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Mogi Basquete supera adversidades para continuar fazendo uma ótima campanha no NBB

Fundado em 1995 após um acordo entre a empresa de celulose Report (antiga patrocinadora do time de Suzano) e o Clube de Campo de Mogi das Cruzes, surge o Mogi das Cruzes Basquete. O time que atualmente é considerado um dos mais tradicionais do país, possui uma história de luta e grandes sucessos ao longo dos anos.

Para se ter uma ideia, um ano após sua fundação, a equipe mogiana comandada pelo treinador Cláudio Mortari (atual técnico do São Paulo) conquistou o seu primeiro Campeonato Paulista. No mesmo ano, o time ainda conquistou a 6ª posição no Campeonato Nacional de Basquete Masculino, vencido pelo Corinthians/Amway.

Em 1997, o time conseguiu chegar nas semifinais do campeonato nacional. Porém, acabou perdendo para o futuro campeão daquele ano, Cougar/Franca.

No Paulista de 1998, já como Mogi/Valtra Tratores, a equipe é vice-campeã perdendo a final para o Mackenzie/Microcamp/Barueri, de Oscar Schmidt e Paulinho Villas Boas (ex-Mogi). 

As temporadas que pareciam sofridas para o Jaguá nos últimos anos, estavam com os dias contados. Pois no dia 24 de novembro de 2012, a equipe mogiana acertou com a empresa Helbor para ser sua patrocinadora master.

O contrato durou oito anos e rendeu o primeiro título internacional de forma invicta, a Liga Sul-Americana. Porém, veio a notícia triste. No final da temporada 2018/19, a empresa decidiu não renovar o acordo com o clube devido à situação financeira vivida no país. Sem seu patrocinador, o Mogi chegou a perder 50% de sua renda e entrou na temporada 2019/20 rodeado de dúvidas.

Sem o dinheiro da Helbor, a equipe se viu obrigada a dispensar grande parte do seu elenco. Inclusive um de seus ídolos, Shamell Stallworth, que acabou fechando com o São Paulo. Além dele, Arthur Pecos foi para o Corinthians. Gui Deodato, arma do banco mogiano foi para o Minas Tênis Clube e JP Batista, um dos grandes destaques, acertou com o Le Mans Sarthe, da França, equipe que já havia defendido entre 2008 e 2014. Enzo Cafferata, José Carlos e Filipin também deixaram o Mogi, que passou a contar com diversos atletas das categorias de base.

Então, como foi e está sendo a restruturação do Mogi para essa temporada? Vamos lá, vou te mostrar!

Os substitutos

Do elenco que terminou em 3º no NBB 2018/19 apenas Lucas, João Pedro, Guilherme Lessa e Gruber permaneceram. O Mogi Basquete então, foi atrás de reforços. Sem o aporte financeiro da Helbor, a equipe mogiana se remontou com peças bem menos badaladas do basquete nacional, salvo a exceção de Fúlvio, veterano armador de 39 anos.

Foto: Antonio Penedo/Mogi das Cruzes Basquete

Além dele, a equipe promoveu o retorno do ala-pivô Fabrício, afastado da temporada anterior por doping. Alex Paranhos, pivô de 2,04m chegou para a vaga de Batista e Danilo Fuzaro retornou ao Brasil após duas temporadas na Espanha. O Mogi também investiu em dois jogadores do banco do rival Franca: Alexey e André Góes.

Lesões

Em um elenco completamente remontado o Mogi precisou encontrar um novo padrão de jogo. No início da temporada o recém-chegado Alexey assumiu o protagonismo da equipe ao lado de Gruber. Mesmo com pouco tempo para se entrosar os mogianos chegaram à semifinal do Campeonato Paulista.

O início do NBB foi impressionante, a equipe abriu a competição com quatro vitórias consecutivas, mas viu Alexey romper o menisco do joelho esquerdo e ficar afastado por longos quatro meses.

Foto: Antonio Penedo/Mogi Basquete

Os comandados de Guerrinha seguiram atuando acima das expectativas para se manter na parte de cima da tabela. Quando o retorno do armador se aproximava, Gruber rompeu o ligamento cruzado anterior e foi afastado do restante da temporada.

Veteranos assumem protagonismo

Sem contar com seus dois principais destaques da temporada, o técnico Guerrinha remontou a equipe, fechou o elenco e transformou cada jogo em uma superação. O veterano “Magic” Fúlvio assumiu protagonismo e manteve o alto rendimento mogiano no NBB. O armador de 39 anos tem sua melhor média de pontos desde a temporada 2009/10, além de converter 2.4 bolas de três pontos por jogo.

Quem também cresceu no momento decisivo foi André Góes. O ala faz sua melhor temporada na carreira, com suas maiores médias em pontos, rebotes e eficiência. Aos 32 anos, André elevou seu jogo e foi convocado pela primeira vez para o Jogo das Estrelas, evento que foi suspenso pela LNB por conta do surto de coronavírus. Apesar de todo o sucesso, André Goes faz questão de dar os créditos para seus companheiros.

Foto: Antônio Penedo/Mogi das Cruzes

Todos os anos que venho jogando me preparam para esse momento. Joguei em outras equipes, outras funções e outras maneiras de jogar. Inclusive aqui no Mogi eu não tinha esse destaque individual, mas com as lesões apareceu o meu momento. O grupo todo me apoia, então acho que é mérito do grupo“, comentou André Góes.

Guerrinha

Não é de hoje que Jorge Guerra, o Guerrinha, é um dos maiores treinadores do basquetebol brasileiro. Quatro vezes campeão paulista, campeão brasileiro e bi-campeão da Liga Sul-Americana (além de outros títulos), Guerrinha chegou ao Mogi em 2016, quando guiou a equipe à duas taças (Campeonato Paulista e Liga Sul-Americana).

Foto: Suelenn Ladessa/Mogi Basquete

Com três semifinais de NBB em quatro temporadas no Mogi, Guerrinha já deixou claro que não perdeu o jeito, mas os desafios encontrados na atual temporada fazem de seu trabalho ainda mais extraordinário.

A atual campanha do Mogi (16 vitórias e 10 derrotas) o colocam como um dos favoritos ao prêmio de melhor treinador do NBB e com certeza, faz com que a gente fique de olho até onde essa equipe pode chegar.

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Jornalista esportivo especializado em esportes americanos. Criador e editor do AC Sports Nation. Produtor de conteúdo para o Jumper Brasil, Torcedores.com, Primeira Descida e Blog do Souza.

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