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Quem são as seis atletas coroadas MVP da LBF até hoje?

Suspensa após o surto do coronavírus, a temporada da Liga de Basquete Feminino teve apenas três partidas neste ano. Ainda sem prazo (nem certeza) para o retorno, a LBF já promoveu grandes momentos em suas nove edições e um dos momentos mais esperados é a escolha da melhor jogadora. 

Então, que tal relembrar quem foram as vencedoras do prêmio de MVP destes nove anos de LBF?

2010-11 – Ariadna Capiró (Santo André)

Ariadna Capiró
Foto: Celio Messias/Arquivo LBF

A primeira MVP da Liga de Basquete Feminino foi a cubana Ariadna Capiró Felipe, que já teve sua carreira abordada no blog. Aos 28 anos Ariadna atuou pelo Santo André, foi a cestinha da temporada da LBF (17.7 PPJ) e ainda ficou entre as dez melhores reboteiras da edição (6.4 RPJ) em 14 partidas.

Nos playoffs a cubana melhorou ainda mais sua produção. Em seis jogos ela teve 18.5 pontos e 7 rebotes por jogo, liderando o Santo André ao título da primeira edição da competição em vitória por 65 a 45 contra o Ourinhos.

2011-12 – Clarissa dos Santos (Americana)

Clarissa dos Santos
Foto: Divulgação

Aos 24 anos, Clarissa começava a despontar como uma das melhores pivôs brasileiras. Atuando pela equipe de Americana, Clarissa teve médias de 16.6 pontos e 10.8 rebotes, além de liderar a liga em eficiência pelo segundo ano consecutivo. A pivô comandou a campanha invicta de Americana e conquistou seu primeiro MVP.

Clarissa atuou em apenas cinco jogos nos playoffs e, apesar de uma queda considerável em seus números, foi importante para o título da equipe do interior paulista. Americana derrotou com facilidade a equipe de Araçatuba antes de ter uma série complicada contra o Santo André. Por fim, bateu Ourinhos em dois jogos para conquistar seu primeiro título da LBF.

2013 – Clarissa dos Santos (Americana)

A crise financeira da LBF fez com que a terceira edição ocorresse apenas em 2013. As equipes disputaram apenas seis jogos na temporada regular e Clarissa, novamente, teve destaque. A pivô teve médias bem inferiores ao ano anterior (8.7 pontos e 8.3 rebotes por jogo), mas brilhou nos playoffs pela equipe americanense e levantou seu segundo troféu de MVP.

Na pós-temporada as atuais campeãs venceram Ourinhos e Maranhão com facilidade, mas na final enfrentaram a boa equipe do Sport e perderam as duas partidas. Apesar disso, Clarissa teve médias de 17.9 pontos e 10.7 rebotes.

2013-14 – Ariadna Capiró (Americana)

Pelo terceiro ano consecutivo a equipe de Americana teve a MVP da LBF, mas em 2013-14 foi a vez de Ariadna conquistar o prêmio pela segunda vez. Em sua primeira temporada com a equipe a ala teve médias de 15 pontos, 4.3 rebotes e 2.21 roubos de bola por jogo. A cubana foi um dos grandes destaque da equipe que venceu 12 dos 14 jogos da temporada regular.

A segunda posição geral classificou Americana diretamente para a semifinal dos playoffs. O primeiro adversário foi o São José, que acabou derrotado em dois jogos. Na final a equipe derrotou o Sport por 2 a 0 e devolveu o resultado da temporada anterior. Ariadna teve 11.5 pontos e 5.5 rebotes na pós-temporada.

2014-15 – Clarissa dos Santos (Americana)

Após ver sua companheira ser MVP, Clarissa iniciou a temporada 2014-15 determinada a recuperar o posto de melhor jogadora da LBF. A pivô brasileira atuou em todos os 18 jogos (17 vitórias e 1 derrota) de Americana na competição e acumulou médias de 16.4 pontos, 11.3 rebotes e 2.39 roubos de bola por partida, além de incríveis 24.28 pontos de eficiência.

A equipe então derrotou Barretos e Maranhão com facilidade para chegar a 4ª final consecutiva na LBF. Dessa vez o adversário foi o América-PE, que conseguiu engrossar a série, mas acabou derrotado em dois jogos. Clarissa terminou os playoffs com 13.3 pontos e 11.4 rebotes por jogo, primordial para o bicampeonato americanense.

2015-16 – Iziane Marques (Sampaio Corrêa)

Iziane
Foto: Biaman/Prado

Com o recorde de pontos em um única partida da LBF (41), a ala Iziane já era um dos principais destaques ofensivos da liga. Em 2015-16 a veterana teve médias de 16.7 pontos, 4.1 rebotes além de 1.5 bolas de três convertidas por partida e conquistou o prêmio de MVP. A ala anotou 38 dos 68 pontos do Sampaio Corrêa na vitória maranhense sobre o Santo André.

O Sampaio Corrêa, liderado por Iziane, foi campeão desta edição ao derrotar o Corinthians/Americana por 3 a 1 e a ala foi o destaque da primeira conquista do basquete do Sampaio Corrêa.

2016-17 – Damiris (Corinthians)

Damiris
Foto: Divulgação

Hoje titular do Minnesota Lynx, da WNBA, Damiris brilhou na LBF defendendo o Corinthians/Americana. A ala-pivô foi MVP da temporada 2016-17, quando foi cestinha da liga com 21.2 pontos por partida. Ela ainda foi a 3ª melhor reboteira da edição e acumulou 21.96 pontos de eficiência, disparada a melhor da temporada.

Nos playoffs Damiris melhorou ainda mais sua produção com 23.8 pontos e 8.8 rebotes por partida, se destacando na conquista da equipe alvinegra. 

2018 – Ariadna Capiró/Meli Gretter (Campinas)

Meli Gretter
Foto: Fábio Leoni / Vera Cruz

A temporada 2018 foi a primeira da LBF a coroar duas atletas com o prêmio de MVP. Ariadna, pela 3ª vez foi eleita a melhor jogadora da temporada regular. Com médias de 18.2 pontos, 8.8 rebotes e 1.5 roubos de bola, Ariadna foi o grande destaque do Vera Cruz Campinas, que terminou a primeira fase invicta.

Já nos playoffs, a argentina Meli Gretter chamou a responsabilidade nas nove partidas realizadas pela equipe campineira. A armadora teve médias de 13.6 pontos, 6.2 rebotes e 4.9 assistências por partida, além de anotar 31 a 25 pontos nos últimos dois jogos da final, contra o Sampaio Corrêa, que garantiram o título para a equipe paulista e o MVP das finais para a argentina.

2019 – Raphaella Monteiro/Tainá Paixão (Sampaio Corrêa)

Raphaella Monteiro
Foto: Divulgação

Em sua 4ª temporada na LBF a ala Raphaella Monteiro conquistou o prêmio de MVP da temporada regular. Defendendo o Sampaio Corrêa, Raphaella teve médias de 11.6 pontos e 7.6 rebotes e ajudou a equipe maranhense a vencer 15 dos 18 jogos da fase classificatória

Na fase final, quando o “Bolívia” venceu todos os sete jogos disputados e se sagrou campeão da LBF e viu Tainá Paixão ser eleita MVP das Finais. A armadora teve médias de 13.3 e 2 assistências nos três jogos contra o Vera Cruz, incluindo 15 pontos no último jogo da série.

E em 2020?

Das seis atletas já coroadas com o prêmio de MVP na história da LBF, três seguem disputando a competição nacional – Ariadna Capiró, Meli Gretter e Raphaella Monteiro. Clarissa atualmente defende o Lyon, da França, enquanto Damiris segue na WNBA. Iziane deixou as quadras.

Caso a competição retorne após a pandemia do Covid-19, quem pode ser a nova MVP da Liga de Basquete Feminino? Teremos uma nova vencedora ou alguma das ex-campeãs conseguirá retomar o posto de melhor jogadora do basquete brasileiro.

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