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Power Ranking da WNBA (Parte 1)

Com o anúncio de Cathy Engelbert (Ex-Deloitte) como a primeira comissária da WNBA, Adam Silver apontava quase que exclusivamente para uma direção: os negócios. Dado a experiência de Engelbert no ramo, a expectativa está principalmente sobre a renovação das relações econômicas da liga. E ela começou muito bem.

Principalmente com a chegada da nova CBA (Collective Bargaining Agreement) impactando significantemente o que foi uma das offseasons mais movimentadas da história da WNBA. Com essas mudanças e por causa do Draft, diversas equipes se reforçaram para a nova temporada.

A seguir vamos mostrar alguns times que melhoraram o seu elenco e vão chegar na nova temporada mirando cada vez mais alto:

1. Washington Mystics

Adições: Leilani Mitchell (Phoenix), Tina Charles (New York), Sug Sutton (36a pick) e Jayln Agnew (24a pick)

Saídas: Kristi Toliver.

Quando anunciaram a saída de Kristi Toliver para o Los Angeles Sparks, todos se espantaram. Mystics teria cacife o suficiente para permanecer inalterado e ainda sim estar brigando novamente nas cabeças com alguma margem de vantagem sobre as adversárias. Há poucas jogadoras que espaçam tão bem a quadra e consigam criar tão bem a partir disso. Apesar disso, a pedida era mais alta que o Mystics poderia suportar e engessaria a folha salarial da equipe. De qualquer maneira, Leilani Mitchell supre as lacunas deixadas por Toliver e Tina Charles só acrescenta mais poder de fogo a uma equipe ofensivamente histórica. É o basquete “positionless” em prática que promete trazer minutos de desespero para qualquer defesa. Vale observar Kiara Leslie, que perdeu a temporada de novata devido a uma lesão, mas era uma scorer promissora. Dito isso, acho que o Mystics é o front-runner com vantagem.

2. Connecticut Sun

Adições: DeWanna Bonner (Phoenix), Brian January (Phoenix) e Kaleena Mosqueda-Lewis (Seattle), Kaila Charles (23a pick) e Juicy Landrum (35a pick)

Saídas: Courtney Williams (Atlanta), Rachel Banham (Minnesota), Layshia Clarendon (New York), Shekinna Stricklen (Atlanta) e Morgan Tuck (Seattle).

 Independente das posições, eu realmente acredito que os embates serão mais difíceis. Essa free-agency sob a nova CBA foi histórica e que a liga de modo geral tenha dispersado mais seu talento e criado narrativas muito interessantes. Entretanto, o Sun não pode ser descartado tão facilmente dessa corrida. Foi difícil ranquear o Sun baseado em sua free agency. Perderam duas jogadoras fundamentais. Qualquer fã que se preze da equipe lamenta as saídas de Williams e Stricklen. Kaleena Mosqueda-Lewis é a versão dietética de Stricklen. Jogo muito semelhante, mas não a vejo cumprindo a função de stretch-five tão bem quanto. DeWanna Bonner é uma das maiores superestrelas ofensivas da liga – independente de sua idade – e preenche mais do que o necessário a lacuna deixada por Williams na pontuação. De modo geral, pouco melhoraram em relação ao último ano dado as perdas, contudo, ainda acho que estão a frente das demais equipes, não tão quanto no último ano, dado a melhora geral, mas ainda um pouquinho a frente.

3. Los Angeles Sparks

Adições: Seimone Augustus (Minnesota), Kristi Toliver (Washington), Brittney Sykes (Atlanta), Marie Gulich (Atlanta) e Beatrice Mompremier (20a pick)

Saídas: Kalani Brown (Dallas), Alana Beard (Aposentada), Alexis Jones (Dispensada) e Marine Mabrey (Dallas).

Talvez queiram a minha cabeça por essa colocação. Mas quando eu disse “um pouquinho a frente” eu realmente quis dizer o que disse.

 O Sparks perdeu de 3-0 para o Sun nos últimos playoffs com a margem média de 19 pontos. Sendo sincero, até as alocaria mais baixo não fosse algumas das adições da offseason. Candace Parker prejudicou muito a equipe devido a uma lesão na coxa que a afastou de 12 partida e em sua volta não atuou bem o suficiente para evitar a tragédia. Obviamente apenas Chelsea Gray, as gêmeas Ogwumike e Candace Parker recuperada são suficientes para fazer um barulho imenso. Toliver ajuda a aliviar a pressão da armação de Chelsea Gray, mas, eu citaria principalmente a adição de Brittney Sykes, Seimone Augustus e Marie Gulich. Quanto a produção, não são nomes impressionantes – e provavelmente o Sparks não teria muita dificuldade em obter um recorde semelhante ao último caso não as tivessem -, todavia, adicionam muita profundidade ao plantel que já possui Vadeeva, Chiney, TRP e Riquna Williams. Talvez definitivamente o Sparks mereceria o 2o lugar. De fato agora Derek Fisher tem ótimas opções para suprir as deficiências que resultaram no 3-0 contra o Sun, basta saber se renderão na prática.

4. Seattle Storm

Adições: Morgan Tuck (Connecticut, Kitija Laksa (11a pick) e Joyner Holmes (19a pick).

Saídas: Kaleena Mosqueda-Lewis (Connecticut)

Obs: O Storm ainda terá os direitos da letoniana Laksa e talvez ela faça parte da equipe em uma das próximas duas temporadas.

Tudo começa a ficar mais difícil a partir daqui. Talvez você esteja sentindo falta de alguns nomes, mas prometo que te decepcionarei em breve quanto a eles. O Seattle Storm foi pouco comentado durante esse período de offseason e free agency. Justamente por que não fizeram muito. E de fato elas não precisam. Sem Taurasi, Sue Bird e (por algum tempo) e Stewart, todo fã de basquete feminino esperava uma temporada bem amena do Storm e Mercury enquanto chorava de cócoras no escuro do quarto. E é aí que ao menos o fã do Storm teve pelo que se alegrar.

“Mas elas foram eliminadas no 2o round dos playoffs.”

Isso é verdade. Mas também é verdade que Natasha Howard, Jordin Canada e Mercedes Russell tornaram-se jogadoras que até então não eram. Howard aprimorou muito seu jogo ofensivo, Canada mostrou ser uma das melhores guards defensivas da liga e Mercedes Russell surgiu simplesmente do nada. Alysha Clark e Samantha Whitcomb permaneceram na equipe, peças fundamentais de títulos passados. Isso combinado a Sue Bird e Breanna Stewart saudáveis deve ser mais do que o suficiente para ameaçar qualquer adversária.

5. Phoenix Mercury

Adições: Skylar Diggins-Smith (Dallas), Bria Hartley (New York), Jessica Breland (Atlanta), Nia Coffey (Atlanta), Te’a Cooper (18a pick) e Stella Johnson (29a pick)

Saídas: DeWanna Bonner (Connecticut), Brian January (Connecticut), Leilani Mitchell (Washington) e Camille Little (Aposentada).

Com Diana Taurasi lesionada até os últimos jogos da temporada de 2019 devido a problemas relacionado ao disco da coluna. DeWanna Bonner e Brittney Griner foram as únicas lembranças de épocas melhores que restaram ao torcedor. Agora, a perda de Bonner aparenta mais avassaladora quando não se tem certeza sobre como Taurasi atuará na próxima temporada. Mas seus últimos jogos após a recuperação não foram animadores.

Supondo que Taurasi esteja saudável para a próxima temporada – e que os Deuses permitam isso porque eu não consigo lidar com o contrário – eu não vejo o por que a equipe obter um recorde pior ou semelhante ao anterior. E caso acontecesse eu creditaria mais a melhora geral. Uma possibilidade real. Existem dúvidas sobre o encaixe de Skylar e Diana, mas eu não acho que sejam um problema grave. Mesmo perdendo Leilani Mitchell na free agency – o que provavelmente não havia solução dado que reassiná-la provavelmente não as permitiria assinar Skylar -, conseguiram acrescentar a equipe uma armadora razoável em Te’a Cooper e assinando a regular Bria Hartley para o backup. Coffey e Jessica Brealand também foram boas adições para compor a equipe. Entretanto, repito que as chances de competitividade do Mercury estão extremamente atreladas a como Taurasi voltará. Se bem, então Phoenix tem uma equipe ao menos competitiva para aproveitar os últimos anos de Diana.

6. Las Vegas Aces

Adições: Angel McCoughtry (Atlanta), Danielle Robinson (Minnesota), Sugar Rodgers(New York) e Lauren Manis (33a pick).

Saídas: Sdyney Colson (Chicago), Epiphanny Prince (Seattle) e Carolyn Swords (Aposentada).

Sei que pode causar estranheza a posição do Aces e que a possibilidade de que eu me arrependa de alocá-las aqui é muito grande. Mas tenho alguns argumentos que pesaram na minha avaliação e que caso sejam respondidos de maneira positiva a equipe provavelmente entraria fácil na terceira posição. Tenho ciência disso. Quais seriam os problemas que levam a esses questionamentos?

Primeiramente, a equipe contratou na offseason Angel McCoughtry, e isso é algo que qualquer equipe faria caso houvesse a oportunidade. Angel esteve entre as melhores da liga há pouco tempo, entretanto, tenho dúvidas se aos 33 anos ele conseguirá manter-se saudável depois de 2 anos perdidos por lesões no joelho e se a agilidade e velocidade estarão em dia para compensar o péssimo jogo off-ball. Se estiver saudável e a provável falta de agilidade não comprometer seu jogo de velocidade, o Aces que foi a 2a equipe com maior pace, com certeza conseguirá tirar proveito disso. Por fim, e quando Kelsey Plum, Robinson, Cambage, Aja Wilson e outras demandarem a bola? Ela e Robinson – outra adição da equipe – ainda que sejam muito talentosas prejudicam muito o espaçamento da equipe.

Acho que todos esses possíveis problemas podem não prejudicar a equipe a longo prazo. São tão talentosas quanto antes. Mas acredito que em quadra essa equipe tem algumas questões que demandaram tempo para serem resolvidas, e caso lesões aconteçam e esses problemas se perpetuem, o Aces pode ter um problemão.

Na segunda matéria, falaremos principalmente do por que acompanhar algumas equipes que mesmo não sendo contenders, podem protagonizar jogos interessantíssimos e possuir elencos muito promissores.

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