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Jovens promessas e surpresas para a temporada de 2020 da WNBA (parte 1)

O ano de 2020 tem sido um período de mudanças para a WNBA. Uma nova CBA (Collective Bargaining Agreement) foi festejada por ambas atletas e executivos da liga, atendendo ao principal anseio da comunidade de atletas: maior valorização salarial.

As mudanças significativas em aspectos contratuais traduziram-se rapidamente para uma pós-temporada tão agitada quanto jamais foi vista e recheada de trocas entre as principais estrelas da liga.

DeWanna Bonner (Phoenix), Skylar-Diggins Smith (Phoenix) e Courtney Williams (Atlanta) executaram as maiores mudanças até então, atraindo olhares ao redor da liga para suas equipes, enquanto outras preservaram-se e aguardam ansiosas o Draft. Contudo, há ainda algumas atletas talentosas que podem ser um fator crucial para a mudança de patamar de suas equipes, ou emergirem evoluções inesperadas.

Nesse primeiro texto, vou mostrar algumas dessas jogadoras:

Cecilia Zandalasini (PF) – Minnesota Lynx

A pós-temporada não foi a mais empolgante para a torcida de Minnesota, outra temporada longe da principal atleta do estado: Maya Moore. A saída de Seimone Augustus também foi uma apunhalada inesperada.

Porém, o Lynx possui  um trunfo sob a manga na posição de ala-pivô. Cecilia Zandalasini estará no Lynx, salvo uma tragédia, apesar de estar atualmente sob o contrato de training camp. Cecilia está disputando a EuroLiga Feminina com o Fenerbahçe, equipe turca e líder do Grupo B.

Aos 23 anos, Cecilia provou ser uma superestrela européia ofensiva, pautada pela eficiência (5a geral) e a efetividade do perímetro (40%), ela não aparenta ter medo de quaisquer arremesso que seja, sendo versátil, ball-handler boa para a posição e capaz de criar seu próprio arremesso, assemelhando-se muito a Emma Meesseeman, ala-pivô e estrela do Washington Mystics, campeãs da última temporada.

A WNBA não tem sido reconhecida nos últimos anos pela sua ampla utilização das jogadoras internacionais, mas depois de uma offseason sem nada que mude o patamar da equipe, e as rusgas no vestiário da relação com Seimone Augustus, apostar na adaptação de Cecilia aparenta ser uma decisão óbvia.

Gabby Williams (SF) – Chicago Sky

Temporada passada (WNBA): 5.6 pontos, 2.2 rebotes, 2.1 assistências em 41% FG e 16 minutos.
Temporada europeia (BLMA/Euroliga Feminina): 14.6 pontos, 5.8 rebotes, 2.4 assistências, 2.2 roubadas de bola e 46% FG em 30 minutos.

 

Gabby Williams pode ser uma das jogadoras extremamente afetadas pela chegada da veterana Sdney Colson, ex-Las Vegas Aces. Isso porque Gabby jogou originalmente durante sua carreira universitária como ala, sendo uma força defensiva e um perigo no contra-ataque rápido, mas a ausência de Jamierra por boa parte da última temporada tornou Gabby a 2a armadora da equipe, raramente jogando em sua posição de origem. Mas 3.8 desperdícios de bola (per 36) é um número que evidencia que o projeto não deu certo. Agora, em sua posição de ofício, vindo de uma temporada estrangeira em que atuou na posição e foi a principal responsável pelo ataque, mostra que pode ser algo mais que uma boa defensora.

Seu principal problema na última temporada foram os desperdícios de bola e a baixíssima eficiência ofensiva, mas resolvendo-se esse problema com a adaptação a sua posição de origem – apesar de ser incerto que somente isso resolverá o problema -, Chicago conseguiria uma alternativa a dependência de que Kahlea Cooper sempre seja extremamente produtiva vindo do banco e outra arma num arsenal com alto poder de fogo.

Obs: A própria Williams escreveu o seguinte tweet assim que a chegada de Colson foi anunciada:

Marine Johannès (SG) – New York Liberty

2020 será o ano em que os holofotes estarão iluminando Nova Iorque. O Liberty retorna ao Barclays Center, e Sabrina Ionescu está a apenas alguns dias de ouvir seu nome ser chamado na 1a escolha da equipe nova-iorquina. Marine Johannès possui diante de si o momento preciso para possua mais reconhecimento dentro da liga.

Johannès é uma shooting guard francesa, atleta de sua seleção e com ampla experiência européia aos 26 anos. Atualmente ela joga pelo Lyon, que avançou para as quartas-de-finais da Euroliga Feminina. Isso após uma temporada com apenas 18 minutos na rotação do Liberty, entretanto, a francesa demonstrou o suficiente para que sua renovação fosse encaminhada. Seja vindo do banco, ou assumindo a titularidade, Johannès demonstrou múltiplas vezes, no Liberty ou Lyon, que ela é capaz de ofertar uma produção regular de pontos vindo do banco, assumir a função de playmaker da equipe, ser eficiente como spot-up shooter e caso seja a situação, assumir as rédeas de um ataque nos minutos finais e dar os arremessos que mudam o decorrer da partida.

Marine é uma das jogadoras internacionais menos badaladas e mais divertidas da liga, seja pelo seu estilo de jogo moderno e rápido, ou pelos seus lances plásticos armando para as companheiras. A francesa é mais uma playmaker e arremessadora de alto calibre, e tudo está prestes a ficar melhor com a eventual seleção de Ionescu. Um papel mais relevante na equipe combina perfeitamente com a nova fase das nova-iorquinas.

Outros nomes: Han Xu, Kia Nurse (MVP da NWBL) e Amanda Zahui B.

Brittney Sykes (SF) – Los Angeles Sparks

Temporada passada (WNBA): 10.2 pontos, 4.4 rebotes, 2.5 assistências e 36% FG em 25.9 minutos.

 

A equipe angelina surpreendeu a todos no início do período de negociações ao fortalecer-se com Kristi Toliver, ex-membra da equipe (2010-2016). A ala Brittney Sykes e a pivô Marie Gülich chegam a equipe, vindas do Atlanta Dream em uma troca que levou a jovem pivô Kalani Brown para ser trabalhada por Nicki Collen.

Brittney Sykes foi uma das personalidades da temporada desastrosa em ambos os lados da quadra do Atlanta Dream. Uma temporada marcada para a ala pela ineficiência em uma equipe com pouco material humano para um ataque mais efetivo. De fato, o Sparks não precisa de “hidden gems” que surpreendam e alcem a equipe de patamar, mas a troca de cenário para Sykes – de titular para reserva em uma equipe recheada de talentos – com certeza é uma mudança que Michael Fischer espera surtir efeito nos 35% de aproveitamento da ala, que aos 26 anos precisa de um ponto de recomeço, e quem sabe não seja a redefinição de papéis que a potencialize e dê a rotação do Sparks mais poder de fogo do que já possui com a chegada de Toliver.

Outros nomes: Maria Vadeeva.

Kelsey Plum (SG) – Las Vegas Aces

 

Kelsey Plum provavelmente foi uma das jogadoras mais empolgantes da WNBA nos playoffs de 2019. Ela foi a segunda cestinha da equipe nos playoffs, com 15.2 pontos e 7.8 assistências em 52% de aproveitamento do perímetro. Bil Laimbeer redefiniu-a como armadora reserva da equipe, e foi sob este papel que que a combo guard desenvolveu-se em inúmeros momentos como a principal opção de arremesso nos momentos decisivos, ou simplesmente criando arremessos para suas companheiras.

Com Angel McCoughtry e Danielle Robinson no plantel, as deficiências no arremesso da equipe se agravam, e Kelsey Plum se destoa mais das companheiras como uma opção extremamente confiável do perímetro, em especial após os playoffs. Uma temporada regular equiparada ao que ela performou na pós-temporada passada será de extrema valia nas noites em que McCoughtry não conseguir contribuir, e especialmente na offseason de 2021, quando Cambage estará elegível ao supermax, caso acerte nessa temporada apenas um ano de contrato, impossibilitando a renovação de ambas Plum e Kayla McBride.

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cainalimma91 Ver tudo

Chicago Bulls sei lá por quê. Defensor nato do Zach LaVine e apaixonado pela dupla "VanderQuigs".

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