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De Maryland para o Brasil, David Jackson fala sobre a sua carreira, Vasco da Gama e o Sesi Franca

Nascido em Maryland nos Estados Unidos e chegando a sua 11º temporada como profissional, David Wayne Jackson Jr nos mostra que o seu basquete segue evoluindo a cada dia.

David já foi eleito o MVP do NBB em 2014 e duas vezes o melhor jogador estrangeiro do Brasil, em 2014 e 2015. Além de ter sido chamado cinco vezes para o Jogo das Estrelas.

Na edição 2013-14 com o Winner Limeira, ele se tornou o 1º jogador na história a fechar uma edição do NBB com média de pelo menos 20 pontos por jogo e aproveitamento superior a 50% nas bolas de dois, 40% nas bolas de três pontos e 90% nos lances livres

Porém, não só no Brasil ele fez sucesso. Na Argentina, ele foi o MVP da fase regular e o melhor jogador estrangeiro na temporada 2008-09 com o Club Atlético Peñarol. David também foi escolhido o melhor ala-armador do campeonato argentino 2009-10 pela mesma equipe e por lá, até ganhou o apelido de “El Pícaro”.

Voltando ao NBB…

Na temporada passada jogando pela equipe do Vasco da Gama, ele teve médias expressivas de 15.4 pontos, 5.3 rebotes e 3.6 assistências. O ala acabou a temporada sendo um dos jogadores mais efetivos do NBB e peça fundamental para que a equipe não fizesse uma campanha pior, já que o time carioca tinha investido muito dinheiro na montagem do elenco e terminou o campeonato sendo eliminado de forma melancólica pelo Bauru.

Foto: Paula Reis

Atualmente o ala de 36 anos de idade e 1,92m, chega nessa nova temporada sendo uma das principais contratações do Sesi Franca Basquete para a disputa do Novo Basquete Brasil (NBB).

Eu pude conversar com ele sobre o Vasco da Gama, Franca e muito mais.

Confira a entrevista abaixo!

Felipe Souza- Qual a sua memória mais antiga sobre o basquete?

David Jackson – A memória mais antiga que eu tenho, é mais ou menos com 4 anos de idade. Quando o meu pai me deu uma bola e brincar com ela, era tudo que eu queria fazer. Eu arremessava na chuva até a minha mãe mandar eu entrar para dentro de casa.

Felipe – Você sai dos Estados Unidos e vem jogar basquete por vários clubes na America Latina. Para você, qual foi a maior diferença do estilo de jogo dos times latinos em que você jogou, em comparação aos times brasileiros?

David – O estilo do basquete latino-americano não é muito diferente do que se joga aqui no Brasil. Cada país tem seu próprio grau de fisicalidade e também a qualidade dos jogadores de cada equipe. O desafio sempre foi adaptar meu estilo de jogo no campeonato para ter sucesso.

Felipe – Você jogou muito bem no Vasco da Gama e mesmo depois que você saiu do time, a torcida continua gostando muito de você. Fale um pouco sobre a sua passagem pelo time carioca.

David – Meu tempo no Rio jogando por um clube histórico como o Vasco foi muito difícil na época, mas sempre trabalhei todos os dias e acredito que os torcedores e todos que trabalharam no clube, viram que eu sou um verdadeiro profissional. Os fãs são muito apaixonados e se você não der tudo de si, eles não hesitarão em gritar com você.

Mas desde o primeiro dia eu sei que eles me viram dar tudo de mim em todos os jogos. Eu estava motivado para trazer a glória de volta ao clube para o basquete.

Felipe – A temporada 2017-18 termina e você acaba saindo do clube. Você acredita que foi a melhor escolha que você fez, já que a temporada foi muito conturbada ou gostaria de ter ficado no Vasco?

David – A temporada 2017-2018 foi definitivamente uma das piores da minha carreira profissional. Nós tínhamos equipe para ganhar o campeonato ao meu ver e simplesmente não deu certo.

Eu nunca quis sair do clube, mas uma vez que a temporada acabou, ninguém me contatou para voltar, então eu percebi que não era de volta.

Felipe – Dias depois, você acerta a sua ida para o time do Franca. O que fez você escolher a equipe de São Paulo?

David – Bem, eu tinha voltado para os EUA e estava apenas treinando, esperando para ver quais trabalhos estavam disponíveis.

Eu estava conversando com algumas equipes, mas parecia que elas estavam indecisas. Franca veio até mim e eu aproveitei a oportunidade de jogar por esse time histórico. Eu sempre gostei de jogar aqui, porque os fãs são muito apaixonados pelo basquete.

Felipe – Atualmente você conquistou o seu espaço e é peça fundamental do Franca. Você acredita que chegou no auge da sua carreira? Se não, o que falta para isso?

David – Eu não diria que conquistei meu espaço na equipe. Cada time em que jogo, quero fazer o que for preciso para vencer. Franca já tinha uma ótima equipe e eu queria entrar e fazer minha parte.

Agora eu ainda sinto que não estou no meu auge. Todos os dias eu tento melhorar fisicamente e mentalmente. Eu sinto falta de ainda não ter ganho um campeonato do NBB e acredito que temos uma equipe que pode conquistar o título esse ano.

Felipe – Essa é a última pergunta para terminarmos a entrevista. Na sua opinião, o que fez o David Wayne Jackson Jr sair de Maryland e fazer sucesso no Brasil?

David – Cresci jogando basquete e como todo mundo, tive o sonho de jogar na NBA. Porém, quando me formei na faculdade, não tive a oportunidade de ir para a NBA, mas meu amor pelo jogo me permitiu ter uma chance de começar uma carreira profissional de basquete no exterior.

Era como um filme, um agente me ligou e disse que tinha uma oportunidade de trabalho e eu tinha três dias para decidir. Eu aceitei e agora estou jogando a minha 11ª temporada profissional.

Eu acredito que trabalho duro e dedicação levam ao sucesso e nessas onze temporadas, tenho sido humilde, trabalhado duro e me dedicado a jogar basquete.

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Felipe Souza é o criador do site HSBasketballBR, Blog do Souza e é co-criador do Live College BR. Ele escreve para o site americano D1Vision, para a Liga Super Basketball e tem textos no Bala Na Cesta. Faz trabalho de Scout nas horas vagas e acredita que o estudo diário do basquete, faz dele um profissional melhor.

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