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Jovens promessas e surpresas para a temporada de 2020 da WNBA (parte 2)

Neste segundo texto, vou continuar mostrando algumas das jogadoras que podem ser um fator crucial para a mudança de patamar de suas equipes, ou até mesmo ter evoluções inesperadas.

Confira!

Teaira McCowan (C) – Indiana Fever

10 pontos, 9 rebotes, 1.3 bloqueios e 51% FG em 22 minutos.

McCowan foi capaz de surtir impacto suficiente na equipe para justificar que a pivô seja o principal pilar da reconstrução da equipe, à procura de uma peça sobre a qual reconstruir desde 2016.

Teaira foi selecionada na 3a escolha, mas recebeu pouca atenção da mídia devido a sensação de Arike Ogunbowale e de Napheesa Collier. Suprindo uma posição de carência na equipe, a pivô começou a temporada com o pé direito e finalizou-a de maneira tão impressionante quanto começou. Sem holofotes, a pivô de 6’7 ft, impôs números dignos de respeito entre estrelas:

  • Segunda atleta com maior média e total de rebotes: respectivamente, 9.0 e 305. 25 atrás de Jonquel Jones, do Connecticut Sun.
  • Segunda atleta com mais rebotes ofensivos: 108 rebotes, apenas 5 atrás de Jonquel Jones.
  • Nona em bloqueios (44), 10a em bloqueios por jogo e líder em % de rebotes ofensivos/defensivos: respectivamente, 17.1% – a 2a colocada nesse quesito tinha apenas 13.5% – e 29.3%.

McCowan não somente é a coletora de rebotes ofensivos mais eficiente da WNBA, mas um pilar defensivo sobre o qual se construir, e uma pontuadora muito promissora na área pintada. Caso consiga repetir a atuação na área pintada mais regularmente semelhante ao seu desempenho na reta final da temporada passada, Teaira pode surpreender e ajudar a mudar o patamar de sua equipe.
Em suas últimas 10 partidas:

17 PPG, 11.1 REB (3.4 OFFREB), 1.2 BLKS e 0.5 STL.

Outros nomes: Jullie Allemand (PG), Bernadett Hatar (C) e Stephanie Mavunga (C).

Obs: Allemand e Mavunga já constituem a equipe e foram fundamentais para suas equipes na EuroLiga Feminina (Lyon e Montpellier), a ver se conseguem traduzir o bom desempenho para a WNBA. Hatar esta em contrato de training camp e pode não cômpor a equipe, mas é peça importante do Sopron Basket e 6’10 ft. Todas jovens.

Kiara Leslie (PG) – Washington Mystics

15.9 pontos, 2.8 assistências e 7.2 rebotes em 41% FG e 35% 3-PT. – College (18/19)

Kiara sequer chegou a estrear pelo Washington Mystics. Ela foi selecionado no Draft de 2019 na 10a escolha e sequer jogou a pré-temporada. A armadora atlética de 6’0 ft lesionou o menisco do joelho esquerdo faltando cerca de uma semana para a pré-temporada. 3-4 meses fora das quadras se prolongaram quando em outubro a atleta precisou passar por uma cirurgia para reparar o joelho direito e outros 3-4 meses foram adicionados para a sua recuperação.

Thibault, técnico do Mystics, deixou claro que não a selecionaram para as 10 ou 12 semanas seguintes a sua lesão, mas para 10 ou 12 anos, revelando a pretensão de contar com a armadora para as próximas temporadas. Entretanto, o bom desempenho de Ariel Atkins – outra boa candidata para “surpresa” da equipe – nos playoffs e a adição de Leilani Mitchell na offseason pesam contra bons minutos para a novata vinda de lesão.

Leslie foi uma jogadora muito promissora na época de sua escolha. Uma pontuadora proeminente, muito atlética, rápida e com bom histórico do perímetro. Era a principal personalidade de North Carolina State e alavancou sua equipe para a campanha de 28-6. Importante frisar o quão fruto de má sorte foi essa lesão, visto que a armadora não perdeu nenhum jogo na temporada regular de sua universidade.
Mike Thibault arquitetou uma das equipes mais poderosas da história. É difícil imaginar o quão melhor a equipe possa desempenhar, em especial no ataque. Porém, a adição de Leslie e a sua produção ofensiva viriam a calhar, em especial com eventuais adversárias em pós-temporada como o Los Angeles Sparks adicionando poder de fogo a sua segunda unidade.

Outros nomes: Ariel Atkins.

Katie Lou Samuelson (PF) – Dallas Wings

Sky (19) – 2.4 pontos, 0.9 rebotes e 31% FG em 7.7 minutos. College (18/19) – 18.5 pontos, 6.3 rebotes, 45% FG e 38% 3-PT.

Sem Skylar Diggins-Smith, Arike Ogunbowale definitivamente assume as rédeas da equipe. Soa óbvio que cercear Ogunbowale de talentos seja o próximo passo, entretanto, o Wings extrapolou o conceito e possui atualmente sob contrato 12 atletas (e 3 contratos de training camp, do qual podem participar apenas o total de 15) e terá 6 escolhas no próximo Draft, sendo 4 no 1o round. Dito isso, fica claro que haverão cortes no plantel, e independente de Samuelson estar, ou não, na lista de “dispensáveis”, uma temporada pautada por uma lesão na mão e um plano de carreira no mínimo esquisito, não podem obliterar da cabeça do fã de basquete a estrela que fora em UCONN.

Katie Lou Samuelson chegou no Chicago Sky brindada com um vídeo de Larry Bird, HoF do Celtics, jogador que a inspirou a usar a numeração 33. Infelizmente, a ala-pivô sequer possuiu um papel digno da atleta que fora homanegeada na noite do Draft (preterindo-a e não selecioanando Napheesa Collier, por exemplo). Entretanto, é fato que para Wade, Katie não se encaixava na linha do tempo da equipe, e o próprio pouco interesse possuía em encaixá-la. Desfazer-se dela não representaria nenhum impacto na rotação da equipe, visto que ela pouco jogou, seja pela pouca oportunidade, ou pela lesão na mão.

Independente da trajetória tortuosa na sua primeira temporada, não há demérito nisso, dado os poucos minutos e a rotação de sua ex-equipe congestionada. Katie Lou continua a ser a veterana de UCONN que sequer estreou na liga, e continua a desfrutar de um currículo invejável: arremessadora volumosa, eficiente e playmaker acima da média para sua posição.

Katie Lou é um ótimo encaixe para Ogunbowale, apesar disso, a rotação recheada de atletas na posição 4-5 e as muitas escolhas no próximo Draft podem traçar para Katie um destino diferente, seja em outra equipe, ou em outra posição, mas fato é que a estrela de UCONN provavelmente lembrará o fã de basquete da estrela que fora quando universitária.

Outras jóias escondidas em potencial:

Raisa Musina (SF) – Aces: Musina é amiga de longa data de Maria Vadeeva, ala-pivô do Sparks – e outro nome que estaria nessa lista não fosse o costumo de pouco aproveitar grandes talentos internacionais da WNBA – está sob contrato de training camp com o Las Vegas Aces. Ela chegou a ser escolhida no Draft de 2018 (mesmo de Vadeeva) no segundo round pelo Phoenix Mercury, entretanto, não estava no plantel final da equipe para a liga.

Musina e Vadeeva compuseram a equipe russa que ganhou a Copa do Mundo Sub-19 Feminina de Basquete em 2018, triunfando sobre os Estados Unidos, em que ambas combinaram para 59 pontos e o primeiro MVP duplo da competição. A atuação rendeu a ambas serem escolhidas no Draft, mas somente Vadeeva compôs o elenco para a temporada – que ainda batalha pelo seu espaço -.
Definitivamente, o Aces poderia beneficiar-se de uma das últimas melhores sensações européias do basquete junior.

Azura Stevens (PF/C) – Sky: O Sky cedeu Astou Ndour e Katie Lou Samuelson para o Wings, em trocas diferentes, rendendo uma escolha e Azura Stevens a equipe. Apesar disso, Stevens pode surpreender, visto que a lesão no pé durante a última temporada limitou-a a amostragem de apenas uma longa temporada pelo Wings, e se desfazer de Katie Lou não afeta em nada a rotação.

Azura Stevens caso saudável é uma ótima aposta para emular perfeitamente Astou Ndour e exceder as expectativas, trazendo mais altura, envergadura e eventualmente arremessos do perímetro. Wade deixa claro ao trazê-la que quer Stefanie Dolson mais adaptada a posição de stretch-five, no perímetro, distribuindo a bola e menos no garrafão, aonde ela definitivamente possui problemas para enfrentar adversárias mais físicas, como Liz Cambage, Elena Delle Donne e outras. Stevens chega para resolver esse problema.

A ver se a lesão no pé não comprometeu o potencial de Stevens, que não eleva o Sky como equipe, devido a saída de Ndour, mas caso esteja saudável e contribua, soa um bom encaixe com o estilo de jogo de Wade e não compromete.

Marina Mabrey (SG) – Wings: Uma shooter que foi para o Wings a preço de banana (uma escolha futura) para o Sparks. Ela não lida bem com a bola na mão, e é o que ela menos precisará ao lado de Ogunbowale. Se possuirminutos significantes e não for posta de escanteio, pode ser uma arremessadora eficiente para sua equipe.

Bria Hartley (PG) – Mercury: Hartley é uma armadora atlética, boa playmaker e no auge – ainda que discreto – de sua carreira aos 27 anos. Sem January, Hartley será muito bem-vinda como segundo armadora da equipe, sendo uma ótima adição e jogadora muito talentosa.

Nia Coffey (F) – Mercury: O Mercury acrescentou mais profundidade a sua rotação. Ótimas peças dispostas a contribuir agora. Coffey é a mais jovem dentre as aquisições da equipe, com apenas 24 anos e um ótimo potencial. A ala pode jogar em múltiplas posições, é uma coletora de rebotes acima da média para a posição e defensora consistente. Nia terá um papel mais discreto, vindo do banco, mas ajudará a equipe a esquivar de problemas quanto a rebotes, e futuramente pode demonstrar ser um grande acerto desenvolvendo-se como um perigo também no ataque.

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cainalimma91 Ver tudo

Chicago Bulls sei lá por quê. Defensor nato do Zach LaVine e apaixonado pela dupla "VanderQuigs".

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