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OPINIÃO: Incompetência é um dos fatores cruciais para o Vasco da Gama não estar presente no NBB 12

Na noite de ontem (12/07), o perfil Vasco Basketball e o jornalista Thierry Gozzer (GE) informaram que o patrocínio conseguido pelo Vasco da Gama não iria mais para o basquete e sim, para o futebol de base do clube. Com esse movimento, o cruzmaltino não teria condições de jogar a próxima temporada do Novo Basquete Brasil (NBB). Segundo a matéria do Thierry, Jorge Veríssimo (VP de Quadra e Salão) pediu demissão depois da decisão do presidente Alexandre Campello e solicitou que o dirigente Fernando Lima informasse os responsáveis do campeonato que nenhum representante do clube estaria na reunião deste sábado e consequentemente fora da competição.

A saída do Vasco do NBB é muito ruim para o Estado do Rio de Janeiro, que perde um dos seus representantes na competição. Também é ruim para os amantes do basquete, que vão ter menos jogos para assistir no Estado.

Mesmo sendo péssimo para a competição, o clube paga pela sua incompetência e arrogância nos diferentes níveis de sua administração. E para quem me acompanha, sabe que já venho mostrando a um bom tempo que o rumo que o clube estava tomando era longe do ideal.

No dia 31 de janeiro do ano passado, eu escrevi para o Bala Na Cesta mostrando que o clube já tinha feito mal na montagem do elenco e mesmo que o treinador Dedé Barbosa tivesse culpa, o dirigente da época inflacionava o mercado sem o clube ter condição real de arcar com os custos.

Um dos casos que mais me chamou a atenção naquele momento, foi a contratação do ala Guilherme Giovanonni. Ele estava apalavrado com o Paulistano do Gustavo de Conti e poucos dias de se apresentar ao clube, o Vasco simplesmente oferece quase o triplo do salário que ele ganharia no time paulista. Ele fez errado em ter aceitado a proposta do Vasco? Na minha opinião, não. Já que estava prestes a se tornar pai, mas esse caso mostra claramente a falta de bom senso do clube. Assim como aconteceu com o Guilherme, foi também com o Lucas Marianao, Fúlvio e entre outros.

Então, como o clube pagaria os salários desses jogadores? Vale ressaltar que alguns atletas do time que conseguiu o acesso ao NBB, ainda não receberam. Será que o salário iria ser pago pelo patrocínio de R$ 8.4 milhões que eles previam receber naquele ano? Dirigentes na época ainda recusaram patrocínios pontuais, pois “sujaria” a camisa.

Outra situação que resume bem o caos financeiro e a má gestão do clube, foi a suposta saída do americano David Jackson via o site Casaca. Na nota, Fernando Lima que era Vice-Presidente de Quadra e Salão da época, afirmou que o David foi pressionado pelo seu empresário a fazer valer o acordo de pagamento e decidiu deixar o clube.

Antes dessa nota ser lançada, o empresário Jesus Rostan tinha conversado comigo sobre a situação do ala no clube:

“Atualmente o clube deve 3 meses de salários e 1 ano de comissão”.

No fim, o seu empresário não soube que o jogador supostamente tinha saído do clube, David Jackson em nenhum momento falou como ex-jogador e dias depois, o atleta já estava em quadra pelo time de São Januário como se nada tivesse acontecido.

Foto: Paula Reis / Blog do Souza

Na última temporada, o Vasco da Gama ainda tentou reduzir os seus custos nas contratações. Mas a busca por patrocínio não tinha bons resultados, mesmo que a diretoria tentasse falar que estava negociando com alguns.

Atualmente, o time de São Januário deve perto de R$ 4 milhões, valor absurdo para um projeto relativamente novo. Ainda tem alguém que acredita que o basquete era um sucesso e sustentável?

A eminente saída do time do NBB, ainda pode atrapalhar outras categorias da modalidade. Isso por que os garotos que atuam nos times sub-17 e sub-19, devem começar a procurar uma oportunidade em outros clubes visando ter uma chance de se tornar profissional.

Do outro lado dessa história, muitos dirigentes do clube e pessoas ligadas a comissão técnica falavam que eu não sabia o que estava escrevendo e que eu queria o mal para a instituição. Não quero agora falar que eu avisei, mas sim, mostrar que da forma que estavam fazendo NUNCA o projeto iria ter futuro.

É triste ver a história de um clube tão tradicional no basquete, ser manchado dessa forma. Que novos gestores apareçam para tratar com seriedade o esporte e que a torcida apoie de forma incondicional, sempre lembrando que história não paga conta no final do mês e sim, trabalho duro e boa gestão.

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Categorias:NBB, Vasco da Gama

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