WNBA

Damiris Dantas fala sobre a temporada na WNBA e relembra histórias marcantes

Foto: John Autey / Pioneer Press

A WNBA chegando na reta final e uma das jogadoras que vem chamando a atenção nesta temporada, é a brasileira Damiris Dantas.

A jogadora que começou no CFE Janeth Arcain, teve passagem pelo Clube Maristas Coruña (ESP), Divino/ COC/ Jundiaí, Celta de Vigo (ESP) e Americana, retorna aos Estados Unidos para mostrar que pode sim ser uma atleta de destaque no mais famoso campeonato de basquete feminino do mundo.

A ala que está na sua segunda passagem pelo time de Minnesota, ela foi draftada em 2012 pela equipe na 12º escolha, está com uma boa média de 9 pontos, 4.3 rebotes e 2.9 assistências por jogo nesta temporada.

Além dos bons números, Damiris está mostrando um ótimo repertório nas finalizações das jogadas.

Para poder falar um pouco mais sobre a sua ótima temporada e sua carreira, eu tive o prazer de conversar com a Damiris.

Confira o papo a seguir.

Felipe Souza – Conte para quem ainda não te conhece, da onde você vem e como você começou a jogar basquete?

Damiris Dantas – Nasci na Zona Leste de São Paulo e comecei a jogar na escola, mas antes do basquete, pratiquei outras modalidades. Até que, no final dos Jogos Escolares, uma amiga me passou mo contato do Instituto da Janeth Aracain em Santo André, onde fiz um teste. De 80 meninas, só eu passei pra ser federada. Foi aí que começou minha caminhada na modalidade.

Felipe – Poucos sabem, mas é a sua segunda passagem no Minnesota Lynx. Qual a maior diferença da primeira passagem por lá e agora?

Damiris – Acredito que agora estou mais madura, mais confiante, e com a noção da minha importância para o time. A Coach Reeve me deu uma super oportunidade nessa temporada, algo que não tinha acontecido nesses quatro anos de WNBA. Tenho aproveitado bastante.

Felipe – Quando eu converso com jornalistas americanos sobre você, sempre mencionam a Reeve. Quão importante é a Cheryl para você? E qual foi o maior ensinamento que ela passou e você levou para a sua vida?

Damiris – Uma técnica que sempre acreditou no meu potencial, desde quando me escolheu no draft. Tenho um carinho e uma admiração muito grande. Em 2014, quando fui trocada para o Atlanta Dream, não foi fácil. Ela foi até ao meu apartamento me dar uma notícia, nós choramos juntas e ela prometeu que eu voltaria. E aqui estou… Acho que o maior ensinamento foi de não desanimar e trabalhar duro.

Felipe – O Lynx essa temporada não tem Maya Moore e a Whalen, que foram fundamentais em títulos anteriores. Qual a sua expectativa para essa reta final temporada?

Damiris – Eu tive o prazer de jogar com a Maya e com a Whalen, e aprendi muito com elas. O Lynx nessa temporada veio com um time totalmente diferente, e nós sabíamos das dificuldades que encontraríamos. Tivemos muitas lesões também, mas conseguimos ganhar jogos importantes. Agora é manter o foco. As expectativas para o fim de temporada são as melhores. Espero conseguir dar continuidade no meu trabalho e ajudar o time.

Felipe – Você tem alguma história que te marcou com o time do Lynx? Por exemplo, a primeira vez que você viu de perto uma determinada jogadora que você era fã.

Damiris – Quando cheguei, tudo parecia um sonho. Tive a oportunidade de jogar no melhor time da WNBA, com as melhores jogadoras e grande estrutura. Todo mundo sempre me tratou muito bem e cuidou de mim. Algo que me deixou surpresa foi quando a Maya Moore bateu no meu apartamento com um lanche preparado para mãe dela. Era nova e não sabia cozinhar muito bem (risos), então, a Maya sempre me perguntava se eu tava me alimentando bem. Só que, cara, estamos falando da Maya Moore, simplesmente a melhor jogadora do mundo! Isso me marcou bastante. 

Felipe – Recentemente a seleção feminina foi campeã do Pan e você seria uma das convocadas, se não tivesse se machucado naquele momento. Você que defendeu diversas vezes a seleção, como você avalia esse título? É para se empolgar ou as meninas ainda precisam ter cautela?

Damiris – Eu acho que precisamos muito viver esse momento. A última vez que o Brasil foi campeão, eu não nera nem nascida. O grupo que jogou o Pan está de parabéns. Nas próximas competições, teremos obstáculos, mas esse título vai servir de motivação para o que vier pela frente. Assisti todos os jogos e vi muitas mudanças, uma filosofia nova. As meninas abraçaram a ideia e tenho certeza que muitas coisas boas estão por vir. Estou muito ansiosa para voltar a jogar pela seleção.

Felipe – Na sua opinião, o que o Brasil precisa fazer para que o basquete feminino evolua cada vez mais?

Damiris – Estamos evoluindo bastante. Acredito que padronizar o trabalho das categorias de base, investir em campeonatos internos e realizar mais intercâmbios fará com que nossa modalidade esteja num crescimento contínuo.

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