High School

Conheça a fantástica história do Kalin Bennett, primeiro jogador autista a jogar na primeira divisão do basquete universitário americano

Photo: NBC News

Um adolescente de Arkansas com autismo e que recebeu a notícia que nunca andaria ou conversaria, desafiou as probabilidades que puseram para ele – e agora está se juntando ao time de basquete da Kent State University.

Kalin Bennett, de 18 anos e que joga na Little Rock, foi recrutado pela escola de Ohio no início deste mês e aceitou a oferta da Kent State para jogar na próxima temporada. Foi um movimento histórico: de acordo com a National Collegiate Athletic Association (NCAA), Bennett pode ser o primeiro estudante-atleta com autismo a assinar uma carta nacional de intenções para jogar na primeira divisão.

Com 2.08 metros de altura e se destacando bastante no high school, Bennett tem grandes sonhos para Kent State – tanto dentro quanto fora da quadra.

“Eu estou sempre tentando descobrir o que eu posso fazer de melhor”, disse Bennett, que não andou até os 4 anos de idade e não falou até os 7 anos. Ele disse que espera se destacar pelo seu tamanho, habilidades de pegar rebote e na facilidade de pontuar. Ele também espera que sua história inspire outras crianças com autismo – particularmente “crianças que sentem que não podem fazer nada”.

Bennett conhece esse sentimento: diagnosticado com autismo quando criança, foi-lhe dito durante a avaliação que era improvável que ele falasse e andasse.

“Eu costumava estar no canto, tipo, eu não falava nada, eu não gostava de pessoas”, disse ele. “Eu estava sempre sozinho, sempre sozinho.”

Sua mãe, Sonja Bennett, disse que nunca duvidou que seu filho teria sucesso – mesmo quando os avaliadores definiram que ela tinha que ter baixa expectativa.

“Quando recebi o diagnóstico, fui trabalhar, porque não ia ficar sentada lá e deixá-lo desaparecer”, disse ela, acrescentando que ler livros constantemente para Bennett e tocar música para ele o ajudou a começar a falar.

“Ele superou ser não-verbal. Ele é sociável agora, ele se concentra em você, ele fala com você, ele vai te abraçar.”

Mas foi o basquete, que Bennett conheceu na terceira série, que realmente mudou sua vida, sua mãe disse: “É quando a luz acendeu.”

“Ajudou a construir sua auto-estima. Ele tinha irmandade e isso lhe ensinou trabalho em equipe”, disse ela.

Além de basquete, Bennett também é talentoso em matemática e música. Ele toca quatro instrumentos diferentes, sendo a percussão sua favorita.

Mas outros aspectos da vida nem sempre são tão fáceis. Bennett lutou com ansiedade. Às vezes, pequenos problemas parecem esmagadores para ele, sua mãe disse.

Este ano, Bennett está fazendo um programa de ano-gap no Link Year Prep, uma academia cristã em Branson, Missouri. Quando ele começar na Kent State, ele morará no campus em um dormitório – mas sua mãe vai morar nas redondezas.

“Ele não precisa que eu fique monitorando. Ele só precisa saber que estou no mesmo espaço em que ele está”, disse ela.

Bennett foi sondado por outras faculdades, mas disse que escolheu o Kent State porque se sentia como se encaixasse com a equipe e por causa das iniciativas de autismo reconhecidas nacionalmente.

“Já me senti em casa assim que entrei no campus”, disse ele.

Gina Campana, diretora assistente de diversidade, equidade e inclusão da Kent State, disse que a universidade oferece muitos serviços para estudantes com autismo e está particularmente orgulhosa de um programa de parceria que oferece uma chance para estudantes neurotípicos.

“Este não é um programa de mentoria onde um é superior ao outro. Eles são iguais e aprendem uns sobre os outros”, disse Campana.

Autism Speaks, uma organização de advocacia, elogiou Bennett e Kent State.

“Kalin provavelmente não é o primeiro jovem com autismo a decidir praticar esportes universitários. No entanto, a natureza pública de sua decisão pode ter um impacto realmente grande em crianças mais novas com autismo que podem não ter visto isso como um caminho para elas”. disse o diretor de serviços para adultos da Autism Speaks, David Kearon, que trabalha com escolas e empregadores para criar uma transição suave para a vida adulta para pessoas com autismo.

“Estou esperançoso de que Kalin inspire outras crianças a considerar caminhos como o que ele está tomando, ir a uma boa escola e participar de esportes e todos os outros aspectos da vida no campus”.

Quando perguntada se ela imaginou que seu filho seria tão bem-sucedido, Sonja Bennett disse que sim – “mesmo quando ele não o fez”.

“Eu disse, ‘não posso’ não é uma palavra que vamos usar nesta casa. Nós não vamos usar essa palavra. Essa é uma palavra ruim”, disse ela.

Suas esperanças são agora mais altas do que nunca para seu filho.

“Eu quero que ele cresça para ser o melhor homem que ele pode ser, e acho que ele está indo nessa direção: respeito, honra. Ele é humilde. Ele ama a Deus”, disse ela. “Eu não poderia pedir uma criança melhor.”

Kalin e sua mãe, Sonja Bennett

Felipe Souza é o criador do site HSBasketballBR, Blog do Souza e é co-criador do Live College BR. Ele escreve para o site americano D1Vision, para a Liga Super Basketball e tem textos no Bala Na Cesta. Faz trabalho de Scout nas horas vagas e acredita que o estudo diário do basquete, faz dele um profissional melhor.

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