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O que os scouts e analistas esperam atualmente dos armadores

Muitas das vezes quando acompanho a base, seja trabalhando como analista ou como jornalista, o papo sobre as melhores qualidades que um armador tem que ter para se destacar no mercado surge em uma resenha.

Para melhor falar sobre isso, eu decidi trazer o Gabriel Andrade para me ajudar a destrinchar um pouco mais sobre essa posição que cada vez mais está evoluindo. O Gabriel trabalha como scout para o Jumper Brasil e outros veículos. O foco dele normalmente são jogadores profissionais e europeus.

Então ele vai me ajudar a falar sobre as características essenciais que se espera de um jogador adulto e eu vou falar um pouco das qualidades que se espera dos jovens. Já que eu trabalho para o site americano D1VISION, onde eu monitoro jovens do middle school (ensino fundamental) e high school (ensino médio).

Então vamos lá…

O primeiro ponto que eu olho nos jovens, é o seu controle de bola. O famoso ball handling já é trabalhado desde muito cedo com os jovens americanos. Esse fundamento é básico para que os garotos possam ter uma sequência de trabalho mais tranquila ao decorrer dos anos.

Depois de ter um bom ball handling que obviamente vai evoluir com o passar dos anos, o trabalho corporal e a noção de tempo e espaço da quadra, é avaliada em jovens atletas.

Quando falo de trabalho corporal, quero dizer que é avaliado desde a forma que o jogador aplica o seu sprint em quadra até os ângulos dos quadris quando eles estão defendendo ou atacando. Para os americanos hoje, a explosão física e o controle de corpo quanto mais cedo aparecer em um atleta jovem, é melhor. Já que estamos vivendo uma época que os armadores estão ficando cada vez mais fortes fisicamente.

Algo muito avaliado em garotos que estão saindo do middle school para o high school, é a importância do braço e pulso na hora de um arremesso. Para exemplificar melhor isso, deixo esse texto (clique AQUI) sobre os movimentos feitos na hora do arremesso.

Para fechar a minha parte, cito um ponto extremamente importante para vários analistas: o trabalho mental do atleta. Muitos analistas e treinadores, querem ver como os garotos suportam a pressão de ser os destaques de suas equipes e se eles tem o perfil de liderança que muitas universidades querem. Por sinal, algumas escolas investem pesado em palestras sobre liderança e psicólogos para esses jovens.

Eu acho que consegui explicar um pouco do que os analistas procuram em jovens atletas americanos.

Agora vamos ver com o Gabriel, quais características essenciais que um armador profissional tem que ter para chamar a atenção em um mercado tão disputado.

Criação Após o Drible: No Basquete Moderno, orientado ao Perímetro e nos arremessos após o drible, cabe quase sempre ao armador a capacidade de criar espaços para os companheiros ou pra si mesmo via drible, seja com ajuda de algum corta-luz ou não. Situações de Pick-And-Roll, jogadas de isolação ou outras variações de ação como estas devem ser utilizadas dos armadores para gerar quebrar defensivas, podendo ser via arremesso ou infiltrações. Aqui, saber explorar os espaços abertos e tomar as decisões corretas quando eles surgem maximizam o ataque de um time.

Versatilidade Defensiva: Em um basquete que cada vez mais explora Mismatches, tanto de altura/envergadura como explosão/velocidade lateral, é necessário que o armador consiga defender múltiplas posições, além do que o armador adversário. Armador altos, fortes e longos levam vantagem por dar flexibilidade aos seus times em trocas de marcação. De preferência, um armador deve marcar ao menos 2 ou 3 posições do perímetro.

Jogar Sem a Bola: Armadores tendem a dominar o USG% de seus times, mas em um basquete voltado aos conceitos de Positionless, ou seja, em que posições definidas não importam tanto em relação a esquemas táticos flexíveis, que utilizam múltiplos criadores e se aproveitam mais de atletas versáteis, armadores capazes de fazer funções sem a bola são cada vez mais valiosos. A principal forma de contribuir é com o chute de três pontos, tornando ele dinâmico, ou seja, capaz de arremessar saindo de corta-luz, em movimento, além da habilidade de se realocar para achar espaços vazios nas defesas adversários. Cortes sem a bola, corta-luzes e QI de Basquete também são essenciais aqui.

É isso pessoal. Espero que esse texto tenha ajudado a vocês entenderem um pouco sobre assunto e claro, que vocês tenham gostado.

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Felipe Souza é o criador do site HSBasketballBR, Blog do Souza e é co-criador do Live College BR. Ele escreve para o site americano D1Vision, para a Liga Super Basketball e tem textos no Bala Na Cesta. Faz trabalho de Scout nas horas vagas e acredita que o estudo diário do basquete, faz dele um profissional melhor.

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