Botafogo

O que eu vi do Botafogo no Estadual 2018

Antes de falar sobre o desempenho da equipe e os seus pontos positivos e negativos no campeonato, devemos entender o contexto geral como essa equipe foi montada.

O time da temporada passada que chegou nas oitavas de final no Novo Basquete Brasil (NBB) e caiu para o Caxias do Sul, é totalmente diferente da equipe montada pelo Leonardo Figueiró. Em relação a temporada passada, o Botafogo manteve o americano Jamaal, Guga e os garotos Fabrício e Guapi. O restante do elenco foi contratado pela diretoria e ainda teve alguns jogadores que subiram da base para o adulto, como o Pedro Rodrigues e o Yan. Por sinal, vale a pena você conhecer o elenco dessa temporada clicando AQUI.

O Botafogo foi uma das primeiras equipes a montar o elenco para essa temporada e isso ajudou bastante na evolução do time nesse Estadual.

A equipe fez uma boa temporada regular, venceu o Vasco da Gama na semifinal (2-1) e acabou como vice-campeão após sofrer duas derrotas na final para o Flamengo. Dos jogos que vi in loco eu identifiquei alguns pontos positivos e negativos da campanha botafoguense que vou te mostrar a seguir.

Pontos Negativos

Léo Figueiró (Foto: Paula Reis / Blog do Souza)

A equipe do Botafogo no geral fez boas contratações neste inicio de temporada, mas uma é bem questionável. Como o caso da contratação do americano Ron Spencer, que ficou somente dois meses, ganhando uma quantia alta para um jogador que fez o seu primeiro jogo profissional na carreira pelo o Glorioso e que tinha chances mínimas de ficar. Lembrando que o Botafogo após a saída do americano, contratou o pivô Murilo Becker.

A renovação do Jamaal Smith não foi a mais acertada quando pensamos pelo lado financeiro. O jogador já ganhava o maior salário do time na temporada passada e teve um aumento de 48% para essa temporada. O valor é muito alto para uma equipe que não é a mais rica da Liga e ainda reformulou praticamente todo o elenco. Quando a gente pega esse aumento salarial e compara com o rendimento dele na temporada passada, não compensa.

Ele não fez a sua melhor temporada em números (média de 14.6 pontos contra 17.7 pelo Macaé em 14/15) e ficou fora de jogos importantes para o Botafogo, como por exemplo o jogo contra o Flamengo em janeiro desse ano, em que a estrela solitária perdeu por 107-54.

Dentro de quadra, a equipe não tem nenhum ponto que possa ser realmente explorado dos jogos que eu vi.

Pontos Positivos

A vinda do Léo Figueiró trouxe novos ares para a equipe. Se na temporada passada víamos uma equipe que dava a bola na mão do Jamaal para ele decidir sozinho e lotava o garrafão com jogadores altos e pesados para pegar rebote, neste atual comando é totalmente diferente. Bem verdade, que o Léo tem jogadores altos como Ansaloni e Maique, mas é um time que tem muita mais opção para a definição de jogadas do que no NBB 10.

Com a chegada do Cauê Borges e do Henrique Coelho, o time mostrou mais movimentação no perímetro e o melhor espaçamento de quadra. O que facilitou bastante a criação dos arremessos do Jamaal, Cauê, Coelho e o surgimento de buracos na defesa adversária facilitando a infiltração dos alas.

Cauê Borges infiltrando (Foto: Paula Reis / Blog do Souza)
Flamengo x Botafogo – Primeiro jogo da final do Campeonato Carioca de Basquete – Tijuca Tênis Clube – Dia 25/09/2018 – Foto: Diego Maranhão/Blog do Souza

Falando em alas, o melhor jogador botafoguense nesse inicio de temporada na minha opinião foi o Arthur Bernardi. O jogador que veio do Pinheiros depois de render abaixo do esperado na temporada passada, vem mostrando nesse começo de temporada que vai ser muito importante para o time carioca no NBB 11.

Arthur seleciona bem os seus arremessos, é consistente na média distância, tem um bom passe, faz uma boa rotação ofensiva e infiltra bem (principalmente pelo lado direito do garrafão) mesmo recebendo o contato.

Arthur Bernardi (Foto: Paula Reis / Blog do Souza)

Defensivamente, o ala tanto pode fazer uma marcação individual no jogador da mesma posição ou como pode marcar individualmente um ala-armador no perímetro. Essa versatilidade ajuda principalmente o Léo Figueiró quando ele precisa alternar a dobra na marcação e quando precisa aumentar ou diminuir o volume de jogo.

Outro ponto positivo é o desempenho do Jamaal pelo clube nesse Estadual. O fato de estar com “menos” responsabilidade na definição das jogadas do Glorioso, deixa o jogador livre para desempenhar um outro papel importante no time, a liderança. Ele vem chamando para si a cobrança dos torcedores e assumindo o papel de líder em quadra, coordenando ataques e dando exemplo na defesa. Jamaal conseguindo ser eficiente e decisivo em quadra, pode ser o maior acerto do Botafogo para esta temporada.

Flamengo x Botafogo – Primeiro jogo da final do Campeonato Carioca de Basquete – Tijuca Tênis Clube – Dia 25/09/2018 – Foto: Diego Maranhão/Blog do Souza

Antes de terminar esse texto, deixo uma enquete para você torcedor.

Agradeço a você que leu até aqui e espero que tenha gostado. Porém, eu também quero saber o que você pensa. Então, deixe nos comentários o seu feedback e até a próxima.

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2 comentários em “O que eu vi do Botafogo no Estadual 2018

  1. RALPH DE SOUZA BARRETO

    Gosto muito do jogo do Maique! faz um excelente trabalho em dupla… sempre buscando os alas e o armador para jogar

    Curtido por 1 pessoa

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