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Léo Costa assume o comando do Minas Tênis Clube e afirma: “Estamos pensando grande e mirando o topo”

A pré-temporada do NBB está bem movimentada fora das quadras e algumas contratações estão chamando a atenção do torcedor. Uma delas foi a contratação do treinador Léo Costa pelo Minas Tênis Clube. Ao aceitar este novo desafio profissional, o treinador deixa a equipe macaense após 13 anos.

O técnico Léo Costa disputou quatro temporadas com o Macaé Basquete no NBB. Foram 129 jogos, 40 vitórias e 89 derrotas. Aproveitamento de 31%.

Recentemente, eu pude conversar com ele sobre a sua passagem pelo Macaé, ida para o Minas e muito mais.

Confira a seguir a entrevista!

Felipe Souza – Como você avalia o seu trabalho no Macaé durante esses anos, até a sua saída?

Léo Costa – Foram 19 anos, 6 como atleta e 13 como treinador. Tenho muito orgulho de minha trajetória no basquete da cidade. Sempre fiz tudo com muito amor e dedicação e passando as vezes do meu limite para ver o projeto seguir em frente. Certamente Macaé marcou a minha história esportiva como o lugar de maior relevância em minha carreira até aqui. Foi lá que comecei minha atuação como treinador, fazendo a transição de atleta para técnico e pude ao longo dos anos, construir o meu estilo de dirigir. Tivemos momentos muito distintos nesse período, fases de pouquíssimo apoio e recurso, onde tivemos que nos reinventar a cada dia para manter as equipes de base e adulta em atividade.

Depois, um período de mais incentivo (ainda aquém das grandes equipes), mas que nos permitiu buscar a histórica classificação para o NBB em 2013 e varias temporadas emocionantes a partir daí. A perda de patrocínios nos fez novamente regressar a divisão de acesso, onde, com o mínimo de recurso, fizemos um excelente campeonato e mostramos mais uma vez sermos competitivos. Enfim, vejo um saldo final extremamente positivo, por 4 temporadas fomos a única equipe do interior do Estado do RJ na 1ª Divisao do Basquete Nacional, recebemos prêmios pelas nossas ações de responsabilidade social e nos tornamos a instituição esportiva de maior carisma e empatia com a população da cidade. Plantamos a semente do basquete no gosto do povo. Hoje é comum andar a noite pela cidade e ver “peladas” de basquete nas praças, com 20,30 pessoas jogando. Pra mim, esse é um claro sinal de que o basquete passou a fazer parte do cotidiano das pessoas, ou seja, os frutos destes anos de um trabalho sério, já estão sendo colhidos, agora é seguir regando.

Felipe – Pode nos contar como surgiu a oportunidade de treinar o Minas?

Léo Costa – Recebi um contato do Daniel Westin, dirigente do Minas, relatando o interesse de que eu fosse o treinador principal do Minas Tênis Clube no próximo NBB. Ele me explicou claramente as pretensões da equipe para esta temporada, o crescimento do projeto na busca de maior competitividade e as pretensões ambiciosas da instituição. O pensamento do Minas estava em total sinergia com os meus. Gostei muito do que foi falado e fiquei honrado pelo convite e confiança depositada em mim para estar à frente deste momento de transformação do basquete do Minas. Tinha recebido outros convites, ano passado e este ano, mas o projeto do Minas me chamou a atenção e tive a convicção de que era a hora de aceitar este novo desafio, por tudo que mencionei e por se tratar de uma instituição olímpica, diferenciada e com uma das melhores estruturas para se trabalhar no país.

Felipe – Você vai trabalhar com o Renan Gitiony mais uma vez, qual a importância dessa dupla está junta novamente?

Léo Costa – O Renan foi meu atleta na base e quando parou de jogar e passou a buscar seu caminho como treinador, trabalhou desde o início ao meu lado e depois do Pablo também. Teve algumas experiências fora em outras equipes, o que fez com que amadurecesse ainda mais. Trabalhamos juntos por mais de 6 temporadas entre , Copa Brasil, NBB e Liga Ouro. Ao longo destes anos se mostrou ser um profissional de extrema confiança e competência. Ele já sabe o formato que gosto de trabalhar, o que ajuda muito, e certamente será muito importante nesta temporada.

Estive no Minas, conhecendo melhor os departamentos e profissionais envolvidos no basquete e fiquei muito bem impressionado com o comprometimento e competência de todos. Bruno Porto (assistente técnico), Paulo Alberto (preparador físico), Silvanio Miranda (fisioterapeuta), Bruno Teobaldo (fisiologista) e todos dos demais departamentos vinculados a equipe, me dão total segurança de uma equipe multidisciplinar coesa e eficiente, que permitirá desenvolvermos os trabalhos com muita eficiência na temporada. Aliado a isso, temos todo apoio e suporte do Daniel Westin (dirigente) e do Alexandre Cunha (diretor) e demais gestores de esporte do Minas. Ou seja, toda estrutura necessária para fazermos desta temporada uma temporada de sucesso.

Felipe – No Minas você vai ter jogadores renomados no elenco e uma infraestrutura melhor, diferente das equipes do Macaé que você trabalhou. Como você se sente em trabalhar em um time “maior” e com mais pressão do que o time carioca?

Léo Costa – Vejo como algo extremamente positivo. Trabalhar com atletas e estrutura de alto nível, é o sonho de todo treinador. A pressão, faz parte da nossa profissão e se bem trabalhada, pode ser até positiva no processo da busca pela excelência continua. Ninguém jamais me cobrará pelo sucesso da equipe, mais do que eu mesmo, disso tenho certeza.

Felipe – O que você leva de experiência do Macaé para o time mineiro?

Léo Costa – Acredito que conseguimos instituir em Macaé uma identidade e um sistema de jogo próprio, no qual acredito muito. Com uma defesa agressiva, e leitura tática ofensiva, buscando explorar dentro do sistema, o que cada adversário oferece de oportunidades de maior vantagem. É isso que buscarei implementar na equipe do Minas.

Felipe – Você chegou a falar com o seu irmão sobre a ida para o Minas? Vocês já imaginaram o confronto entre Minas vs Franca?

Léo Costa – Falei sim, na época da contratação, e ele me apoiou o tempo todo nesta decisão. O enfrentamento entre as duas equipes, foi naturalmente motivo de brincadeira na família que não soube definir pra quem irá a torcida de todos, já que o empate não é uma opção. Rs

Felipe – Qual a sua expectativa para a temporada?

Léo Costa – Acredito que estamos conseguindo montar uma equipe bem equilibrada e competitiva, com jogadores que podem atuar em mais de uma posição, o q será muito importante, ainda mais pelo fato de que iremos contratar apenas 9 atletas adultos. Nossa pré-temporada terá alguns desafios, como a chegada de atletas em momentos destintos e também por não termos uma competição preparatória forte no estado. Com isso, ainda buscamos o melhor formato para os jogos amistosos e preparatórios. Vejo a equipe crescendo ao longo da competição e entrando muito forte nos playoffs (momento crucial do campeonato).

Uma coisa é certa, estamos pensando grande e mirando o topo (atletas, comissão técnica e dirigentes).

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