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Psicologia Esportiva e sua importância no basquete

Aposto que você em algum momento já falou que um jogador “X” sentiu a pressão em um jogo decisivo ou já leu em algum site que o fator psicológico pode pesar em uma final, mas o quanto realmente sabemos sobre esse tema? Para tirar as nossas dúvidas e nos ensinar um pouco sobre Psicologia Esportiva, eu tenho a honra de trazer a psicóloga Mariana Moura.

Ela é graduada em Psicologia pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB), membro da Comissão de Psicologia do Esporte do Conselho Regional de Psicologia – CRP 01/DF e tem experiência como psicóloga no campo esportivo onde já acompanhou as equipes de base do Lance Livre Esportes (DF), seleções de basquete do Distrito Federal, a equipe infantil de basquete do Clube de Regatas Flamengo e a equipe profissional do Universo/Brasília durante duas temporadas (2009/2010 e 2010/2011) do Novo Basquete Brasil – NBB.

Acompanhou a equipe de arbitragem de basquetebol durante uma edição da Copa Brasil Centro-Oeste, ministrou palestras em clínicas de arbitragem no DF e Rio de Janeiro e é autora do capítulo – Muito além do garrafão: estudo de caso envolvendo a psicologia do esporte e o basquete – publicado no livro Psicologia do esporte: atleta e ser humano em ação organizado por João Ricardo Lebert Cozac (2013).

Mariana participando de uma clínica para árbitros no Rio de Janeiro

Mas o que é psicologia esportiva e por que é importante a presença de um psicólogo na comissão técnica de uma equipe?

“A psicologia do esporte e do exercício consiste no estudo científico de pessoas e seus comportamentos em atividades esportivas e na aplicação prática desse conhecimento. Não é um trabalho baseado em necessidades pontuais e crescentes diante de uma final, é um trabalho baseado em ciência e executado de forma contínua (assim como devem ser a preparação física, técnica e tática).

Junto aos executores do espetáculo esportivo, é notável a enorme necessidade de conhecer o trabalho de um psicólogo esportivo e não de apenas praticar o clichê do “vamos chamar o psicólogo porque precisamos motivar os atletas nessa final”. É desejável um trabalho multidisciplinar, em que este profissional integre de forma ativa a comissão técnica.

A integração do psicólogo na comissão técnica, favorece a construção do vínculo terapêutico. A boa relação terapêutica é considerada por muitos autores como um preditor de sucesso do processo psicoterápico. Porém, não contar com este profissional em uma equipe, não impede que os atletas busquem auxílio para questões pertinentes ou não ao contexto esportivo”

Depois da Mari nos explicar sobre a função e a importância dela em uma equipe, ela vai além e nos fala sobre como a psicologia afeta diretamente os atletas.

“Existem inúmeras frases usadas para justificar uma derrota em uma competição; “não nos concentramos”, “sentimos a pressão”, “deixamos o adversário gostar do jogo”, essas são frases típicas que denotam a falta do acompanhamento psicológico.

É comum os atletas serem cobrados para que se concentrem mais ou mantenham-se motivados, é válido cobrar desde que essas habilidades tenham sido previamente ensinadas.

É importante que os atletas saibam que, habilidades psicológicas como: autoconfiança, concentração, mentalização; podem ser aprendidas a partir do contato e planejamento com o psicólogo esportivo. Mediante programação e início de execução dessas habilidades ainda na fase de pré-temporada, é possível contornar e lidar com questões pessoais de cada atleta de forma mais efetiva.

Claro que alguns atletas tem níveis de autoconfiança e motivação maiores que os outros, mas essa não é a regra, é justamente a exceção.

Que a busca ampla pelo desenvolvimento seja capaz de permear as equipes esportivas, assim, formaremos atletas mais conscientes de suas emoções e necessidades. “

Viu como a psicologia do esporte é essencial para qualquer time e acabamos não tratando com a seriedade que essa profissão merece? Acredito que esse pequeno texto, tenha nos ajudado a dar mais valor para essa área no esporte, concorda comigo?

Quer mais textos como esse? Deixe abaixo nos comentários e até a próxima.

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