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Zach Graham fala sobre a sua adaptação no Brasil, Flamengo e muito mais

O atleta norte americano Zachary Darnell Graham atualmente é o ala-armador do Flamengo e uma das principais peças do time montado pelo treinador Gustavo De Conti. Com o fim da fase regular do NBB devido ao covid-19, o time carioca terminou a fase de classificação em primeiro lugar, com uma campanha de 21 vitórias em 24 jogos, além de conseguir chegar na final da Champions League. Tendo o americano

Mas qual foi o caminho do Zach Graham antes de chegar no rubro-negro?

O ala armador de 31 anos, participou do Draft da NBA em 2011, no mesmo ano jogou no Reno Bighorns pela D-League.

Em 2012, chegou atuar no Air21 Express onde jogou nove jogos. No mesmo ano, Zach foi para o Soles de Mexicali, com média de 18.8 pontos e 3.2 rebotes, em 43 jogos.

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ACB

Antes de chegar no Brasil, o norte americano teve passagem em países como, Porto Rico, Espanha, Venezuela, Uruguai e Israel.

Em 2016, foi para o Guaros de Lara onde foi campeão do Intercontinental e MVP da final. No ano seguinte foi campeão da Liga das Américas e MVP.

Na temporada 2018/2019, chegou ao Brasil, atuando no Brasília, teve médias de 19.1 pontos, 3.7 rebotes e 1.9 de assistências, sendo o segundo cestinha da competição. Na mesma temporada, Zach participou do Jogo das Estrelas, no desafio dos três pontos, sendo autor de 12 pontos jogou também pelo NBB mundo.

Com a eliminação do Brasília ainda nas oitavas de finais, o atleta ficou livre no mercado e atuou no Aguada, do Uruguai, onde foi campeão do torneio nacional.

Zach retornou ao Brasil direto para o Flamengo, para a temporada 2019/2020, sua média de pontos até o momento é de 10.9 pontos, 2.3 rebotes, 1.3 assistências, 10.6 de eficiência.

Agora que você sabe um pouco sobre o ala-amador, eu tive a oportunidade de conversar com ele sobre como está sendo a sua experiência no Brasil e no Flamengo.

Confira a seguir.

Como surgiu a oportunidade de vir jogar no Brasil? Como foi a sua adaptação?

Depois de terminar a temporada em Israel e jogando em Porto Rico no verão de 2018, meu agente me falou que alguns times do Brasil estavam interessados em me contratar. Depois de conversar mais e mais com ele, nós dois decidimos que seria o Brasil na próxima temporada. A parte mais difícil pra mim foi a língua, eu sempre achei que os países da América do Sul falassem espanhol. Quando entrei no grupo do time, fiquei confuso quando vi as mensagens, só aí percebendo que era hora de aprender mais uma língua (risos). Tirando a parte de me ajustar a pegar Uber todos os dias, a vida foi tranquila, a organização de Brasília tinha ótimas pessoas, minha situação de acomodação era ótima e a comida boa. isso é tudo que preciso para me sentir confortável.”

Qual foi o momento mais importante da sua carreira?

Esta é a minha nona temporada, e foram tantos momentos que eu consigo lembrar e tantos que eu provavelmente esqueci que foram muito importantes no meu caminho. Devo dizer que a forma de pensar em geral que eu desenvolvi enquanto joguei minha primeira temporada na NBA G-League depois de ser liberado pelo Atlanta Hawks foi o momento mais importante da minha carreira. As coisas que aprendi naquela última temporada e chegar mais perto de Deus através de meus altos e baixos me preparou para tudo que veio depois e até agora.”

Como esta sendo a experiência de jogar no Flamengo?

Estou amando! Um dos clubes mais profissionais pelos quais já joguei. Sou cercado de caras ótimos todos os dias e nossos fãs são alguns dos mais encorajadores que já tive também. Temos grandes objetivos para esta temporada, apesar da pandemia, sem dúvidas não perdemos foco nenhum e esperamos cheios de vontade que a temporada volte para terminarmos o que começamos.”

Qual foi o jogo mais marcante pelo NBB para você?

“Todo jogo tem uma grande significância para mim, só de poder jogar cada partida e estar saudável é algo que sou grato. Vitórias e derrotas vêm todos os dias, mas se capaz de fazer o que amo é o mais importante. Jogar contra caras que eu respeito e caras que me incentivam a ser melhor às vezes somam ainda mais ao jogo individualmente. Para mim, toda vez que jogo contra o Fuller, é sempre um pouco mais pessoal. Inicialmente, nos conectamos fora da quadra por puro respeito pelo jogo do outro e nosso mindset sobre o basquete. Então jogar contra ele sempre me lembra das competições com os amigos com quem eu treino nos EUA. É divertido.”

Como é pra você jogar longe da sua família?

Sou muito próximo da minha família. Alguns dias são mais difíceis que outros. Felizmente, FaceTime e as mídias sociais nos mantêm conectados mais do que nunca nos dias de hoje, então não sinto tão longe de casa. Morar sozinho por dez meses no ano, milhares de milhas longe de casa em um país diferente vai ser difícil para todos em algum momento, acredito. Isso me fez uma pessoa mais responsável e apreciadora, entretanto.

Conte um pouco da experiência de ter participado do jogo das Estrelas.

“O Jogo das Estrelas foi muito divertido. O NBB fez um ótimo trabalho, foi um dos melhores finais de semana Allstar que eu já participei. Foi bom me conectar com todos os caras dos outros estados durante o fim de semana e compartilhar histórias. Espero que ainda tenha essa oportunidade novamente neste ano.”
 

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