WNBA

Jogadoras versus acordo de negociação coletiva com a WNBA?

A temporada 2018 da WNBA foi incrível e com ótimas performances individuais, mas também houve grande insatisfação expressa por várias jogadoras sobre salários, viagens e outros aspectos da liga. Então, com um prazo se aproximando, as jogadoras decidirão optar sair do acordo de negociação coletiva com a WNBA? Nós vamos descobrir em breve.

O Collective Bargaining Agreement – CBA (Acordo de Negociação Coletiva) entrou em vigor em março de 2014 e vai até outubro de 2021. No entanto, tanto a liga quanto o sindicato têm o direito de sair agora, o que encerraria o acordo após a temporada de 2019. Cada lado tem até 31 de outubro para exercer esse direito.

A WNBA não quis comentar se considera ou não desistir. Porém, a Associação Nacional de Jogadoras de Basquete Feminino colocou a questão em votação.

As jogadoras, muitos das quais estão jogando no exterior, votaram por meio de um processo de votação online que foi aberto de 14 a 21 de outubro. Terri Jackson, diretora de operações da WNBPA, disse que os votos serão revisados ​​e certificados.

Terri Jackson é a atual diretora de operações da WNBPA

Em seguida, o sindicato informará o comitê da CBA sobre os resultados, seguido pelas jogadoras da WNBA como um todo e, depois, a liga. O comitê da CBA é um grupo de 35 pessoas: tendo o conselho executivo das jogadoras, liderada pela presidente Nneka Ogwumike do Los Angeles Sparks, mais o conselho de representantes das jogadoras (primário e suplente) de cada equipe e outras jogadoras selecionadas.

O comitê da CBA passou os últimos meses estudando se a opção de sair é a melhor opção, participando de teleconferências e participando de duas reuniões presenciais. Uma delas foi com o conselho jurídico do sindicato, o escritório de advocacia Dechert, em Washington. A reunião também contou com consultores financeiros da Deloitte, além de representantes dos sindicatos dos jogadores da NBA e da NFL, todos ajudando na assessoria das jogadoras da WNBA.

Jogadoras reunidas com representantes dos sindicatos dos jogadores da NBA e da NFL.

Jackson disse estar orgulhoso do esforço feito pelo comitê da CBA, especificamente, e as jogadoras da WNBA por se informarem o máximo possível antes de tomarem suas decisões.

A WNBA começou em 1997, e o sindicato foi formado em 1998. Houve quatro CBAs assinados: em 1999, 2003, 2008 e 2014. Algumas jogadoras – incluindo Candace Parker, dos Sparks – disseram ter pensado que não havia o engajamento suficiente da filiação sindical como um todo antes do acordo de 2014. Jackson, que assumiu como chefe sindical em 2016, depois de trabalhar anteriormente para a NCAA, se esforçou para se certificar de que não é o caso agora.

“As jogadoras dedicaram seu tempo para ver uma apresentação bem completa sobre o negócio”, disse Jackson. “Elas entendem muito bem quais decisões que a liga e as equipes fizeram desde que a CBA foi negociada”.

“Com as informações fornecidas pela liga, eles estão aprendendo o modelo de negócios que é a WNBA. E seja qual for a decisão delas, será o que é certo para proteger a liga.”

Se as jogadoras desistirem, isso não afetará a temporada de 2019. Mas um novo CBA precisaria estar em vigor antes da temporada de 2020, que também é um ano olímpico.

A WNBA atualmente tem duas outras grandes prioridades para cuidar: nomear um novo presidente e encontrar um comprador para o New York Liberty, uma franquia de liga original que está à venda desde o ano passado.

Lisa Borders deixou o cargo de presidente da WNBA no início deste mês para se tornar presidente e CEO da Time’s Up, uma organização que defende as mulheres no local de trabalho. Duas outras executivas da WNBA – a diretora de operações Jay Parry e a vice-presidente sênior de operações da liga, Ann Rodriguez – também deixaram a liga este ano.

Assim, a WNBA estará substituindo a maior parte de sua liderança. Em vista disso, Jackson disse que o sindicato se ofereceu para estender a data de desativação após 31 de outubro, possivelmente dando à liga uma chance de ter um presidente no cargo antes de uma decisão ser tomada. Funcionários da WNBA recusaram a extensão. Jackson também pediu que as jogadoras tivessem alguma contribuição substancial para o próximo presidente da WNBA e ela disse que elas toparam.

Então, até o dia 31 desse mês todos os olhos vão estar nas jogadoras para saber qual será a decisão.

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Felipe Souza é o criador do site HSBasketballBR, Blog do Souza e é co-criador do Live College BR. Ele escreve para o site americano D1Vision, para a Liga Super Basketball e tem textos no Bala Na Cesta. Faz trabalho de Scout nas horas vagas e acredita que o estudo diário do basquete, faz dele um profissional melhor.

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