 anos e fiquei com ele porque me trouxe muita alegria.

Blog – Você fez todo o trabalho de base na Alemanha. Qual foi a maior diferença que você sentiu na quadra quando chegou aos Estados Unidos?

Oscar – Demorei um pouco para me adaptar ao basquete nos EUA, porque a intensidade com que as pessoas jogam na faculdade é inacreditável. Todo treino, todo jogo é tão intenso que leva um tempo para o corpo e a mente se ajustarem. Jogar contra jogadores mais velhos que eram mais fortes que eu não era um problema, porque eu costumava jogar contra adultos em casa.

Blog – A propósito, de qual jogador de basquete você é fã?

Oscar – Eu amo KD. Seu jogo é tão suave e eficiente que o torna divertido de assistir. Além disso, acho que posso ter habilidades semelhantes porque temos corpos semelhantes.

Blog – Desde 2016, você joga para a seleção de Alemanha nos campeonatos da FIBA. Na sua opinião, qual é a importância de competir nesses campeonatos pela evolução de um atleta da sua idade?

Oscar – Jogar pela seleção nacional é ótimo por pelo menos duas razões: por um lado, você pode competir contra jogadores de alto nível da sua idade de diferentes países, para poder comparar e avaliar o quão bom você é em relação a essa competição. Segundo, dá a jovens jogadores uma grande exposição. Eu não acho que eu teria uma bolsa de estudos em Stanford sem jogar pela seleção.

Blog – Na última temporada em Stanford, você teve suas melhores médias na universidade. Portanto, surge uma pergunta importante: você vai para o Draft do próximo ano? Pergunto pois a pandemia não deve permitir que você jogue como veterano na universidade na temporada 20-21.

Oscar – Estamos otimistas de que a temporada do próximo ano será disputada de uma maneira ou de outra, para que eu possa voltar para o meu último ano. O ano passado foi um bom ano para mim, mas acho que ainda tenho algumas coisas a melhorar que podem me ajudar a ser draftado em uma pick mais alta, por exemplo, as bolas de três pontos.

Além disso, eu ainda vou me formar e como podemos ver agora, esportes nem sempre vão estar lá para que você possa pagar as contas. Ainda assim, definitivamente farei um esforço para ir a NBA quando for a hora certa.

Blog – Vi aqui que você estuda bioquímca em Stanford e que, em abril de 2019, apresentou um resumo de seu estudo de células-tronco em uma conferência médica em Baltimore. Como surgiu essa paixão pelo curso? Você pensa em seguir essa carreira?

Oscar – Eu gosto de química desde o ensino médio, então decidi me formar em bioquímica. Fazendo um trabalho no laboratório em Stanford ajudou a crescer essa paixão e eu espero que eu possa até obter um mestrado ou talvez um PhD em algum momento quando eu parar de jogar. Também estou interessado pela área de produtos farmacêuticos e biotecnológicos, já pensando em um futuro.

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Felipe Souza Ver tudo

Sou o criador do site HSBasketballBR, Blog do Souza e fui co-criador do Live College BR. Fui o primeiro brasileiro a escrever sobre high school para um site americano, o D1Vision. Trabalhei para a Liga Super Basketball como repórter e assessor de imprensa. Também escrevi para os blogs como Jumper Brasil e TimeOut Brasil, tive textos publicados pelo Bala Na Cesta. Trabalho de Scout nas horas vagas e acredito que o estudo diário do basquete, me faz um profissional melhor.

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