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A evolução de Gerson Santo pelo Rio Claro

O Rio Claro Basquete vem fazendo uma boa campanha nessa temporada do Novo Basquete Brasil (NBB). Atualmente na nona colocação, a equipe do interior de São Paulo disputou 25 partidas no campeonato e conquistou 12 vitórias. O destaque do time comandado por Fernando Penna é o pivô Gerson Santo, de 28 anos.

A temporada do Gerson pelo Rio Claro chama bastante atenção, principalmente pelo desempenho que o atleta vem tendo nessa temporada. Para entender melhor a evolução do pivô, apresento a seguir toda a trajetória do atleta que é marcada por altos e baixos em números, conquistas e decisões.

A carreira

Revelado pelo EC Pinheiros, ficou pouco tempo na equipe, apenas entre 2008 e 2010. O carioca não obteve sucesso nos juniores do time paulistano, e saiu em busca de novas oportunidades.

O pivô decidiu sair do Brasil para novos ares a sua carreira. Em 2010 disputou o Adidas Nationals, um camp de basquete realizado em Chicago, Illinois. No mesmo ano, assinou com o College Southern Idaho, local onde foi campeão nacional e ganhou oportunidades na elite universitária. No ano de 2012 as coisas começaram a dar certo e Gerson disputou a NCAA, primeira divisão do basquete universitário nos Estados Unidos, por uma faculdade conhecida, a Colorado State. Na primeira temporada teve médias de 2.2 pontos e 1.4 rebotes. Na segunda, aumentou seus números e terminou 2013/14 com 5.6 pontos e 4.1 rebotes.

Volta ao Novo Basquete Brasil

Após quatro anos nos Estados Unidos, resolveu voltar ao Brasil para disputar o NBB. O pivô assinou com o Mogi das Cruzes no segundo semestre de 2014. Em sua estreia, teve bons números e foi importante vindo do banco com 7.4 pontos e 5.7 rebotes. O carioca parecia ter iniciado seu processo de evolução, mas os anos seguintes foram decadentes. Em sua segunda temporada pelos mogianos anotou apenas 5.0 pontos em aproximadamente 15 minutos. No terceiro e último ano na equipe paulista, viu suas médias caírem novamente, dessa vez para 4.4 pontos. Gerson deixou o Mogi no final da temporada 2016/17. O jogador de 2,05m conquistou o Campeonato Paulista e a Liga Sul-Americana

Desafio na Argentina

O pivô estava se recuperando de uma lesão que havia sofrido em Mogi e escolheu fazer sua pré-temporada em território argentino, assinando com o Bahía Basket, equipe que disputava a primeira divisão nacional na época. O objetivo de Gerson era voltar ao Brasil, mas os planos mudaram e a Argentina era a nova casa do carioca.

Em duas temporadas na equipe argentina, Gerson novamente não conseguiu ter números diferentes dos anos anteriores. Em 2017/18 teve médias de 5.1 pontos e 4.1 rebotes e viu sua evolução estagnar mais uma vez. Na época seguinte, em 2018/19, o brasileiro foi importante na rotação do Bahia Basket, mas anotou apenas 5.2 pontos e 7.2 rebotes em apenas 12 jogos. O pivô se despediu de Bahia Blanca e decidiu voltar ao Brasil, dessa vez com bagagem e experiência.

A carreira do pivô foi de altos e baixos, mas todas as suas passagens ajudaram na sua evolução, que mesmo curta, ameaçava sempre ter um momento de explosão em que finalmente seria o que sempre esperaram dele, um “pivô cinco” dominante e com um chute eficiente. A principal mudança no estilo de Gerson veio no Bahia Basket, que forneceu a melhor estrutura para o crescimento do seu jogo.

Experiência na Liga Ouro

Após a experiência e a incerteza na Argentina, Gerson resolveu voltar para o Brasil e assinou com o Blumenau para disputar a Liga Ouro 2019, divisão de acesso ao NBB na época. O pivô foi contratado com um dos maiores tetos da equipe, sendo o principal jogador do time em muitas partidas. Gerson se tornou dominante no garrafão e foi um dos melhores da liga em sua posição. Ele havia finalmente ligado o botão mais importante de sua carreira e conseguiu um up imenso em relação a suas últimas temporadas. Pelo time catarinense, teve ótimos números, o rendimento esperado. Suas médias foram de 16.2 pontos e 9.5 rebotes, flertando com um duplo-duplo. O arremesso de média distancia se tornou o carro chefe do atleta, que conseguiu finalmente uma grande eficiência e regularidade na bola laranja.

O salto para o sucesso aos 28 anos

O Rio Claro havia feito uma campanha razoável na Liga Ouro 2019, mas garantiu acesso ao NBB 2019/20 comprando a franquia que pertencia ao Macaé. A equipe do interior paulista planejou montar uma equipe experiente e com calibre para brigar por vaga nos playoffs da competição. Gerson foi um dos principais reforços do leão.

O jogador de 2,05m não fez um bom início de NBB. Anotou apenas 7,8 pontos de média nos 7 primeiros jogos. Do oitavo jogo em diante, Gerson teve um crescimento absurdo e aumentou muito sua produção. O pivô anotou menos de 10 pontos em apenas 1 dos 18 jogos seguintes. Seus números na temporada são surpreendentes: 13,6 pontos e 6,3 rebotes em 28 minutos, sendo o líder da liga em bolas de 2 acertadas, com 6 por jogo. O aproveitamento nas bolas duplas é de incríveis 64,2%. Ele já anotou 4 duplos-duplos nessa temporada.

Gerson atingiu o auge da sua carreira aos 28 anos. O pivô se tornou dominante dentro do garrafão devido a seu porte físico, mas sua principal característica é o chute, que é um dos mais eficientes entre os jogadores de sua posição. O arremesso de média distância do jogador de Rio Claro é fatal. Em 25 jogos no NBB, ele teve menos de 50% de aproveitamento nos arremessos de dois pontos em apenas 3 ocasiões.

Estrela em ascensão

A evolução eminente do atleta foi coroada com algumas conquistas individuais ainda antes do fim da temporada. Gerson lidera o Rio Claro em pontos e rebotes e está bem perto de garantir a equipe paulista nos playoffs da liga. O pivô foi o décimo primeiro mais votado para o Jogo das Estrelas 2020. Entre os jogadores de sua posição, foi o segundo, desbancando nomes como Léo Demétrio, Lucas Mariano e Dikembe. O jogador foi selecionado pela primeira vez para representar o NBB Brasil no clássico contra o NBB Mundo no fim de semana das estrelas.

Ser selecionado para o Jogo das Estrelas só confirma que Gerson atingiu o teto esperado e se tornou um dos melhores jogadores da liga. Atlético, forte e técnico, o pivô viveu uma montanha russa durante a carreira e todas suas passagens foram fundamentais para se tornar o jogador que é hoje. O técnico do Rio Claro, Fernando Penna, foi bastante importante nesse avanço, dando minutos ao carioca e o acionando como um dos principais jogadores no ataque.

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