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Preconceito, assédio e machismo: os absurdos que as mulheres que trabalham ou praticam esporte no Brasil sofrem

Cerca de nove em cada dez homens e mulheres em todo o mundo têm algum tipo de preconceito contra as mulheres, de acordo com novas descobertas publicadas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Segundo pesquisa realizada pela jornalista Renata Cardoso Nassar, em seu trabalho de conclusão de curso (TCC) “O assédio no jornalismo esportivo: o cotidiano das jornalistas e o machismo praticado pela imprensa”, 96,55% das profissionais entrevistadas afirmam que o preconceito é uma realidade entre as mulheres que atuam na área. Do total, 86,65% contam já terem sofrido preconceito em algum momento da carreira, sendo o assédio o principal tipo de constrangimento (38,46%).

Esses são alguns dados que nos mostram o quanto boa parte das mulheres sofrem todos os dias algum tipo de assédio ou preconceito. E na maioria da vezes quem comete esse ato nojento, somos nós homens.

Não quero aqui falar como as mulheres se sentem ou o que elas pensam, esse não é o intuito. Não posso me atrever a me colocar no lugar de fala delas, mas eu posso usar relatos reais para que eu e você possamos perceber o quão errado são esses atos. Nós homens, precisamos evoluir como pessoa e ser mais humanos.

Para que possamos entender o quão ruim são essas situações, eu pedi para que as mulheres enviassem relatos de assédio ou preconceito que elas sofreram. Muitas confiaram em mim e dividiram as suas histórias. Espero que cada história que você leia a seguir, possa fazer você parar e pensar como podemos melhorar e fazer um mundo melhor.

Antes de divulgar os relatos completos feitos pelas vitimas, vale lembrar que os nomes não serão revelados.

Vamos lá!

1. “Aqui é lugar de homem e seu short chama atenção dos homens”

“O que mais acontece comigo é assédio em estádio. A mais absurda de todas foi um jogo de Maracanã lotado, eu sou flamenguista doente e frequentadora assídua dos jogos do Flamengo. Estava subindo as escadas do setor norte (estava de short) e 3 caras passaram a mão em mim, quando virei pra peitar um deles, ele disse: “primeiro que seu lugar nem é aqui, mas já que tá aqui se veste decentemente por que aqui é lugar de homem e seu short chama atenção dos homens” Não consegui assistir o resto do jogo, fui embora me sentindo muito mal e muito humilhada.”

2. “Ele veio tentar me beijar”

“Em 2017, num dos primeiros jogos do Botafogo na libertadores no estádio Nilton Santos o jogo estava 0x0 e um garoto do nada parou do meu lado e falou que se o Botafogo fizesse um gol iria me beijar. Não o respondi e tentei me afastar. Minha mãe estava do meu lado e trocou de lugar comigo. O Botafogo fez gol e de fato ele veio tentar me beijar. Eu e minha mãe o empurramos, ele aparentava estar bêbado, insistiu um pouco que alguns amigos meus vieram tentar tirá-lo dali, mas quem o tirou foram os amigos dele.”

3. “A torcida proferiu ofensas pesadíssimas a esposa e filha do árbitro”

“Aqui na cidade onde eu moro, o futsal é MUITO forte e a torcida é predominantemente composta por homens. Ambiente extremamente machista e sexista. Além de a torcida masculina estar sempre muito bêbada, falando muito palavrão, jogando bebida nos outros etc, sempre faltam com respeito com mulheres que estão levantando/sentando em seus lugares. Aqui aconteceu um episódio que embora não tenha sido comigo, me incomodou profundamente. A torcida descobriu o nome da esposa e da filha de um árbitro durante um jogo de futsal e passaram a proferir ofensas pesadíssimas a elas. Tenho certeza que eu não fui a única a ficar incomodada com isso.”

4. “Não passa pela cabeça do homem o desconforto de estar presente com uma pessoa que te olha como carne”

“Tinha um cara que estava me incomodando de forma incisiva pedindo fotos. Nós compartilhávamos grupos de WhatsApp de NFL e NBA. Mulheres em geral passam por isso, pra você ver que nós temos alguma paciência com ocorridos (o que não é certo pois não é questão de ter paciência com assédio mas enfim) a partir disso, depois de perder a minha paciência com esse tipo de comportamento eu saí de grupos onde ele estava e apenas em um, que eu era ADM, o removi.

Acontece, que pra minha surpresa, outros homens não gostaram. Então, mesmo a contra gosto de me expor a todos com a situação, eu contei tudo e toda a persistência do cara no meu pé me assediando e pedindo fotos. E mesmo assim não me apoiaram, o fato para eles é que eu teria que ter me resolvido com o assediador e mantido no grupo de forma saudável.

Isso mesmo, saudável! Saudável eu não sei pra quem, mas nunca saudável para a assediada, não passa pela cabeça do homem o desconforto de estar presente com uma pessoa que te faz mal e te olha como carne. Homem sempre protege o comportamento assediador do outro homem, pois é mais fácil normalizar o comportamento que pra eles é confortável e irresponsável.

É sempre mais confortável ser irresponsável. Essas coisas sempre nos mostram que no machismo do dia a dia nós não lutamos contra um inimigo, quem dera, nós lutamos contra uma estrutura enraizada mesmo, onde todos reproduzem o desconforto no outro. E que homens não querem parar pra reavaliar o próprio comportamento e o comportamento que endossam ao seu redor.”

5. “Não é a primeira vez que uma árbitra é assediada”

“Acompanhando a jogada eu ouvi uns “olha como vai/ olha como quica/que maravilha”. Eu não associei até trocarem os lados e achar estranho ele elogiar as jogadas do adversário.

Num pedido de tempo fiz um comentário, alto, sobre assédio e daí até o fim do jogo não ouvi mais nada.

Num esporte dado como predominantemente masculino, é a primeira vez que eu comento isso com um homem mas não é a primeira vez que uma árbitra é assediada.”

6. “Começaram a me taxar de maria macho”

“Eu jogo basquete desde os meus 11 anos, o primeiro contato que eu tive com o esporte foi na escola (que tinha o basquete como atividade extracurricular). E eu me lembro que a partir do momento em que as pessoas da minha sala (principalmente os meninos) descobriram que eu comecei a treinar, começaram a me taxar de maria macho, a me perguntar o porquê de eu estar treinando um esporte tão masculino e se eu comecei a praticar o mesmo só pra impressionar algum garoto do colégio que também jogava basquete. Essa foi a primeira noção de preconceito fora das quadras que tive.

Quando eu saí daquela minha escola onde comecei o meu contato com o basquete, fui atrás de novos espaços pra treinar e praticar o esporte que eu tanto gosto, os mais acessíveis pra mim foram os parques públicos. Sempre que eu encontrava uma quadra vazia e começava a treinar os fundamentos, algum homem chegava (muitas vezes sem nem me cumprimentar) e começava a ditar os meus erros. Logo em seguida dizia a forma “certa” de fazer determinado fundamento, com uma frequência absurda e com grosseria. Quando eu encontrava quadras já ocupadas majoritariamente por homens e pedia pra jogar, na maioria das vezes, eu era aceita no jogo com uma certa relutância e desdém, mas o cenário mudava quando eu chegava em quadra com algum amigo homem ou se algum conhecido meu estivesse em quadra jogando. Sou uma jogadora informal, que joga apenas por prazer e apreço pelo basquete.

Essas situações me fez perceber que mulheres que chegavam em quadra com uniforme de alguma federação eram recebidas com menos relutância, ou seja, nós precisamos literalmente mostrar que sabemos jogar sob um olhar superficial pra conseguirmos pegar na bola durante os primeiros minutos de jogo, ao meu ver pelo menos.”

7. “Me chamavam de burra, de incompetente, que aquilo não era pra mulher”

“Vou te falar uma situação que me marcou bastante. Eu estava em um campeonato universitário (eu era a única mulher arbitrando nesse campeonato) e durante um jogo de semifinal, faltando poucos segundos meu companheiro marca uma falta que foi bem aceita. Logo em seguida eu marquei a mesma falta, de um outro lado e ali o jogo acabou pra mim. Todos os jogadores de um time vieram pra cima de mim correndo, os que estavam em quadra e os que estavam no banco, e eles me xingavam de todos os nomes possíveis. Me chamavam de burra, de incompetente, que aquilo não era pra mulher. Enfim, eu não pude terminar o jogo e a partir daquele dia, o time pediu para eu não apitar mais os jogos deles.”

8. “O rapaz me disse que só poderia usar as imagens se eu mostrasse meus seios para ele”

“Na época de foca (jornalista recém-formado), estava produzindo um documentário sobre artistas de rua. Tinha conversado com um rapaz e perguntado se poderia usar as gravações dele, então me disse para falar com quem tinha filmado, assim o fiz. Mandei mensagem solicitando autorização de uso, com indicação de quem fez. O rapaz demorou dois dias, porém quando me respondeu me disse que só poderia usar as imagens se eu mostrasse meus seios para ele.

Outra situação foi em uma gravação próxima a um estádio de futebol. Estava gravando e do nada um rapaz me deu um beijo na bochecha, aquilo me desestabilizou.

Mas, creio que o que me doeu mais, foi quando trabalhava com programação e nas reuniões em grupo eu falava minhas ideias, indicações de soluções e me ignoravam, porém quando se tinha reunião com a equipe completa, o líder da minha equipe apresentava minhas soluções como se fossem dele. Eu não tinha voz. E quando algum dos homens resolvia me ajudar com alguma programação sempre fazia piada dizendo que no final do expediente eu deveria pagar a ajuda com uma bebida.”

9. “Começou a tirar algumas fotos minhas, sem consentimento”

“Vou mencionar um comportamento machista que aconteceu comigo, quando estava exercendo meu trabalho, como qualquer outra pessoa presente em quadra. Escolhi esse pra mostrar que muitas das vezes o homem não tem a noção que está tendo um comportamento extremamente machista, – e que terá que se reeducar e aprender com “os erros”, mas isso já é um outro ponto para abordar.

Estava fazendo a cobertura de um jogo, quando um fotógrafo começou a tirar algumas fotos minhas, sem consentimento. Ele chegou a mostrar as fotos, dizendo olha que legal, ficaram boas. Mesmo ele me mostrando, eu parei pra pensar o porque ele tirou fotos minhas e não tirou de um homem que também faz parte da equipe? Se a intenção dele era registar um momento de trabalho?

Parece soar “frescura”, aliás palavra muito usada para abafar o machismo, mas se eu fiquei desconfortável, não foi legal. Isso que tem que ser refletido por homens. Não, isso não é legal.

A luta das mulheres é gigante e continuará, historicamente já conquistamos muita coisa, mas ainda falta. Que sejamos fortes e que os homens nos tratem com respeito em primeiro lugar.”

10. “Na hora eu pensei em que momento eu teria dado essa liberdade, que invasão era essa?”

“Um tempo atrás, rolou um caso que me deixou muito mal e ainda mexe comigo, que aconteceu com esse jornalista. Eu comecei a mexer mais no Linkedin, até porque eu estou indo pro quinto semestre e daqui a pouco tem o estágio e eu quero trabalhar essa questão do networking. Então, eu mandei contato para muitas pessoas da área esportiva e do jornalismo.
Uma dessas pessoas em que eu tentei a conexão e aceitou veio me parabenizar por ter feito um ano numa área e eu aceitei o parabéns. Fiquei grata pelo reconhecimento e nisso, acredito que a pessoa tenha entrado no meu perfil e visto que eu era de Mogi.
A partir desse momento ele puxou uma conversa e disse que tinha amigos em Mogi. Respondi que achei legal e conforme vi o perfil dele, vi que era narrador do NBB pela DAZN. Falei que esperava que ele tivesse a oportunidade de vir para Mogi, para narrar um jogo, que o clima era gostoso e que a torcida estava sempre junto com o time. Então, ele disse: “espero que eu tenha a oportunidade de ir para Mogi pra te conhecer e sair com você.”
Após isso, eu não respondi mais porque acho que a conversa tinha perdido todo o sentido. Ele mandou mensagem novamente pedindo o número do meu whatsapp, porque ele falou que seria melhor para conversar, onde ele estaria mais a vontade. Ignorei novamente até que, cerca de três dias depois, recebi uma mensagem no próprio whatsapp, desse mesmo cara. Ele disse: “espero que você não se incomode, eu peguei o seu número e acho que é melhor pra gente conversar por aqui.”
Na hora eu pensei em que momento eu teria dado essa liberdade, que invasão era essa? Até porque eu tinha mandado uma solicitação no Linkedin para ele, e não era porque eu tinha sido educada ou conversado com ele, que eu tinha dado a liberdade para esse tipo de atitude. Falei para ele que o meu contato com ele, a minha conexão era simplesmente profissional, por network. Ele disse que era exatamente por isso, com várias risadas por mensagem.”

11. “Ele me mandou um direct com um vídeo dele se masturbando”

“Isso me deixou muito mal também na questão do Instagram porque, conforme eu ia muito aos jogos, postava muitos stories. Uma pessoa sempre reagia, até que uma vez ele me mandou um direct com um vídeo dele se masturbando. Abri enquanto estava no trabalho e denunciei na hora. Me senti muito mal com isso. Eu gostar de esporte, ir aos jogos é como se eu tivesse uma plaquinha em mim e nas minhas redes sociais, escrita “estou disponível”. É isso que eu sinto, que eu sou fácil, que estou disponível. É horrível, de verdade. Porque da mesma forma que eles gostam de esporte, ser mulher não me torna diferente dos homens. A gente não pede muito, somente respeito e igualdade, só isso.”

12. Um cara que trabalha no meio esportivo e vê uma mulher dessa forma? Como objeto?

“Eu estava no segundo semestre da faculdade de jornalismo e o projeto do semestre era realizar uma revista impressa. O meu grupo escolheu falar sobre esportes. Cada um levantou essa pauta, fomos atrás de fontes e de pessoas que pudessem enriquecer nossa matéria.
Lembro que dois meninos do meu grupo iam fazer um raio-x da Copa América de 1989 comparada com a Copa América de 2019, e não estavam conseguindo ter contato com nenhum jornalista que pudesse contribuir com seus comentários, sua análise das competições. Conforme não conseguiam ninguém, falei que ia ajudar-los. Tentei e consegui contato com um jornalista, repórter e narrador esportivo.
Intermediei toda a conversa, mandei mensagem, entrei em contato até que ele me passou o whatsapp e eu expliquei todo o trabalho para ele e tudo o que estávamos pensando em abordar. Em todo o momento da conversa, ele sempre me chamava de “nega”, “flor”, “princesa”. Fui levando isso, pensando que talvez fosse da pessoa empregar esses termos, e fui relevando. Passei para os meninos, falando que tal jornalista iria ajudar-los, e ainda marquei uma data para eles se encontrarem. Ele perguntou se poderia ser em um bar em Tatuapé.
Falei então que iria repassar para os meninos e se eles aceitassem, eu confirmaria. Os meninos aceitaram, ainda mais porque caiu em um dia que não tínhamos aula, era EAD. Nesse dia eu tinha um jogo de basquete para ir e decidi não ir com os meninos até porque não era a minha matéria. Disse então que os meninos iriam encontrar-lo nesse bar e que iria passar o contato deles. Ele perguntou: “mas você não vai?”. Disse que não, que era uma matéria dos meninos.
Ele falou então que tinha aceitado a matéria por minha causa. Agradeci por ter aceitado, mas a matéria não era minha, os meninos que estavam com ela, que sabiam do conteúdo e tudo que tinha que ser abordado. Sua resposta foi: “eu posso atender seus colegas, mas eu esperava que você viesse”. Fiquei em silêncio até que ele mandou um áudio, onde ele continuava com os termos empregados anteriormente. Disse então que, já que eu não iria encontrar-lo nesse dia com os meus amigos, falou sobre a existência de um jogo em outra data, de futebol feminino.
Meses atrás, eu já tinha encontrado esse jornalista em um jogo em Mogi, um jogo entre Santos e Corinthians, pelo campeonato paulista, em que ele narrava e a Milene Domingues estava como comentarista. Após o fim do jogo, estava com dois amigos e a esperei descer, porque queria conversar com ela, por ser uma atleta que eu gosto, além de acompanhar a modalidade, e conforme esse jornalista estava junto, eu o cumprimentei, por mais que meu interesse fosse com ela. Tirei uma foto com ela e coloquei no meu story do Instagram, e ela fez o mesmo. Através disso, ele me seguiu e eu segui de volta, por uma questão de network, e foi até mesmo pelo Instagram que eu entrei em contato, perguntando se ele poderia me ajudar.
Ele sempre falou de uma forma que sinalizasse que tínhamos intimidade, por mais que não tivéssemos. Ele falou então sobre esse jogo de futebol feminino e disse que a Milene estaria lá. Disse então: “Porque você não me encontra e eu te levo. Você pode conhecer as jogadoras e depois podemos ir para outro lugar, para conversarmos de forma mais íntima.” A partir dali, eu simplesmente parei. Lembrei que estava na sala e meus olhos começaram a encher de lágrimas.
Comecei a ficar sem ar porque a conversa estava indo para outro sentido. Em nenhum momento eu entrei em contato com ele com essas intenções. Era somente para ajudar os meus amigos, para desenvolver o projeto. Ele estava levando para outro lado, querendo me comprar por questão de jogo, querendo que eu conhecesse outras pessoas, inclusive as jogadoras. Tinham outras intenções ali, não era somente me ajudar. Lembro que sai da sala e os meninos vieram atrás de mim, e eu tinha deixado meu celular em cima da mesa. Eles pegaram, viram e vieram me dar o maior apoio do mundo. Falaram para eu esquecer esse cara, e reforçaram a ideia de se encontrar com ele. Disse que não, porque não valeria a pena. Falei somente para ignorar.
Eu me senti muito mal. Um cara que trabalha no meio esportivo, narra jogos femininos, faz reportagem sobre futebol feminino e vê uma mulher dessa forma? Como objeto? Querer trocas dessa forma, ainda mais sendo pai de duas meninas. Lembro que na época, que não íamos fazer mais nada com ele, após eu ter bloqueado e apagado a mensagem, ele foi e me mandou mensagem no Instagram, onde eu apaguei também. Tinha até um integrante do meu grupo que tinha faltado e, mesmo após termos explicado tudo, ele não acreditava em mim. Falou que não tinha como um cara como ele, que já estava na área, sujar-se dessa forma.
Os meninos mais tarde encontraram com um repórter da Band, que os ajudou. Comentaram na hora sobre a dificuldade de encontrar outra pessoa para ajudar e disseram sobre não ter dado certo com esse jornalista. Contaram sobre como o intermédio falhou e disseram sobre ter acontecido um conflito. Ele perguntou o nome do jornalista e quando eles falaram, esse repórter da Band falou que até já imaginava o por que.
Eu me arrependo muito, porque com essa mensagem que eu tinha, seria capaz de impedir que outras pessoas passassem por isso. Porque com o que esse jornalista da Band falou, talvez eu não tinha sido a primeira e nem a última. Em nenhum momento era a minha intenção. Eu só queria que ele nos ajudasse. Pensar que outras mulheres passaram por coisa pior e anda passam é horrível, porque você acaba se sentindo culpada. Você acha que fez alguma coisa errada, mas você não fez.”

Agora que você leu todos esses relatos, espero que você tenha imaginado como é ruim uma mulher passar por essas situações. Imagina se fosse a sua mãe, irmã ou filha? Como você se comportaria?

Sei que não vou acabar com o preconceito, assédio ou machismo no Brasil. Porém, se pelo menos esse texto fizer que um de vocês se conscientizem mais e sejam mais críticos quando virem essas situações acontecerem no dia a dia, eu já fico feliz!

Então, compartilhe esse post e faça mais pessoas conhecerem essas histórias.

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Sou o criador do site HSBasketballBR, Blog do Souza e fui co-criador do Live College BR. Fui o primeiro brasileiro a escrever sobre high school para um site americano, o D1Vision. Trabalhei para a Liga Super Basketball como repórter e assessor de imprensa. Também escrevi para os blogs como Jumper Brasil e TimeOut Brasil, tive textos publicados pelo Bala Na Cesta. Trabalho de Scout nas horas vagas e acredito que o estudo diário do basquete, me faz um profissional melhor.

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