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A Jogada Que Te Marcou – Gustavo De Conti

Seja bem vindo ao terceiro texto da série, A Jogada Que Te Marcou. Nessa série eu converso com diversos técnicos do país e peço que eles tragam uma jogada que marcaram eles de alguma forma.

Por que normalmente os torcedores lembram de um título marcante, de uma equipe ou até mesmo de uma geração, mas poucos sabem qual foi a jogada desenhada que funcionou para que esses momentos viessem.

Para esse texto, eu tenho a honra de poder conhecer a jogada que marcou o treinador multicampeão Gustavo De Conti. Antes da gente saber qual a jogada que foi importante para ele, vamos conhecer um pouco mais do atual treinador do Flamengo.

Foto: Paula Reis / Flamengo

Natural do Rio de Janeiro, Gustavo começou a jogar basquete no colégio aos 7 anos. Ele teve passagens nas divisões de base do Corinthians, do Monte Líbano, do Ypiranga e Paulistano. Por este último encerrou a carreira de atleta com apenas 23 anos.

Quando ainda era jogador, De Conti iniciou treinou as divisões de base do Ypiranga e depois assumiu as divisões de base do Paulistano. Chegou à equipe principal, como auxiliar do José Neto em 2004.

No Paulistano, Gustavinho foi vice-campeão do NBB na temporada 2013–14 e campeão na temporada 2017–18. Além de conquistar o campeonato paulista em 2017.

Já no Flamengo, ele conquistou novamente o título do NBB na temporada 2018–19 e os títulos da Copa Super 8 e do Estadual no mesmo ano.

Além das conquistas coletivas, Gustavinho ganhou três vezes o prêmio de treinador do Ano: 2014, 2017 e 2018.

Com esse currículo e ainda colocando o rubro-negro como um dos principais favoritos ao título do NBB.

Agora que você já conhece um pouco mais sobre o Gustavinho, vamos ver qual a jogada que marcou ele.

Muito legal o Gustavo citar duas jogadas, uma que ele chegou a usar na base e outra no adulto. Entre essas duas, a que me chama mais a atenção é a jogada utilizada pela seleção Argentina.

Pois é mais conceitual do que um movimento marcado. Veja a seguir o desenho inicial dessa jogada.

O conceito de transição ofensiva usado pelos hermanos e muito bem aplicado pelo Sérgio Hernandez, mostra que normalmente vai ter alguém na linha do aro dentro do garrafão, dois nas extremidades e nunca essa jogada vai começar na linha do aro, justamente para ter cinco corredores. A foto abaixo explica bem essa ideia de corredor que estou falando.

Foto: Coach Marcelo Berro (Instagram)

Voltando para a jogada…

O armador (1) começa carregando essa bola lateralmente e em seguida, o 4 vem bloqueando direto para não dar tempo para a defesa encaixar e então o 1 usa o pick and roll como surpresa para pegar a defesa ainda desmontada. Vale destacar, que o 4 abre para um pick and pop.

Continuando, o 3 vai para o lado da bola se tornando um fake (isca) na intenção que tirem o passe nele e abra espaço para o 5 embaixo do aro. Se isso não acontecer, ele fica livre para o arremesso. Em paralelo a essa movimentação, o 2 bloqueia o 5 dentro do garrafão e é nesse momento que nasce a jogada.

Se tudo der errado e o armador não conseguir dar a bola em ninguém, ainda tem a opção de passar para o 2 que está subindo no lado oposto e que ainda pode usar um back pick no 2 para o 4. Tudo vai depender da reação da defesa e não na escolha dos homens da bola, é aí que está o grande segredo.

Quer saber um pouco mais sobre esse conceito, confira a aula que o Sérgio Hernandez deu em Santa Fé. Nessa palestra, ele explica muito bem a ideia de corredores e como fazer boas transições ofensivas.

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Felipe Souza Ver tudo

Sou o criador do site HSBasketballBR, Blog do Souza e fui co-criador do Live College BR. Fui o primeiro brasileiro a escrever sobre high school para um site americano, o D1Vision. Trabalhei para a Liga Super Basketball como repórter e assessor de imprensa. Também escrevi para os blogs como Jumper Brasil e TimeOut Brasil, tive textos publicados pelo Bala Na Cesta. Trabalho de Scout nas horas vagas e acredito que o estudo diário do basquete, me faz um profissional melhor.

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