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Voltando de lesão, Isaac Gonçalves fala sobre sua temporada no Pinheiros, relação com a torcida e muito mais

O Pinheiros que atualmente ocupa a 6ª posição no Novo Basquete Brasil (NBB), conta com o ala Isaac Gonçalves para poder continuar forte na briga pela melhor colocação no campeonato. O jogador de 29 anos com passagens pelas equipes de Limeira, Brasília, Franca e Bauru, até chegar na equipe do paulistana.

A sua maior passagem foi pelo time brasiliense, onde atuou por três temporadas. Sendo campeão Sul-americano pela equipe em 2013.

Isaac chegou no Pinheiros na temporada 2018/2019 para ser uma das peças fundamentais para a posição do time comandado pelo César Guidetti. Nesta atual temporada, ele sofreu uma lesão que o deixou afastado das quadras por alguns meses. Quando voltou recentemente, jogou apenas quatro jogos e têm médias de 8.1 pontos e 2.6 rebotes.

Para poder falar um pouco mais sobre a sua carreira, seleção e do atual momento do Pinheiros, recentemente eu conversei com o Isaac e você confere a entrevista a seguir.

Qual foi o seu melhor momento no basquete?

“Tive vários momentos bons no Basquete, mas em Brasília foi um grande momento para mim.”

Em Brasília você foi campeão Sul-americano, qual foi a sensação de ganhar esse título?

“Sensação de trabalho cumprido, por que trabalhamos para levantar aquele troféu. Com isso vem na memória tudo que construímos para chegarmos naquele momento.”

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Foto: Divulgação/ Brito Junior

Jogando em Jacareí (2011), você ganhou o prêmio de melhor jogador do campeonato paulista. Como foi sua passagem por lá e o que você carrega de experiência daquela época?

Na época da transição de juvenil (sub19) para adulto, não existia ainda a oportunidade de jogar uma LDB. Como fiz minha categoria de base em Limeira e na época o time retirou a equipe adulta, eu precisei escolher um time que eu tivesse oportunidade de jogar para amadurecer meu jogo. Então, Jacareí era a oportunidade perfeita. E por sinal, eles tinham uma boa estrutura.

Foi lá onde eu ganhei o prêmio de melhor jogador da A2 do paulista. Levamos Jacareí para a primeira divisão do campeonato depois de anos, consegui ir para seleção universitária e isso foi uma recompensa de muito trabalho. Além disso, também foi uma recompensa de uma boa decisão que eu tomei em escolher um lugar para jogar e eu falo até hoje com o técnico na época, Deco Barreto, sobre isso.”

Falando em experiência, como participar do Jogo das Estrelas?

Eu fui chamado para ir na época de LDB, quando ainda saltava (risos). Foi uma boa experiência. Na época, eu era muito introvertido. Hoje tenho a consciência que me divertiria mais, aproveitaria mais o momento.”

Conta um pouquinho da sua experiência vestindo a camisa da seleção

Experiência magnífica em poder estar entre os melhores da geração.”

Antes de jogar no Pinheiros, você passou por Bauru, que era bem próximo da sua família, você sente falta disso?

Foi um ano incrível perto da minha família. Nunca tive isso na carreira, oportunidade deles estarem na maioria dos jogos. Se eu disser que não sinto falta, estarei mentindo (risos). Minha família é uma benção, sinto falta sim.”

Você está voltando de lesão agora, como foi para você esse tempo longe das quadras?

Foram bem dolorosos e reflexivos. São nesses momentos que temos que ter a cabeça boa, para na hora certa voltar bem e fazer o que mais gostamos. Lesões faz parte da vida dos atletas.”

Você é um jogador muito querido pela torcida por onde passa, é nítido o carinho da torcida Pinheirense com você, como você sente com esse apoio? O que acha da cobertura de perfis de basquete, como o do Pinheiros Mil Grau, em jogos e o quanto isso é importante pra vocês jogadores?

Eu fico espantado com isso. Como disse, sempre fui muito introvertido. Apenas sou eu o tempo todo e as pessoas gostam de mim por quem eu sou. Algumas não gostam, mas nem Jesus agradou a todos (Risos)!! Espero continuar fazendo amigos por onde eu passar, por que o basquete passa, mas as amizades ficam.

Sabemos que o Pinheiros é rotulado como um “time sem torcida”. Mas quando eu cheguei aqui no Pinheiros e conheci o pessoal do mil grau, isso mostrou o contrário. Por mais que não seja uma grande torcida em números, os caras estão com a gente por onde vamos.

Teve um jogo do Flamengo no Rio, que apareceram 3 garotos torcendo pela gente no ginásio. No fim, fomos falar com eles. Os caras saíram do outro lado do Rio (comunidade não lembro o nome) e foram torcer pela gente por causa do mil grau!! Eu fiquei impressionado com isso. Nessa historia você já pode ter uma noção o que os caras representam para nós.”

 

Para finalizar, semana passada saiu uma matéria falando da possibilidade de não ter o Pinheiros no basquete. Vocês (jogadores) já sabiam disso? Como foi receber essa informação?

“Bom… todos nós no esporte sabemos que vivemos de temporada por temporada. Sempre existe a possibilidade de um time acabar, diminuir investimentos ou até mesmo aumentar.

Dessa vez pode acontecer com o Pinheiros e nós jogadores não temos muito controle sobre isso. Só temos controle em continuar levando o nome do clube o mais longe possível na competição.
Mas temos fé que algo aconteça para que isso não se torne realidade”

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