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Leandrinho fala sobre NBB, NBA, seleção e afirma: “Precisamos buscar novos talentos. A minha geração é uma geração que já está ficando para trás”

Foto: Matheus Lima/MyPhoto Press

Campeão da NBA em 2015 com o Golden State Warriors, Leandrinho Barbosa foi revelado pelo Palmeiras. Jogou ainda pelo Bauru até ser draftado na NBA pelo San Antonio Spurs, em 2003. Ainda no Draft daquele ano, foi trocado com o Phoenix Suns, onde ficou sete anos. O ala/armador vestiu ainda as camisas do Toronto Raptors, Indiana Pacers, Boston Celtics e Golden State Warriors.

No Brasil, Leandrinho teve passagens por Flamengo, Pinheiros e Franca, time que defendeu na última temporada do NBB. Atualmente o ala está jogando pelo Minas Tênis Clube e tenta manter uma sequência de jogos depois de vir de lesão.

Recentemente quando o Minas veio jogar contra o Vasco da Gama, pude conversar com o Leandrinho e falamos sobre o NBB, NBA, seleção brasileira e muito mais. Confira o papo abaixo.

Felipe Souza – Desde a sua última passagem pelo Brasil, como você vê a evolução do basquete nacional?

Leandrinho Barbosa – Tá melhor, lógico que tem muita coisa para melhorar. Mas dentro do tempo que eu fiquei fora, melhorou muito e estou muito feliz. Fico bem feliz de estar aqui jogando, agora a minha família pode me assistir de perto.

Você disse que o NBB ainda tem muito a melhorar. Se você fosse o gestor, qual a primeira providência que você tomaria para melhorar o campeonato?

É difícil falar. Eu venho de um basquete que é o melhor do melhor. Então é complicado. Estou muito recente aqui no Brasil e por isso eu acabo vendo muitas coisas, muitos detalhes, mas eu acredito que são coisas que podem melhorar ao longo do tempo. Temos que ficar felizes, pois a visibilidade do basquete hoje é muito maior do que era antes e querendo ou não, hoje a gente tem um respeito. Nós já tivemos muitos jogadores jogando fora do país e a gente sabe que quando fomos disputar campeonatos, somos bem respeitados. Então acho que isso é o sucesso que vem sendo feito aqui no Brasil.

Nós estamos vendo a seleção brasileira tentando formar uma equipe com jogadores que atuam no NBB. Vimos ultimamente o Yago, Lucas Dias e o Didi. Você vê que a tendência é o celeiro nacional crescer cada vez mais ou não, o momento são esses garotos saírem do Brasil para poder evoluir o seu jogo?

Precisamos buscar novos talentos. A minha geração é uma geração que já está ficando para trás. Então, a gente precisa de mais talentos, mais jogadores novos subindo para poder entrar na seleção. Acho que o nosso foco hoje é passar a nossa experiência que a gente teve fora do país, de vivência de basquete e poder ajudar essa garotada nova. Por que eles vão suprir a gente. Agora, se tiver oportunidade de ir para fora, vai embora. Se não, trabalha aqui mesmo no Brasil.

O Didi é um dos jogadores mais olhados pela imprensa americana, atualmente ranqueado no Top 100 da ESPN. Qual dica você daria para ele, já que você teve uma ótima passagem por lá chegando a ganhar um anel da NBA?

Olha, eu já dei muita dica para ele e por isso acho que ele está nesse caminho. Tive a felicidade de jogar com ele em Franca e quando estive por lá eu dei muita entrevista falando que ele era o próximo daqui do Brasil a sair do país. A oportunidade está aí, basta saber se ele quer ou não. Tem que trabalhar muito, as coisas não caiem do céu e é com ele, só depende dele.

Foto: Matheus Lima/MyPhoto Press

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